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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Egito Revelado: Cleópatra


A última rainha do Egito. A mulher que conseguiu por quase 20 anos, conter o avanço romano sobre as terras dos faraós. 3000 anos de civilização chegam ao fim com a sua morte. Os encantos, mistérios e legado de um povo, chegam ao seu destino final.

Quase não se tem vestígios arqueológicos sobre Cleópatra, muitos, provavelmente foram destruídos ou desapareceram. Mesmo com toda a limitação que os artefatos e documentos nos impõe - a rainha Cleópatra - hoje tem uma nova história reconstruída pelos estudiosos, que vem desmentir as alegações romanas, altamente difamatórias sobre ela. Quanto a isso, Robert Bianchi, Ph.D pelo Instituto de Belas Artes da Universidade de Nova Iorque, dispara:

“Os romanos deturparam a história de Cleópatra. Fazendo dela, uma prostituta lascíva. Uma sedutora inconsequente, que entrava e saía da cama de qualquer romano que a desejasse.”

Como eu tinha dito no resumo de um documentário anterior que vi há poucos dias, eu também pensava que ela era uma espécie de maníaca sexual, que tinha ido pra cama com toda uma legião de soldados romanos. Quando surge esse tipo de relato fantasioso sobre alguma personagem histórica conhecida, somos propensos a acreditar logo de cara, acriticamente, sem questionar. O assunto envolvendo sexo chama logo a nossa atenção. E se for referente à difamação de alguém, aí é que damos crédito a esses tipos de estórias. Não que ela não pudesse ser uma mulher louca pela coisa, mas o respeito pelos dados históricos deve prevalecer.

Na contramão do que os romanos disseram acerca dela, o renomado Arqueólogo Zahi Hawass (Ph.D e Mestre em Egiptologia na Universidade da Pensilvânia, EUA) é só elogios a rainha:

“A vida de Cleópatra é um mistério. Mas ela foi uma rainha mágica. Sua beleza conquistou o coração dos dois homens mais poderosos da Terra.”

Cleópatra foi à última rainha da dinastia dos ptolomeus. Foram cerca de 300 anos que essa família governou o Egito. No início de seu reinado, Cleópatra aliou-se ao homem mais poderoso de Roma, Júlio César e teve um filho com ele, Cesário. Seu reinado foi na cidade de Alexandria, o centro intelectual do mundo naquela época, que abrigava em sua famosa biblioteca, mais de 700 mil pergaminhos sobre as mais diversas áreas do conhecimento. Era o centro mundial da difusão do saber.

“A biblioteca de Alexandria era o coração do mundo de Cleópatra. [...] ela [a biblioteca] teria abrigado mais de 700 mil pergaminhos. Gerações de ancestrais de Cleópatra foram implacáveis na ambição de transformar a cidade em um centro internacional de ensino e conhecimento.”

Cleópatra tinha uma mente sagaz, mostrando-se muito competente no nível intelectual. Era poliglota. De origem helenista, ela soube fundir a cultura do Egito e a grega. Ela que não era nada besta, tratou logo de assimilar a religião egípcia, declarando-se deusa do Egito. Mais uma vez destaco aqui as palavras de Hawass:

“Ela possuía tanta cultura para ser rainha do Egito, porque viveu na cidade mais sofisticada e maravilhosa do mundo, naquela época.”

A derradeira rainha do Egito sempre foi tema de livros, filmes e muitos documentários. E ainda muitos virão. Independente dos poucos vestígios documentais que temos sobre os seus feitos, ela já virou um mito. Ela é um ícone. Cleópatra faz parte da cultura pop.

Não obstante, ser muito difícil aparecer mais vestígios arqueológicos sobre ela, devemos torcer para que algo novo surja, seja das areias, templos, palácios ou algum pergaminho, e lance mais luz sobre o seu reinado e pessoa.  

domingo, 17 de janeiro de 2016

A Verdadeira Cleópatra


Conhecida pejorativamente como ninfomaníaca, Cleópatra tem conquistado à admiração e atenção de muitos, ao longo desses mais de dois mil anos depois de sua morte. A rainha que conquistou os dois homens mais poderosos de Roma (Júlio César e Marco Antônio), já foi e é tema de muita especulação e lendas. De acordo com o que sabemos atualmente sobre ela, isso apenas evidencia, sem dúvida alguma, a mulher extremamente inteligente e ambiciosa que ela foi. 

O Egiptólogo Robert Bianchi, Ph.D pelo Instituto de Belas Artes da Universidade de Nova Iorque, diz:

“Cleopátra sonhava com um império universal. Ela queria ser a rainha do mundo.”

Esse documentário, baseado no testemunho das mais confiáveis análises históricas, vem desmentir muitos boatos que se formaram em torno da rainha do Egito. Os historiadores entrevistados não escondem a sua opinião bastante positiva sobre ela. Deixando bem claro, que Cleópatra, mesmo não conseguindo concretizar suas ambições políticas, foi uma rainha competente e preocupada com o seu povo.

“Hoje novas evidências estão revelando uma Cleópatra diferente. Magnética, ambiciosa e visionária. Uma rainha ousada que quase conquistou o mundo. [...] por trás do mito, esconde-se uma personalidade admirável. [...] Para descobrir esta nova Cleópatra, nós precisamos procurar além da propaganda grega e romana e desvendar as evidências egípcias.”

Em complemento, Bianchi revela:

“A história de Cleópatra foi preservada porque estudiosos ocidentais foram capazes de ler grego e latim. Não sabíamos ler os hieróglifos antes de 1820. Agora começamos a vasculhar e rever as antigas evidências egípcias. Buscando as fontes egípcias orientais, estamos conseguindo uma imagem mais completa de quem era a rainha.”

Mencionei logo no início, que Cleópatra seria uma tarada sexual. Mas isso é mito. Não existem evidências históricas de que ela tenha tido relações com outros homens, além de Júlio César e Marco Antônio, pelo menos é isso que uma Historiadora diz. Até mesmo, tinha ouvido não sei aonde, a história de que ela foi uma das maiores boqueteiras (sim, isso mesmo) da história. Muitíssimos soldados romanos tinham sido “vítimas” da boca gulosa da rainha. Rsrs.

Segundo o Historiador antigo, Plutarco, ela falava nove idiomas. E é bom lembrar que ela era de origem grega, e não egípcia, como 99% das pessoas pensam. Foi à última rainha da dinastia dos ptolomeus. Dinastia essa que iniciou o seu reinado no Egito desde a morte de Alexandre, o Grande, líder do império grego-macedônio.

Quando Júlio César vai ao Egito para resolver as pendengas políticas entre Cleópatra e o seu irmão mais novo, sobre quem teria a primazia de governar o Egito, aquela famosa história de que ela se enrolou num tapete e foi levada para o quarto de César, não se constitui em lenda histórica, mas realmente aconteceu. Mulher perspicaz, que conseguiu conquistar o velhinho de Roma, e ter um filho dele, Cesário, que anos depois fora morto por Otávio Augusto.

Júlio César, como sabemos foi morto, pelos políticos de Roma, e quem assume o poder é Otávio e Marco Antônio. Este é outro romano, conquistado e laçado pela rainha. Na verdade, parece que ele realmente a amava, era apaixonado por ela, mesmo ela não sendo bonita, e independente dos conchavos políticos. Num linguajar vulgar, ela lhe deu uma verdadeira chave de b... 

No entanto, ambos são derrotados por Otávio, e acabam se suicidando.