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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Filmes Vistos (13)


Mais uma sensacional história da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Soldados dos EUA caem no mar, e depois de 47 dias no maior sofrimento em alto mar, são capturados por soldados inimigos do Japão. Zamperini, italiano imigrante do EUA, juntamente com o seu parceiro de guerra, sofrem o pão que o diabo e os japoneses amassaram, nos campos de concentração. A única forma de vencer os japoneses é continuarem vivos até o fim da guerra.


Não é uma obra prima. Não é um filme comovente. Todavia, tem uma ótima proposta; uma contundente crítica ao ambiente perigoso em que vivem as mulheres indianas, que mal têm a proteção do estado, quando sofrem ou são estupradas. O sistema policial e jurídico da Índia é uma verdadeira vergonha (bom, esse país é uma verdadeira vergonha em praticamente todos os quesitos). Este filme me fez lembrar o documentário Filha da Índia: A História de Jyoti Singh, que diz:

“Segundo os últimos números oficiais, uma mulher é estuprada na Índia a cada 20 minutos. Mas muitos estupros não são denunciados.”

Não são denunciados, porque as mulheres temem que o que pode acontecer é exatamente o que Pink trás em seu enredo.


Uma batalha do raciocínio lógico, inteligência e bom senso, contra a superstição, pensamento mágico e conveniente. Uma trama sensacional e instigante. Um verdadeiro clássico. 


Vi o primeiro há pouco mais de dois anos, agora terminei a segunda parte da saga criminosa da família Corleone, os mais famosos gangsteres do cinema. Al Pacino (Michael Corleone) e Robert De Niro (Vito Corleone) estão impecáveis em suas performances.


Fechando a trilogia. Achei tão bom quanto os dois primeiros. Apenas acho que existe um exagero de elogios enorme em torno desses filmes. São ótimos filmes, mas nada arrebatadores.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Filmes Vistos (12)


Madalyn Murray O'Hair causou a fúria ensandecida de muitos "cristãos" norte-americanos, quando na década de 1960 conseguiu que a Suprema Corte daquele país banisse a oração das escolas, que até então era uma prática que todos os alunos deviam seguir, mesmo não compactuando com a religião cristã, ferindo a constituição de separação entre igreja e Estado. Está aí, um dos motivos dela ter sido por pouco mais de três décadas, "a mulher mais odiada da América". Este filme conta-nos um pouco de sua história de militância contra a religião, e sua trágica morte por assassinato em 1995, a qual certamente deixou muitas pessoas "di dels" felizes.


Filme bom, apesar de um defeito fundamental: tentar passar a visão de que os militares e governos norte-americano e britânico estão super preocupados com as mortes dos civis, seja no Oriente Médio, seja na África, como é o caso aqui. O lado bom do filme é que ele suscita um debate ético muito interessante e intenso. É moralmente ético tirar a vida de uma criança, para que outras 80 vidas (adultos e crianças) sejam salvas?


Belo filme, filme belo! Uma história de superação e vitória sobre o preconceito tolo, que a humanidade teima em ter, não importa a época ou lugar. E o pior é que começamos a mostrar o nosso lado ruim, mau e discriminador, desde crianças. 


Acredito que este, tenha sido o filme mais tenso que já vi. A história de um estupro medonho de uma linda menina, quando ela caminhava para a escola. Ela sobrevive. Mas as consequências de ter sido violada serão para o resto de sua vida. Emociona demais. Desesperador, e ao mesmo tempo, apesar de todo o sofrimento advindo do estupro, um fio de esperança e alegria ressurgem em meio a dor. 


Baseado numa obra do século XIX, do romancista português Eça de Queiroz, este filme é uma dura crítica ao celibato sacerdotal na igreja católica. Se o autor vivesse em nossos dias, sua obra sofreria uma modificação substancial - ao invés de terem como personagens, padres mulherengos, teria padres pedófilos, acobertados pelo Vaticano. É um ótimo filme.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Filmes Vistos (11)



Logo após o final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), soldados soviéticos estupram as freiras de um convento na Polônia. Muitas engravidam. O que fazer agora? Como lidar com tal tragédia? Como confiar na proteção divina em face desse mal? 

Filme muito bom, sobretudo, quando em várias cenas, as noviças entoam seus cânticos a Deus, num lindo coral de vozes em latim. 


A Netflix está se saindo cada vez mais como uma mega produtora de filmes estupdendos, não devendo em nada aos grandes estúdios consagrados. Esse, lançado recentemente, traz a comovente história de três irmãos sobreviventes do Khmer Vermelho no Camboja, quando este se apossou do país em 1975, forçando a população a seguir o comunismo. Os comunistas mataram, escravizaram e torturaram.


Ótimo filme sobre uma das mais polêmicas artistas. Frida Kahlo foi uma pintora mexicana do surrealismo, na primeira metade XX. A danadinha até teve umas trocas de carícias com Leon Trotsky, uma das principais mentes do comunismo, quando ele se exilou no México, fugindo das garras sanguinárias de Stalin. Frida foi uma mulher de personalidade mui forte. Paradoxalmente, aguentou durante muitos anos as infidelidades de seu marido Diego Rivera (barrigudinho), não obstante, ter acordado com ele, que não "ligaria" para as puladas de cerca que ele faria. O mesmo dizia que seria "leal" a ela, mas "fiel" não. Interessante forma de acordar um casamento. Infelizmente o acidente que ela sofreu quando muito jovem, lhe cobrou um preço muito alto durante toda a sua vida. Talvez ela teria produzido muito mais quadros, caso não tivesse as limitações impostas a sua coluna. A atriz que faz o seu papel, Salma Hayek, está perfeita em sua atuação.


Ah, o amor cristão...

No século XVI, ai daquele que ousasse questionar ou renegar os mais caros dogmas cristãos e falasse mal da igreja. O cabra se torava todinho. Tinha boquinha não. A inquisição católica colocava o rebelde na parede, e fazia ele confessar na marra, em meio a muita tortura física, suas “blasfêmias” e “sacrilégios”. Foi assim com Giordano Bruno, um Filósofo que ousou ir longe demais em suas críticas a cristandade. O destino dele foi a fogueira. Um clássico da década de 1970.


Produção colombiana, que traz o costumeiro tema do tráfico de drogas nesse país. História triste. Rapazes da periferia, sem opções de emprego, de ter uma vida decente, acabam transportando cocaína pelo mar. De vítimas tornam-se vilões. É um ciclo horroroso que não acaba nunca. Bom filme.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Documentários Vistos (17)


Nunca vi um documentário sobre UFOs tão ruim, tão lixo, tão amador... Descarado demais os produtores, o protagonista, e quem diz acreditar nele. Não convence nenhum pouco. Stan Romanek quer ganhar fama e notoriedade? Parabéns, ganhou. Vídeo com a estória dele na Netflix, para enganar os incautos. É simplesmente uma porcaria. É o grau máximo da ingenuidade acreditar nas “provas” que ele apresenta. Uma verdadeira piada. Mas como não gosto de deixar comida no prato, fui até o fim do vídeo. Uma hora e quarenta e cinco minutos de muitas mentiras e enganação. Tudo forjado.


Daryl Davis é um músico negro que desde 1990 vem colaborando para o enfraquecimento do racismo em seu país. Mas o seu método é totalmente diferente. Ele vai ao encontro dos líderes das várias facções da Ku Klux Klan (KKK), para ouvi-los, dialogar e questionar as premissas que dão sustentação ao discurso discriminatório de supremacia branca. Por mais inusitado e impossível que pareça, muitos líderes da KKK deixaram o seu racismo. Anos de diálogo cordial fizeram-nos mudar de mentalidade. Isso é redentor. É divino! É uma paciência e estratégia que muitos da comunidade negra questionam e que nutrem até ódio por ela. Compreensível. Em não poucas cidades norte-americanas, ser negro é sinônimo de que você apanhará nas ruas pela polícia simplesmente por ter a pele mais escura. O racismo é sistemático; é endêmico. E apesar dos esforços de pessoas como o Davis, está muito longe de acabar. Na verdade, nunca acabará.


"As pessoas nascem ou se tonam assassinas?" 

"Assassinos em massa são movidos por um desejo de matar ou de morrer?" 


Ate onde os genes e o ambiente têm o seu quinhão no comportamento humano (assassino)? 

A Ciência ainda está engatinhando, tentando encaixar as peças desse intricado jogo que é a mente humana.


10 igrejas protestantes tradicionais foram incendiadas no Texas por dois perturbados, em janeiro de 2010. Estavam revoltados com Deus e com a hipocrisia das igrejas. Cutucaram a fera com vara curta. Na região onde incendiaram as igrejas é uma das mais religiosas do país. Igreja a torto e a direito. Foram pegos e sentenciados a várias prisões perpétuas. Perfeito seria se viessem ao Brasil incendiar a igreja universal e outras.


No Congo sim, existe uma verdadeira cultura do estupro. Soldados do governo e rebeldes, estupram, e ficam impunes. A mulher além de ter sido violada, ainda será abandonada pelo marido, que não dará mais assistência nem a ela e nem aos filhos que tiveram juntos. A sociedade a desprezará. Eita sociedade justa e digna de se viver para o sexo feminino.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Toda a Verdade (Parte 3)

Prostituição: As Novas Escravas


Chinesas, búlgaras e nigerianas, são traficadas para a França, para se prostituírem. A Bulgária é a nação campeã no tráfico de mulheres, no leste europeu. Não existem empregos suficientes por lá, ocasionando a saída de várias mulheres enganadas, para Europa. Na Nigéria, elas vão debaixo das pragas lançadas pelos feiticeiros, caso não cumpram a sua missão. O mundo é um CAOS! É muito sofrimento por todos os lados.

Jovens Alcoólicos


Nordeste da Inglaterra, lugar onde mais se consome bebidas embriagantes no país. Houve um aumento de 300% nas doenças relacionadas ao álcool nos últimos anos. Pré-adolescentes de apenas 11 anos, começam a ingerir vodca e afins, e tornam-se futuros viciados.

Tóquio: Cidade Exótica


Cada país com seus gostos, manias e taras. Em Tóquio existe um comércio bem exótico e bastante peculiar: a venda de calcinhas e cuecas usadas, de jovenzinhas e jovenzinhos! O cliente taradão compra-os normalmente em uma loja e depois vai se deliciar cheirando a calcinha sujinha e úmida da ninfeta! Obviamente, uma minoria dos habitantes de Tóquio fazem isso. No maior aglomerado de pessoas do planeta (36 milhões), é claro que existirá os mais diversos gostos e comportamentos.

Turistas e Logros: Segredos de Veneza


Uma cidade com um dos maiores fluxos turísticos do mundo, mas que tem agravado os seus problemas estruturais, exatamente pela alta concentração de turistas. Numa contradição evidente, Veneza que vive exclusivamente dos visitantes que enchem os seus cofres, precisará, em breve, limitar o número de pessoas em sua cidade. Se não, irá a bancarrota.

Escravos do Daesh


Terrorismo. Dessa vez, um grupo terrorista no Iraque, conhecido como Daesh. Escraviza, mata, tortura, sequestra e estupra as mulheres da comunidade iazidi. Além de aliciar crianças de até três anos para as suas guerrilhas insanas. Tudo em nome Alá.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Toda a Verdade: Silêncio em Nome de Deus



O Vaticano continua sua saga grotesca de proteger bispos e padres pedófilos! A história se repete: um padre estupra vários meninos numa paróquia, escola ou instituição católica - a alta cúpula da igreja toma conhecimento, e o que ela faz? Simplesmente na maior cara de pau, crueldade e falta de respeito pelas crianças vitimizadas, transfere o pároco pedófilo. Ela não entrega o criminoso para ser devidamente julgado pelo Estado.

O problema não é a igreja católica ter entre os seus sacerdotes, pedófilos, estupradores, psicopatas e etc., visto que todas as instâncias da sociedade os têm. A questão é a igreja encobrir os MILHARES de casos que se acumularam ao longo das últimas décadas. O documentário rastreia até o século XIX, no Instituto Provolo. Imagine os milhares de estupros ocorridos ao longo dos vários séculos da igreja. 

Esses padres deveriam ao primeiro caso de estupro comprovado, serem presos pela justiça comum, e julgados como qualquer cidadão. Infelizmente não é isso que acontece. Não é do interesse do papa e cardeais, que os seus pupilos sejam presos e passem pela vergonha de um julgamento comum. É prejuízo para a igreja, e isso ela não quer ter, mesmo que seja em torno da justiça e respeito pelas crianças aliciadas.

Os casos de estupros passados no documentário em foco passam-se na Itália, centro do catolicismo mundial. Um padre de lá, afirma que os padres e cardeais bem próximos ao papa, são em sua grande maioria sexualmente ativos. São clientes de garotos e garotas de programa. E muitos gostam de comer criancinhas! Aí eu pergunto: o papa não sabe disso? Duvido que não saiba. Sabe e esconde tal vergonha da sociedade. Sobretudo, porque tem conhecimento que o catolicismo carece de credibilidade perante boa parte da população europeia e mundial. 

Não, não é que estamos denegrindo a imagem da igreja, seja por raiva, vingança, ou mera subjetividade, é mostrar a realidade de que a igreja católica NÃO está preocupada com a saúde das crianças estupradas. O objetivo do catolicismo continua sendo manter-se no poder a qualquer custo. Não importa se para isso, crianças abusadas forem deixadas para trás, para que os escândalos não cheguem ao grande público. Somente nos últimos anos é que o Vaticano resolveu “fazer” algo para conter os abusos cometidos pelos seus capachos. Não passam de discursos. A pressão aumentou; as vítimas colocaram a boca no mundo e disseram o que se passa nos aposentos das instituições católicas. 

Os católicos deveriam enojar-se de tudo isso! Tristemente não é isso que vemos. Muitíssimos fieis lamentavelmente ainda cultivam uma visão romântica e idealizada demais da igreja e dos padres. Enquanto tiverem essa visão infantil e passividade, o Vaticano continuará lhes enganando e afirmando descaradamente que são o canal de deus e os homens. 

Sistematicamente a igreja tem se silenciado diante dos casos de abusos sexuais. Não são abusos isolados; são casos presentes em todas as dioceses da Itália. Avolumam-se os números assustadores de padres envolvidos.

O que o documentário denuncia é só a ponta do iceberg! Mundo a fora, os estupros estão acontecendo, e a igreja fingindo que tudo está bem.

A igreja católica é cínica e cruel!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Guerra Sem Cortes


Historicamente, o Atlântico Norte sempre se colocou como o ápice da evolução social. Sempre se consideraram os povos mais civilizados e mais aptos a conduzirem a história do mundo. O eurocentrimo – a Europa como o centro do mundo. E depois, colonizadores e imigrantes europeus, se instalam no norte do Novo Mundo e fundam as treze colônias inglesas. Passam-se os anos, e essas colônias se emancipam. Os Estados Unidos começam a sua jornada de sucesso econômico e militar. A exemplo do Velho Mundo, se acham os mais sábios e racionais na condução das políticas internacionais. Não querendo mais a intromissão dos europeus na América, os norte-americanos formulam a doutrina Monroe, a “América para os americanos”. Não para todos americanos, o que incluiria os latinos. Mas a América para os norte-americanos.

A Europa e os Estados Unidos, nunca olharam para a história dos outros povos como relevante e significativa em si mesma. Africanos e asiáticos eram, e ainda são vistos com estranhamento. Ainda nos dias atuais, não poucos norte-americanos vêem os países mais pobres e necessitados, como países atrasados culturalmente e necessitados de uma “ajudinha” para entrar no eixo do processo verdadeiramente civilizatório. O Oriente Médio tem sido o foco do seu olhar de “amor” e “compaixão”.

Depois de toda essa enrolação, que todo mundo ta cansado de saber, vamos ao filme.

Um grupo de soldados dos EUA estão entediados em Samarra, no Iraque, ao norte de Bagdá. Os eventos se passam em 2006. Ficam o dia inteiro revistando pessoas que entram e saem num determinado ponto da cidade. Estão de saco cheio de estarem no meio do que eles chamam de “negros do deserto”, “ratos”, uma forma pejorativa e desrespeitosa de se referirem aos habitantes da cidade.

Muitos não aguentam mais estar longe de casa. Alguns reclamam de estar a meses sem transar. E é nesse ponto que o filme vai focar.  

Nesse grupo de soldados, têm dois soldados de índole duvidosa (não que os outros também não tenham), eles têm em mente uma jovem de 15 anos, que idealizam estuprar. Numa noite, juntamente com outros soldados, eles resolvem ir a casa dessa garota para abusarem dela. Um soldado tenta impedir o estupro, porém é ameaçado de morte por um dos estupradores. Ele então vai para fora da casa, pois não teve coragem suficiente para defender a honra da menina.

O estupro acontece. A menina é violada como se fosse um bicho. Sem piedade ou misericórdia ela é abusada e morta. Sua família é assassinada. Os soldados saciam a sua animalidade e brutalidade. Um soldado que sempre está com uma câmera, filma as atrocidades feitas. É cúmplice.  Na verdade, o filme é uma espécie de diário desse soldado que a tudo registra. Temos acesso ao dia a dia dos militares, através da câmera pessoal dele.

O soldado que reprovou esses atos, com a consciência bastante perturbada, resolve denunciar os estupradores. Irá enfrentar uma série de perguntas, que questionarão a integridade e honestidade de sua acusação. A alta cúpula dos militares presume que os soldados acusados, são inocentes. Ele pode se lascar, tentado delatar seus companheiros.

O filme termina, mas ficamos sem saber, se a denúncia surtiu o efeito desejado. Não sabemos se foram punidos ou não. Provavelmente não foram.

Guerra Sem Cortes é baseado nas inúmeras histórias, vídeos e notícias referentes aos acontecimentos da guerra do Iraque. As cenas do estupro causam náuseas e indignação a qualquer pessoa normal. Uma garota inocente, que não fez mal algum a sociedade e a ninguém, é tratada pior que um animal, para aplacar a luxúria de dois lixos humanos. O que mais indigna é saber, que esses estupros foram ignorados pelas altas instâncias militares no mundo real.

Se até as militares norte-americanas são muitas vezes estupradas pelos soldados e estes não são punidos, como mostra o documentário GUERRA INVÍSÍVEL, imagine as pobres mulheres que foram violentadas no Iraque, onde na visão de muitos militares, seriam menos que humanos (ratos, negros do deserto)?

Link de GUERRA INVISÍVEL:

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Área de Caça


Fiquei chocado com o conteúdo desse extraordinário documentário, que denuncia a política de acobertamento de milhares de estupros que acontecem nas universidades norte-americanas, e os diretores, supervisores, professores e reitores dessas instituições nada fazem para punir os estupradores.

As universidades que imaginarmos são cúmplices das agressões que as suas alunas sofrem em seus apartamentos e casas, dentro do campus. As universidades de Harvard, Princeton, Brandeis, Washington, Tulsa, Carolina do Norte, Oregon, Notre Dame, MIT, Miami, Yale, Califórnia, John Hopkins, e dezenas e dezenas delas, estão envolvidas nesse jogo sujo, de não denunciar os alunos que comem suas colegas a força.

Uma das centenas de meninas que foram violadas sexualmente traz a sua história:

“No meu segundo ano, logo após o recesso da páscoa, uma grande amiga minha disse: ‘Você que ir a esta festa hoje?’, e já era bem tarde da noite. Eu comecei a dançar com um rapaz. Ele era bem atraente e um dançarino muito, muito bom e uma pessoa muito legal. Pelo menos, eu achei que era. Tudo aconteceu muito rápido. Na verdade, eu era virgem, então isso torna a situação pior, mas ele começou a me puxar em direção ao banheiro. Ele agarrou a minha cabeça na lateral da minha orelha e a golpeou contra o piso do banheiro. E não parou. Eu não podia me mexer. Eu podia ouvir as risadas do lado de fora da porta. Eu podia ouvir as pessoas dançando. E aquilo me fez perguntar, por que ninguém me vê? Por que ninguém vem ao banheiro? Por que eu não estou gritando?”

Ela continua:

“Quando você está apavorada e não sabe o que está se passando com você, você simplesmente fica ali e espera que não morra. E era isso que eu estava esperando, que eu tivesse mais que 20 anos para viver.”

A maioria dos casos acontece nas festas promovidas pelos alunos e fraternidades. São farras regadas a muita bebida alcoólica e drogas também. Talvez alguns possam querer amenizar a situação, afirmando que meninas decentes não deveriam estar nessas festas. Entretanto, essas meninas vão a estes lugares para se divertirem e não para transarem contra a sua vontade.  Mulher nenhuma pode ter a sua integridade íntima violada por estar bêbada. Caso em que muitas dessas meninas não estavam.

E não surpreende o fato, de que até homens também estão na lista. Claro que são pouquíssimos em relação ao número de mulheres, mas tiveram a sua dignidade destruída por maníacos sexuais descontrolados.

David Lisak (Ph.D em Psicologia na Universidade de Duke) revela:

“Sabemos há, provavelmente, 25 anos, que o problema da violência sexual nos campus das universidades é enorme.”

John Foubert, Professor da Universidade de Oklahoma, especialista na prevenção de agressão sexual, diz:

“Mas acho que muitos pais pensam: ‘Vamos deixar nossa filha lá, e ela terá uma ótima experiência universitária, e tudo será ótimo, porque a universidade tem reputação de ser um lugar seguro’. [Mas] não é.”

Os números são alarmantes. A violência sexual contra as estudantes é um problema gigante nas universidades dos EUA.

“Mais de 16 por cento das estudantes sofrem violência sexual na universidade.”

As alunas estupradas dão queixa, no entanto, a direção das universidades faz vista grossa para o que tem acontecido com muita frequência em seus aposentos. Não dão assistência as vítimas. Questionam a idoneidade dos depoimentos. Tapam o sol com a peneira. Mas por quê? A resposta é simples e óbvia. O deus dinheiro tem precedência sobre a dignidade das alunas. Geralmente os criminosos que cometem as agressões sexuais fazem parte das fraternidades e são atletas do time de futebol ou basquete, da instituição. As fraternidades e os campeonatos universitários geram muitas receitas para os cofres de Harvard, Yale... Elas não querem perder os milhões e milhões que arrecadam todos os anos. Caso elas admitam que existam com certa frequência estupros de alunas em suas dependências, a renda pode cair. Alunos (principalmente mulheres) não vão querer estudar nelas. Então é melhor que as alunas que caíram nessa desgraça, sejam silenciadas ou desacreditadas.

“88 por cento das alunas violentadas nos campus não dão queixas.”

Vendo esse documentário, me lembrei de outro (A Guerra Invisível) que assisti meses atrás, que trata da problemática do estupro nas forças armadas dos EUA. A Guerra Invisível pode ser encontrado nesse link:

https://www.youtube.com/watch?v=M_yZ9ywEOMk

Uma pequena resenha dele nesse blog:

http://dinhosheol.blogspot.com.br/search/label/Liberdade%20de%20Express%C3%A3o

Fica patente que as autoridades estadunidenses estão pouco se lixando para quem sofre de agressão sexual, se está tiver sido perpetrada por um militar ou por um estudante que faça parte do time da universidade.

“Menos de 8% dos rapazes da faculdade cometem mais de 90% das agressões sexuais”. (David Lisak e Paul Miller)

Esses 8% fazem o inferno e são reincidentes. Estupram uma, não se conformam, estupram outra e, assim, por diante. Se forem atletas, estão numa bolha impenetrável.

Aqui vão números que provam a conivência das universidades:

- Universidade de Harvard, 135 denúncias de violência sexual (2009-2013), apenas 10 suspensões relatadas;

- Universidade da Califórnia, em Berkeley, 78 denúncias de violência sexual (2008-2013), apenas 3 expulsões;

- Faculdade de Dartmouth, 155 denúncias de violência sexual (2002-2013), apenas 3 expulsões;

- Universidade de Stanford, 259 denúncias de violência sexual (1996-2013), apenas 1 expulsão;

- Universidade da Carolina do Norte, 136 denúncias de violência sexual (2001-2013), nenhuma expulsão;

- Universidade da Virgínia, 205 denúncias de violência sexual (1998-2013), nenhuma expulsão.

Lamentável tal situação.

Dando uma pesquisada rápida sobre a repercussão Área de Caça teve, é claro que as universidades disseram que ele não é fiel aos fatos. Distorce números e blá blá blá. Conta outra. É claro que eles irão negar com a faca no pescoço, que não são coniventes com tais crimes. Jurarão e venderão a alma ao diabo, afirmando que não protegem os criminosos sexuais.

Eu acredito nessas meninas entrevistadas. Essas universidades são verdadeiras empresas. Estão inseridas no competitivo e cruel mercado de trabalho. Farão de tudo para estarem no alto da torre. Mesmo que para isso, tenham que mentir e proteger criminosos.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Joseph Fritzl: A História de um Monstro


O mundo inteiro ficou chocado com a espantosa história de Joseph Fritzl, que manteve a sua filha Elizabeth, presa em um porão durante 24 anos (1984-2008), na Áustria. Nesse período, ele a estuprou milhares de vezes, tendo vários filhos com ela. Um período cárcere total, sem direito a ver a luz do dia, sem ver mais ninguém, além do monstro do seu pai. Fora os espancamentos e coisas mais. Um simples objeto; uma propriedade; um lixo humano; era assim que ele via sua filha. O tratamento que ela sofria era pior que um negro nos tempos mais nefastos da escravidão.

Ele conta que teve um pai muito ruim e cruel. A sua mãe se separou dele, e Fritzl passou a sua infância morando apenas com ela. Ele admite que tinha desejos sexuais em relação a ela, mas sempre manteve-os sob controle. Quando mais adulto, o seu histórico de violência começou logo cedo. Estuprou uma mulher, foi preso por isso. Porém, só ficou 1 ano e 6 meses na cadeia. Depois tentou estuprar outra mulher. Não obteve êxito. Ela diz que guarda os traumas dessa tentativa de estupro até hoje. E o safado ainda disse que um dia a estupraria.

O casamento de Fritzl, sempre foi marcado pela total submissão de sua mulher. Completamente passiva em relação a tudo que ele dizia e determinava. Uma mulher fraca e sem opinião. Talvez por medo, ou por estar totalmente cega e apaixonada por ele.

Dentre alguns filhos, eles tiveram Elisabeth, uma menina que ele simplesmente não gostava, por mais que fosse sua filha. Ele então coloca seus desejos doentios em ação. Pede para um amigo seu, ajudá-lo a construir um porão em sua casa.

Em 1984, ele a prende, e nunca mais ninguém volta a vê-la até 2008. Nesses terríveis/horríveis/tristes anos que se seguiram, foram só de sofrimento físico, psicológico e arrisco dizer, até espiritual para Elisabeth. Molestada, estuprada, espancada e toda sorte de maldades investidas contra ela, pela própria pessoa que a colocou no mundo, seu pai.

“Eu sabia que Elisabeth não queria as coisas que fiz com ela. Sabia que a machucava. Mas o desejo de finalmente provar o fruto proibido foi forte demais. Era como um vício.” (Joseph Fritzl).

O pior, que a casa dele, era uma espécie de hotel, flat, pousada, quartos para se alugar. Pessoas que moravam ali há vários anos, deram seus depoimentos no vídeo, e alegam nunca terem visto nada muito suspeito. Curiosamente apenas o cachorro de um inquilino, que morava num apartamento, acima do porão, percebia que havia alguma coisa lá embaixo, pois ficava olhando para o chão e arranhando-o. Lembrando essas atitudes do seu cão, o seu dono, hoje sabe o motivo.

Finalmente, em 2008, Fritzl não pôde mais esconder as atrocidades cometidas contra a sua filha. Foi preso. E Elisabeth saiu de sua injusta prisão e escravidão.

Mas não precisamos ser Psicólogos ou Psiquiatras, para saber, que a escravidão emocional, psicológica e espiritual permanecerão para sempre em sua vida. Nada de fantasia e palavras confortantes aqui. Visto que o sofrimento que ela passou é indescritível. Deixemos a espiritualidade boba e enganadora para aqueles que não querem enxergar os recantos sombrios da existência.

Uma pena que não tem esse vídeo no Youtube. Apenas na Netflix.