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domingo, 30 de abril de 2023

Faces da Perseguição: O Deus Que Responde Orações

Há quem pense, quem diga, quem divulgue, seja por ignorância ou má fé, ou pelo dois, que a Turquia, um país tomado por muçulmanos, é uma nação tolerante, em que cristãos e demais fieis de outras religiões, vivem plenamente em paz e exerçam a dinâmica de suas vidas religiosas sem empecilhos do estado e da sociedade muçulmana ao redor. Nada mais longe da verdade. O que ocorre é exatamente o oposto. Cristãos e outros religiosos vivem em estado de tensão e perseguição nesse país, erradamente classificado como amigável aos outros credos. Apesar de sua constituição secular, a prática social e governamental é bem diferente do que consta no papel e nos meios de comunicação tendenciosos.

“Quando um turco muda de religião, ou se torna cristão, logo é visto como traidor da cultura e da nação turca. E os muçulmanos são controlados e observados. Por isso, muitos cristãos escondem a fé.”

Ayse, uma mulher que deixou o islã para aceitar o Cristianismo, passou por amargas experiências, por se tornar cristã.

“Eu nasci no sudeste da Turquia, em Diarbaquir. A Turquia é sem duvida um país muçulmano. Eu cresci debaixo dos ensinamentos islâmicos. Para aqueles que como eu abandonam o islamismo e se tornam cristãos, é muito difícil viver a fé. Isso significa ser excluído da sociedade e da própria família.”

Essa brutal realidade é caramelizada pelos muçulmanos ocidentais, que pintam uma Turquia toda amorosa e receptiva as outras crenças.

Ayse conta que as crianças são naturalmente consideradas muçulmanas, sendo recitada uma oração em seus ouvidos logo quando nascem, tornando-as novos fieis. O problema é que essas crianças quando crescem, são desnudadas e despojadas de uma das prerrogativas mais fundamentais do ser humano, a liberdade de escolha. O islã não permite tal coisa. Ayse, felizmente, pensava diferente, dando aos seus filhos a oportunidade deles serem livres para escolher. Ela diz:

“Nenhuma família turca manda seus filhos para aula de religião cristã, e, sim, os tira de lá.”

O Islã não pode suportar o Cristianismo e outras formas de pensamento. Ele SUCUMBE! A queda é grande! Maomé sabia disso. Em condições de real liberdade, em que as ideias fluam livres e sem cerceamentos, sendo discutidas, comparadas, criticadas, satirizadas, e etc., ele sobrevive como um inofensivo camundongo de laboratório. É uma religião tosca demais. Muitas pessoas continuarão nela, mas a sua força declinará de modo avassalador.

Ayse, seu marido e filhos tornaram-se cristãos. Como "presente" de seus compatriotas, receberam hostilidade, agressões verbais, ameaças de vida e outras coisinhas bem “lindas” e “agradáveis”. Eles moraram um tempo na Alemanha, mas forçados pelas circunstancias, tiveram que voltar a Turquia, sendo deportados. A mudança pela fé em Jesus, foi algo insuportável e altamente vergonhoso para seus parentes, visto que na cultura turca é muito forte e presente, a honra religiosa atrelada à familiar. Nessas famílias muçulmanas tradicionais, a morte é preferível aos parentes que dizem não ao islã. É a religião da "paz". 

Ousadamente, Ayse e sua família suportaram os xingamentos e ameaças, não declinando de sua nova fé. Prosperaram em seus negócios, onde a Ayse, sempre em tempo oportuno, compartilhava de sua crença a outras pessoas, até conseguindo novos convertidos.

No entanto, apesar dela estar contando a sua história e testemunho de fé, o perigo sempre a espreitará nessa nação.  

sábado, 17 de abril de 2021

Mateus 16.18 e os Estudiosos Protestantes

O evangélico médio, sobretudo o pentecostal/neopentecostal, acredita piamente que a Pedra na qual a igreja está edificada é Cristo, na passagem do evangelho de Mateus 16.18 . Eles acham que a intepretação de que a Pedra na qual Jesus falou é Pedro, é uma exegese espúria e tipicamente católica, não comportando lugar entre os estudiosos evangélicos. Mas será que é assim mesmo? Proeminentes eruditos evangélicos, dentre eles, muitos conservadores, necessariamente veem a Pedra na qual Jesus falou como se referindo a si mesmo? Intérpretes evangélicos não creem que a Pedra seja o apóstolo Pedro?

O texto de Mateus 16.18 diz assim na Nova Versão Transformadora:

“Agora eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha igreja, e as forças da morte não a conquistarão.”

Listarei a seguir eruditos evangélicos conservadores, que afirmam que a Pedra na qual Jesus falou é Pedro.

“Em Mt 16:18 Jesus diz que Pedro é a rocha sobre a qual edificará a Sua igreja: ‘Também eu te digo que tu és Pedro\petros], e sobre esta pedra\petra) edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela’ (- Portão; Inferno), O fundamento aqui é o jogo de palavras entre petros e petra. Conforme Mc 3:16 e Jo 1:42, o próprio Jesus deu a Si mão o nome de Pedro. Em Mateus, Pedro já tem este nome quando é mencionado pela primeira vez em 4:18; muitos comentaristas tiram daí a conclusão de que em Mt 16:18 não está recebendo o nome, mas, sim a interpretação dele. Paulo emprega usualmente a forma aram. Cephas kepa\urochan, ‘pedra’ (1 Co 1:12; 3:22; 9:5; 15:5; G1 1:18; 2:9, 11, 14; cf. 1 Ciem 47:3). Em Jo 1:42, o único lugar no NT onde o subs. petros é empregado no seu sentido normal, declara-se que o nome Kephas significa petros: ‘E [André] o levou [a seu irmão, Simão] a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas’ (que quer dizer Pedro).’ Tanto a transliteração aram. quanto a tradução gr,, kephas/petros, podem significar ‘rocha’ e, portanto, petra em Mt 16:18 pode ser traduzida como ‘rocha’. A assonância entre as palavras torna imediatamente evidente que Pedro é o ‘homem-rocha’, o alicerce sobre o qual Jesus edificará Sua igreja.” P. 1615.

BROWN, Colin; COENE, Lothar. (Orgs). Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento Volume 02. São Paulo: Vida Nova, 2007.

“O significado é: Você é Pedro, isto é, Rocha, e sobre esta rocha, isto é, sobre você, Pedro, edificarei minha igreja. Nosso Senhor, falando em aramaico, provavelmente tenha dito: 'E eu disse a você, você é Kepha, e sobre esta kepha edificarei minha igreja.' Jesus, pois, está prometendo a Pedro que ele está para edificar sua igreja sobre ele\ Eu aceito este ponto de vista.” P. 204.

HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: Mateus Vol 02. São Paulo: Cultura Cristã, 2001.

“Até que ficou demonstrado na última década do século XIX que normalmente Jesus deve ter ensinado em aramaico, a exegese protestante popular desse versículo contrastava petros, uma pedra, com petra, uma rocha, assim tentando descartar a idéia de que Pedro de alguma maneira deveria ser o fundamento da igreja. Já antes, quando a verdadeira natureza do grego koinê começou a se tornar conhecida, alguns estudiosos estavam insatisfeitos com o jogo de palavras, que se encaixava melhor com o grego clássico do que com o koinê. Uma vez que se compreendeu que o nome conferido era o termo aramaico Kepha (gr. kêphas, português Cefas), ficou claro que o suposto jogo de palavras tinha de ser abandonado, pois era impossível em aramaico. Que Cefas foi o nome dado, fica claro no uso que Paulo faz do nome ao citá-lo oito vezes e citar ‘Pedro’ som ente duas vezes (G1 2.7,8). Parece claro então que a formulação tão atacada da NEB (e de Phillips) é justificada: ‘Você é Pedro, a Rocha, e sobre esta rocha...’.” P. 1578.

BRUCE, F. F. (Org). Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamentos. São Paulo: Editora Vida, 2009.

“Ao dar a bênção, Jesus se dirige a Pedro por ‘Simão Barjonas’ (Simão Bariona) e reconhece que o único meio de ele saber que Jesus é o Cristo é mediante revelação divina, e não mediante especulação humana. Bariona (“Barjona”) é termo aramaico que significa ‘filho de Jonas’. Jesus dá a Simão o novo nome ‘Pedro’ (petros), que significa ‘pedra’, visto que eles estão diante da grande pedra atrás da cidade tendo o monte Hermom visível à distância. Sobre esta pedra (petra) Jesus promete edificar a Igreja. É evidente que Jesus quer que a primeira pedra, Pedro, seja identificado com a segunda pedra.

Alguns estudiosos tentam distanciar as duas pedras comentando que Pedro é petros em grego (substantivo masculino), ao passo que a segunda pedra é petra (substantivo feminino). Eles sustentam que a primeira pedra denota uma pedrinha e a última, uma considerável formação geológica. Esta interpretação afirma que a petra sobre a qual Jesus edifica é a confissão de Pedro, não o homem Pedro.

É razoável que petra se torne petros quando se refere a Simão, porque em grego é natural que o homem traga a forma masculina do substantivo, e não a feminina. Do contrário seria como chamar André de Andréa! Além disso, a alegada diferença entre petros e petra se evapora quando o aramaico original é considerado: “Tu és Kejpha e sobre esta kepha edificarei a minha igreja”. (Kepha é o nome original de “Cefas”, usado para se referir a Pedro.) O significado mais óbvio do texto em aramaico, grego ou em nosso idioma é que Pedro é a pedra, opinião apoiada pela maior parte da erudição protestante. O uso de petros/petra em relação a edificar no contexto que se segue, exprime o ensino da Igreja em que Jesus e os apóstolos são a fundação da Igreja (At 2.42; Ef 2.20,21; Cl 1.18; 1 Tm 3.15; 1 Pe 2.4-7).” P. 101.

ARRINGTON, French, L.; STRONTAD, Roger. (Editores). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 4 ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

“Houve muita discussão sobre o significado das palavras de Cristo a Pedro, ‘Sobre esta pedra edificarei a minha igreja’. Também houve muita discussão sobre ‘as chaves do reino dos céus’ de que Jesus falou aqui. Não existe uma razão gramaticalmente convincente pela qual Cristo não estivesse se referindo a Pedro como a ‘rocha’.” P. 576.

RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

“O nome Pedro faz um trocadilho, no grego, com a palavra ‘rocha’ (petra). Há quatro principais interpretações para este jogo de palavras: (a) a pedra é a confissão de Pedro (‘tu és o Cristo’, v. 16), sobre a qual a igreja é edificada; (b) Jesus mesmo é a pedra, como Pedro depois testifica (1 Pe 2.5-8); (c) Pedro, como representante dos apóstolos, é o fundamento da igreja (Ef 2.20). (d) Por sua confissão, Pedro representa o tipo de pessoa sobre a qual a Igreja será edificada.

A primeira e segunda possibilidades são freqüentemente defendidas, por indicar que o nome de Pedro é petros e a pedra é petra. Porém esta diferença linguística não é significativa neste contexto. A segunda possibilidade é improvável porque Jesus descreve-se a si mesmo. nesta passagem, não como a fundação, mas como construtor da igreja.

Não fosse pelo abuso desta passagem pela Igreja Católico-Romana, é pouco provável que qualquer dúvida fosse levantada de que a referência é a Pedro. Mas a pedra fundamental é Pedro como representante dos apóstolos (v. 15, nota), e cuja confissão a respeito de Cristo lhe foi revelada pelo Pai. Como Pedro mesmo declara posteriormente (1Pe2.4-8), todos os crentes se tornaram ‘pedras vivas’ por causa da associação deles com Cristo e com os apóstolos, como o fundamento da igreja (Ef 2.20-21; Ap 21.14).” P. 1124.

Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

“Pedra: Pode também ser traduzido por rocha; em grego há um jogo de palavras entre petros ‘pedra, rocha’, usada aqui como nome próprio (aportuguesado para Pedro), e petra ‘rocha, penha’ (rocha, traduzida em Mt 7.24-25). Jesus usou, provavelmente, a forma aramaica kefá (Cefas; cf. Jo 1.42; 1Co 1.12; Gl 2.9), que significa tanto ‘rocha’ como ‘pedra’.”

Bíblia de Estudo Almeida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.

“Chegamos à última interpretação, que é a melhor. Consiste em que Pedro mesmo é a rocha, mas em um sentido especial. Não é a rocha sobre a qual se funda a Igreja; essa rocha é Deus. É a primeira pedra basal de toda a Igreja. Pedro foi o primeiro homem da Terra que descobriu quem era Jesus. Foi o primeiro homem que efetuou o salto de fé que via em Jesus Cristo o Filho do Deus vivo. Em outras palavras, Pedro foi o primeiro membro da Igreja e, nesse sentido, a Igreja está fundada sobre ele. Este é o significado. É como se Jesus tivesse dito a Pedro: "Pedro, você é o primeiro em compreender quem sou eu; portanto, é a primeira pedra, a pedra fundamental, o princípio mesmo da Igreja que fundo." E nos séculos por vir, qualquer um que faz o mesmo descobrimento que Pedro fez é outra pedra que se acrescenta ao edifício da Igreja de Cristo.” P. 571.

BARCLAY, William. Comentário do Novo Testamento. Tradução: Carlos Biagini. (PDF).

“Assim, Mateus 16.13-20 traz a famosa “confissão” na estrada para Cesaréia de Filipe. Em resposta a ela, e apenas no relato que Mateus faz do episódio, Jesus louva a percepção de Pedro como vinda do céu e diz que ele é a rocha sobre a qual edificaria a sua igreja, prometendo-lhe as chaves do reino. Não há aqui nenhuma base para as idéias católicas de papado ou de sucessão apostólica. O que Jesus predisse foi o papel de destaque que Pedro teria como líder no começo da igreja, integrando novos grupos étnicos na comunidade cristã (veja At 1— 12).” P. 595.

DOCKERY, David S. Manual Bíblico Vida Nova. São Paulo: Vida Nova, 2001.

“E sobre esta pedra... Agora, ‘pedra’ torna-se petra (feminino), e com base na distinção entre petros (acima) e petra (aqui), muitos tentam evitar identificar Pedro como a pedra sobre a qual Jesus edifica sua igreja. Alega-se que Pedro é uma mera ‘pedra’; mas Jesus mesmo é a ‘pedra’, conforme Pedro mesmo atesta (IPe 2.5-8; como, entre outros, Lenski, Gander, Walvoord). Outros adotam alguma outra distinção: e.g., ‘sobre essa pedra da verdade revelada — a verdade que você acaba de confessar — edificarei minha igreja’ (Allen). Contudo, se não fosse pela reação protestante contra os extremos de interpretação do catolicismo romano, seria duvidoso que muitos considerassem que ‘pedra’ fosse alguma outra coisa ou outra pessoa que não Pedro.

Embora seja verdade que, no grego antigo, petros e petra possam ter o sentido de “pedra” e ‘rocha’, respectivamente, a distinção está grandemente limitada à poesia. Além disso, nesse caso, a base aramaica é inquestionável; e o mais provável é que kêpâ’ tenha sido usado nas duas orações (‘você é Kêpâ’, e sobre esta kêpâ’’ ), uma vez que a palavra foi usada para o nome e para ‘pedra’. A Peshita (escrita em siríaco, língua cognata com o aramaico) não faz distinção entre as palavras nas duas orações. O grego faz a distinção entre petros e petra apenas porque tenta preservar o jogo de palavras, e, no grego, o feminino petra não pode servir muito bem como nome masculino.

[...]

Se Mateus não quisesse dizer nada mais além de que Pedro era uma pedra em contraste com Jesus, a Rocha, a palavra mais comum a ser usada seria lithos (‘pedra’ de quase qualquer tamanho). Então, não haveria jogo de palavras — e esse é exatamente o ponto!” P. 431.

CARSON, D. A. O Comentário de Mateus. São Paulo: Shedd publicações, 2010.

“Esta é uma das passagens mais controversas e debatidas em toda a Escritura. Os católicos romanos têm apelado para esta passagem para defender a idéia de que Pedro foi o primeiro papa. A questão fundamental diz respeito a relação de Pedro com ‘esta pedra’. Em grego, ‘Pedro’ é Petros (‘pedra’), que está relacionada com a petra (‘rock’). O outro nome NT de Pedro, Cefas (. Cf. João 1:42, 1 Coríntios 1:12), é o equivalente aramaico: kepha’ significa ‘pedra’, e se traduz em grego como Kephas. ‘Esta rocha’ foi por diversas vezes interpretado como referindo-se (1) o próprio Pedro; (2) a confissão de Pedro; ou (3) Cristo e seus ensinamentos. Por várias razões, a primeira opção é a mais forte. Todo o pronunciamento de Jesus é direcionado para Pedro, e a palavra de ligar ‘e’ (gr. kai) identifica mais, naturalmente, o rock com o próprio Pedro.” P. 1441.

Bíblia de Estudo ESV. Illinois, EUA: Published by Crossway Bibles Wheaton, 2007.

“‘Esta pedra’ tem sido interpretado diferentemente como se referindo (1) ao próprio Pedro; (2) à confissão de Pedro; ou (3) a Cristo e seus ensinamentos. Por várias razões, a primeira opção é a mais forte. Todo o pronunciamento de Jesus é dirigido a Pedro, e o conector ‘e’ (gr. Kay) identifica mais naturalmente a pedra com o próprio Pedro.” P. 1734.

Bíblia de Estudo NAA. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018. 

“O nome ‘Pedro’, em grego, significa ‘rocha’ ou ‘pedra’. A frase sobre esta pedra é, portanto, um trocadilho: Pedro era a pedra fundamental, uma vez que foi o primeiro a confessar Jesus como o Cristo e também foi o líder dos apóstolos, isto é, o ‘membro fundador’ da igreja (ver Ef 2.20-22; Ap 21.14). Alguns estudiosos sugerem que Jesus se referiu a si mesmo quando disse esta pedra, mas parece claro que ele apontava para Pedro ou para a confissão do discípulo.” P. 1560.

Bíblia de Estudo Nova Versão Transformadora. 1. Ed. – São Paulo: Mundo Cristão, 2018.  

“Simão reconheceu a identidade de Jesus por meio da revelação divina (11:25-27), e essa é a razão pela qual Jesus lhe deu o nome de Pedro. Apesar de Mateus já ter se referido a Simão como Pedro, esta é a primeira vez no Evangelho que jesus fez assim. Jesus identificou Pedro como rocha sobre a qual a Sua igreja seria estabelecida. A proclamação, por Pedro e pelos demais apóstolos, do messiado de Jesus pôs o fundamento para a igreja (Ef 2 19-20; Ap 21:14).” P. 1575.

Bíblia King James 1611 Com Estudo Holman. 3º Ed. Niterói-RJ: BV Books, 2020.

“Se Pedro declarou que Jesus era o Messias, Jesus também tinha uma palavra para ele. O nome ‘Pedro’ ou sem nome nativo aramaico, ‘Cefas’, tem o sentido de ‘rocha’ ou ‘pedra’. Se Pedro estava preparado para afirmar que Jesus era o Messias, Jesus estava preparado para dizer que Pedro, com sua sujeição, seria ele mesmo a fundação de sua nova edificação. Da mesma forma como Deus deu a Abrão o nome de Abraão, indicando que ele seria pai de muitas nações (Gênesis 17:5), agora Jesus dá a Simão o novo nome de Pedro, a Rocha.” P. 22.

WRIGHT, N. T. Mateus Para Todos. 1 Ed. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2020.

“A palavra grega traduzida <<pedra>> é petra e serve de trocadilho ao nome de Pedro, que em grego é Petros. A interpretação católico-romana desta passagem é que Pedro é a pedra fundamental da igreja, que gozava de uma primazia entre os apóstolos e se tornou bispo de Roma, passando esta primazia a seus sucessores, os papas. Era difícil sustentar a primeira proposição e impossível defender as outras. Uns comentaristas, apoiados por alguns pais da igreja, tendem a identificar a pedra ou com a confissão de Pedro ou com o Senhor mesmo. A intepretação mais simples é que Pedro é indicado como a pedra, sem ser o único fundamento. Os doze fundamentos da igreja são mencionados em Ef. 2:20 e Ap. 21:44. Esta interpretação é apoiada pelo fato de que as mesmas palavras são dirigidas a todos os discípulos em [Mateus] 18:18, como a Pedro em [Mateus] 16:19.” P. 968.

DAVIDSON, F. (Org.). O Novo Comentário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1997. 

“Quando Pedro foi aclamado ‘A Pedra’, não se sabia ao certo que tipo de pedra ele provaria ser. Um oráculo, no livro de Isaías, sugere que a mesma pedra que ofereceria refúgio seguro em tempos de enchentes também seria uma pedra de tropeço e queda para quem fosse jogado contra ela (Is 8.14). Assim, no mesmo contexto, o primeiro evangelista mostra Jesus dizendo a Pedro: ‘Sobre esta pedra construirei minha igreja’, e: ‘Você é um obstáculo (skandalon) no meu caminho’ (Mt 16.18,23). Pedro tinha a capacidade de ser tanto uma pedra de tropeço quanto uma pedra fundamental. Graças à intercessão do Mestre a seu favor em uma hora crítica, Pedro fortaleceu seus irmãos e tornou-se uma rocha de estabilidade e um ponto de união.” P. 35.

BRUCE, F. F. Pedro, Estevão, Tiago e João: Estudo do Cristianismo Não-Paulino. São Paulo: Shedd Publicações, 2005.

“Do grego, petros e petra, respectivamente – um trocadilho. Alguns creem que a diferença na terminação das duas palavras distingue ‘Pedro’ de ‘Pedra’ – uma referência a Cristo ou à confissão de Pedro acerca de Jesus. Mas a palavra para ‘Pedra’ no grego é o substantivo feminino petra, enquanto ‘Pedro’, o nome de um homem, é o masculino petros. O jogo de palavras requer uma mudança no gênero, ainda que Pedro seja, de fato, a pedra. O trocadilho faz mais sentido dessa forma, já que, no v. 23, é o próprio Pedro que repentinamente transforma-se em um tipo diferente de pedra: uma ‘pedra de tropeço’. [...] nada nesta passagem, e em nenhum outro lugar da Bíblia, sugere que ele é infalível ou que tenha iniciado um processo de ‘sucessão apostólica’ de liderança da igreja.” P. 1574.

Bíblia de Estudo Thomas Nelson. 1° Ed. São Paulo: Thomas Nelson, 2021.

“Cristo profetizou nestas palavras dirigidas a Pedro: ‘sobre esta pedra edificarei a minha igreja.’ Há um trocadilho aqui com a palavra ‘pedra’, que é também o nome de Pedro. Jesus disse: ‘você é Pedro’ (masculino, petros), e ‘sobre esta pedra’ (feminino, petra) ‘edificarei a minha igreja’. O Espírito Santo desceu sobre a igreja no dia de Pentecostes após o sermão de Pedro quando ‘houve um acréscimo ao número de seguidores de aproximadamente três mil pessoas’ (At 2;41).” P. 1036.

Bíblia de Estudo Introdutória. 1° Ed. São Paulo: Thomas Nelson, 2025.

A finalidade de citar esses autores evangélicos é apenas para mostrar que não existe consenso algum sobre a passagem de Mateus 16.18 no arraial protestante, contrariando a visão simplista de que só os católicos afirmam que Pedro é a Rocha da passagem em questão. Admitir que a Rocha é o senhor Pedroca, não embasa a doutrina da sucessão apostólica e as implicações que a igreja católica tira dela, como bem diz alguns dos comentaristas acima.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Terra Plana, Galileu na Prisão e Outros Mitos Sobre Ciência e Religião


NUMBERS, Ronald L. (Org). Terra Plana, Galileu na Prisão e Outros Mitos Sobre Ciência e Religião. 1ª Ed. - Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2020. (PDF).

Um assunto que sempre chama a atenção das pessoas é a relação, ou conflito entre a religião e a ciência. Em muitas conversas sobre, podem sair faíscas, brigas, desentendimentos e chateações, quando os interlocutores defendem pontos de vista antagônicos. Essa discussão e diálogo vem de longa data. Somos apenas mais uma geração discutindo e lendo sobre essa temática que causa paixões.

Temos em português mais uma obra lançada, buscando lançar nova luz nesse suposto conflito entre a razão cientifica e o sentimento religioso. Este livro traz 25 capítulos que elucidam muitos dos mitos que se alastraram por aí, que colocaram essas duas crianças travessas sempre em pé de guerra.

A distribuição de cientistas e historiadores é bem eclética, comportando teístas cristãos, agnósticos e ateus, todos juntos em uníssona voz, para refutar as lendas que ainda estão na boca do povo e na boca de muitos de seus pares acadêmicos.

A leitura de cada capítulo é bem agradável e fácil de ler. A participação de cada autor é curta, mostrando objetivamente o resultado de suas pesquisas, que deixará muitos inimigos da religião descontentes. Mas deixará também aqueles crentes criacionistas, desanimados com alguns capítulos, visto que a obra não é a favor do criacionismo e nem do seu irmão mais novo, o Design Inteligente.

O primeiro capítulo trata do mito de que “a ascensão do cristianismo foi responsável pelo fim da ciência antiga”. O autor do texto, David C. Lindberger, Ph.D em História e Filosofia da Ciência na Universidade de Indiana, EUA, discorda totalmente. Usando muitas citações de teólogos cristãos dos primeiros séculos, os acusadores querem montar um argumento de que esses cristãos eram completamente avessos ao estudo da filosofia clássica e da filosofia natural. Lindberger mostra o devido contexto de muitas dessas citações. Uma de suas conclusões é esta:

“Nenhuma instituição ou força cultural do período patrístico ofereceu mais encorajamento para a investigação da natureza que a igreja cristã. A cultura contemporânea pagã não era mais favorável à especulação desinteressada do cosmos que a cultura cristã. Vale dizer que a presença da igreja cristã aprimorou, ao invés de prejudicar, o desenvolvimento das ciências naturais.” P. 28.

No capítulo dois, o mito em questão é: Que a Igreja Cristã Medieval Impediu o Avanço da Ciência. Michael H. Shank, Ph.D em História da Ciência em Harvard, tem isto a nos dizer:

“O imaturo conceito da Idade Média como um milênio de estagnação trazida pelo cristianismo praticamente desapareceu entre estudiosos familiarizados com o período, mas se mantém vigoroso entre popularizadores de história da ciência, talvez porque, ao invés de consultar estudiosos sobre o assunto, os mais recentes popularizadores se baseiam acriticamente em seus antecessores.” P. 31.

A Terra era plana para os cristãos medievais? A igreja ensinou isto? A reposta dada no terceiro capítulo, por Lesley B. Cormack, Ph.D em História e Filosofia da Ciência na Universidade de Toronto, Canadá, é negativa.

“Poucas pessoas ao longo da Idade Média acreditavam que a Terra era plana. [...] Colombo não poderia ter provado que a Terra era redonda, pois já o sabia.” P. 40.

“Muitos autores populares de vernáculo na Idade Média também apoiavam a ideia de uma Terra redonda. O livro de Jean de Mandeville, Viagens à terra prometida e ao paraíso terreno além, escrito em cerca de 1370, foi um dos livros mais lidos na Europa dos séculos 14 a 16. Mandeville foi explícito ao declarar que a Terra era redonda e navegável. [...]Com exceção de Lactâncio e Cosme, todos os grandes estudiosos e muitos autores de vernáculo interessados pelo formato físico da Terra, desde a queda de Roma até o tempo de Colombo, articularam a teoria de que a Terra era redonda. [...] Porém, com exceção de Cosme, nenhum escritor medieval negou que a Terra era esférica, e a Igreja Católica nunca se posicionou a respeito.” P. 41-42.           

A igreja medieval proibia dissecação de corpos? Não, essa é a resposta de Katkarine Park, Ph.D em História da Ciência na Universidade de Harvard, capítulo cinco.

“A maioria das autoridades na igreja medieval não somente toleravam, mas encorajavam a abertura e desmembramento de corpos humanos para fins religiosos: o embalsamento de corpos santos por evisceração; sua divisão para render relíquias corporais; a inspeção dos órgãos internos de homens e mulheres santos buscando sinais de santidade; e a operação que mais tarde veio a ser chamada cesariana, cujo objetivo era batizar fetos extraídos dos corpos de mulheres que morreram no parto. Todas estas práticas apontam para a falsidade da alegação de que a igreja como instituição estava comprometida com a integridade do corpo humano após a morte, assim como a prática comum de dividir os corpos de príncipes e nobres antes do enterro. Ao mesmo tempo, a cultura medieval colocava limites distintos na aceitação do tratamento de cadáveres humanos, o que dramaticamente restringia o número de cadáveres disponíveis para dissecação. Porém, estes limites refletiam valores seculares de honra pessoal e familiar, e decoro ritual, e foram aplicados por governos locais, não por autoridades religiosas.” P. 55.

Somente o cristianismo foi o responsável pelo surgimento da ciência moderna? Negativo. Quem trabalha essa questão no capítulo nove, é Noah J. Efron, Ph.D em História e Filosofia da Ciência na Universidade de Tel Aviv, Israel. Depois de enumerar os vários elementos que tornam o cristianismo um dos grandes responsáveis pelo concebimento da ciência na modernidade, ele faz essa ressalva:

“Por todos estes motivos, não se pode recontar a história da ciência moderna sem reconhecer a importância crucial do cristianismo. Mas isto não significa que o cristianismo e apenas o cristianismo produziu a ciência moderna, assim como a observação de que a arte moderna não pode ser recontada sem reconhecer Picasso não significa que Picasso criou a arte moderna. A história é simplesmente mais que isso.” P. 90.

Os católicos não contribuíram para a revolução da ciência? No capitulo 11, Lawrence Principe, Ph.D em História da Ciência na Universidade John Hopkins, afirma que eles contribuíram e muito.

“A Igreja Católica talvez seja a maior e mais longa patrocinadora da ciência na história, que muitos dos que contribuíram para a Revolução Científica eram católicos, e que diversas instituições e perspectivas católicas foram influências-chave na ascensão da ciência moderna.” P. 108.

No mito 21, Matthew Stanley, Professor de História da Ciência na Universidade de Nova York, desmente o popular boato de que Albert Eisntein acreditava em um deus pessoal.  

"Em quase todos os casos o termo Deus parece ter funcionado para Einstein como um tipo de marcador linguístico, fornecendo uma forma evocativa e memorável de se referir à ordem e compreensibilidade do universo." P. 195. 

"Além de negar um Deus pessoal, ele rejeitou os fundamentos do teísmo ocidental como vida após a morte e livre-arbítrio humano." P. 197. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

O Papel Subalterno das Mulheres no Islã (5° Parte)

As atrocidades e crimes cometidos contra as mulheres muçulmanas, não param. Estudiosos e mais estudiosos dessa execrável realidade, têm se juntado em uníssono, para denunciar o quanto o islã e as sociedades machistas muçulmanas, têm oprimido violentamente o sexo feminino.

Phyllis Chesler, Ph.D em Psicologia na New School for Social Research; Robert Spencer, Mestre em Estudos Religiosos na Universidade da Carolina do Norte.

“A lei islâmica - Sharia - que os terroristas estão lutando para impor ao mundo determina a discriminação institucionalizada contra as mulheres. O apartheid islâmico de gênero vai muito além da cidadania de segunda classe. Destina-se a esmagar e subordinar as mulheres.”

“[...] em todo o mundo muçulmano, as mulheres sofrem restrições em seus movimentos, suas opções conjugais, suas oportunidades profissionais e muito mais. No Kuwait, na Arábia Saudita e em outros lugares, as mulheres não podem votar ou ocupar cargos. De acordo com a Amnistia Internacional, na Arábia Saudita ‘as mulheres ... que caminham desacompanhadas ou que estão na companhia de um homem que não é seu marido nem parente próximo correm o risco de prisão por suspeita de prostituição ou outras ofensas 'morais'. Nem é a opressão das mulheres em terras muçulmanas algum acidente momentâneo da história. De acordo com a feminista saudita Wajeha Al-Huwaider, a vida de muitas mulheres árabes é semelhante à das prisioneiras. No entanto, a mulher árabe é prisioneira em sua própria casa, não cometeu nenhum crime, não foi capturada em batalha, não pertence a nenhum exército terrorista. De acordo com o exilado iraniano Freidoune Sahebjam, autor de O apedrejamento de Soraya M, o pecado da mulher islâmica é ter nascido mulher, o que constitui um 'crime capital' em uma era de jihad.

Os homens usaram o Alcorão e a tradição islâmica e a lei sistematicamente para criar o que a defensora das mulheres egípcias muçulmanas, Dra. Nawal El-Saadawi, chama de 'um sistema de classes patriarcal em que os homens dominam as mulheres'. A presunção, como diz o Alcorão, de que 'os homens têm um status acima das mulheres' é generalizada no mundo islâmico.9 E a pressão para que as mulheres se submetam a essa situação está presente desde a fundação do Islã.” P.6-7.

“Para o xeque Muhammad Sayyed Tantawi, o Grande Imam do Cairo al-Azhar, a universidade mais antiga e prestigiosa nas terras do Islã, a circuncisão feminina é ‘uma prática louvável isso [honra] as mulheres’.” P. 7-8.

“O Instituto de Ciências Médicas do Paquistão determinou que mais de noventa por cento das esposas paquistanesas foram agredidas, espancadas ou abusadas sexualmente - por crimes como cozinhar uma refeição insatisfatória ou deixar de dar à luz um filho do sexo masculino. Dominar suas mulheres pela violência é uma prerrogativa a que os homens muçulmanos se agarram com tenacidade. Na primavera de 2005, quando o Chade, nação do leste da África, tentou instituir uma nova lei de família que tornaria ilegal o espancamento de esposas, os clérigos muçulmanos consideraram a resistência à medida não islâmica. Espancamento de filha e espancamento de irmã são tão rotineiros quanto a esposa - espancar e psicologicamente ‘temperar’ as meninas para que aceitem tal tratamento quando forem crescidas.” P. 9.

“O xeque Yousef Qaradhawi, um dos clérigos islâmicos mais respeitados e influentes do mundo, escreveu: ‘Se o marido sente que sentimentos de desobediência e rebeldia estão se levantando contra ele em sua esposa, ele deve fazer o possível para retificar sua atitude com gentileza de palavras, persuasão gentil e raciocínio com ela. Se isso não ajudar, ele deve dormir separado dela, tentando despertar sua natureza feminina agradável para que a serenidade seja restaurada e ela possa responder a ele de maneira harmoniosa. Se essa abordagem falhar, é permitido que ele bata levemente nela com as mãos, evitando seu rosto e outras partes sensíveis’.” P. 10.

“Um homem muçulmano pode se divorciar de qualquer uma de suas esposas simplesmente dizendo ‘Eu me divorcio de você’ ou ‘Você é divorciada’. O Alcorão estipula apenas que o homem espere por um intervalo adequado para se certificar de que sua esposa não está grávida. Se o casal se divorciando tem filhos, eles normalmente vão com o pai, e ele não deve à esposa nenhum apoio financeiro ou de qualquer outro tipo.” P. 12.

“Um saudita chamado Homaidan Al-Turki foi condenado em setembro de 2006 a 27 anos de prisão perpétua por manter uma mulher como escrava e abusar sexualmente dela em sua casa no Colorado. Al-Turki afirmou que foi vítima de preconceito anti-muçulmano. Ele disse ao juiz: “Meritíssimo, não estou aqui para me desculpar, pois não posso me desculpar por coisas que não fiz e por crimes que não cometi. O estado criminalizou esses comportamentos muçulmanos básicos. Atacar os comportamentos tradicionais dos muçulmanos foi o ponto focal da acusação’.” P. 13.

“A escravidão sexual é possível principalmente porque a própria escravidão ainda existe no mundo muçulmano. A Arábia Saudita só aboliu a escravidão em 1962; O Iêmen e o Omã não seguiram o exemplo até 1970. A escravidão é praticada abertamente hoje em dois países muçulmanos, Sudão e Mauritânia. De acordo com a prática histórica, os escravos muçulmanos no Sudão escravizam principalmente não-muçulmanos e principalmente cristãos.” P. 14.

“As feministas ocidentais devem entender que, como as mulheres em todos os lugares, as mulheres árabes e muçulmanas internalizaram os pontos de vista de sua cultura. E, portanto, justificam práticas das quais são vítimas - espancamento de mulheres, purdah, poligamia, véu e, acima de tudo, mutilação genital feminina. Na América, na década de 1960, a maioria das mulheres negou ser economicamente discriminada ou, se provado que estava errada, insistiu que isso não as incomodava. Elas se culparam inteiramente quando foram assediadas sexualmente, estupradas ou espancadas. Apenas anos de educação e luta começaram a mudar essas atitudes entre mulheres e homens americanos. Se as feministas ocidentais não estão comprometidas com a mesma luta pelas mulheres islâmicas, são culpadas de hipocrisia.

Finalmente, as feministas ocidentais devem apoiar dissidentes muçulmanos, tanto homens quanto mulheres, que estão arriscando suas vidas em uma batalha pelos direitos das mulheres sob o Islã. Do jeito que está, o feminismo de esquerda hoje fez exatamente o oposto: entrando em uma aliança tácita com os islamistas - contra as mulheres e contra seus próprios princípios feministas. As feministas devem adotar um padrão universal de direitos humanos e abandonar sua lealdade a um de padrão relativismo multicultural que justifica, até romantiza, a barbárie indígena, o terrorismo totalitário e a perseguição de mulheres, minorias religiosas, homossexuais e intelectuais. A recusa de julgar entre a civilização e o atraso, e entre o racionalismo esclarecido e o fundamentalismo teocrático nos põe em perigo e afunda ainda mais as vítimas da tirania islâmica em sua atual desesperança.” P. 26.

CHESLER, Phyllis; SPENCER, Robert. A Opressão Violenta das Mulheres no Islã. Los Angeles, CA: David Horowitz Freedom Center, 2007.

James M. Arlandson, Ph.D em Literatura Comparada na University of California, Riverside, e Mestre em Religião no Southern California College.

“Imam Muhammad ibn al-Hasan (falecido em 795), estudante e colega de Abu Hanifah, fundador de uma escola de direito, cita com aprovação Malik ibn Anas (falecido em 795), que é outro fundador de uma escola de direito [islâmico], em uma seção intitulada “O Direito do Marido sobre Sua Mulher”. Esta opinião diz que o marido tem a responsabilidade do céu ou do inferno por sua esposa.

‘… [Uma] tia paterna dele veio ao Mensageiro de Allah e que ela alegou que ele perguntou a ela, 'Você tem um marido?' Ela respondeu: 'Sim'. Então ela alegou que ele perguntou a ela: 'Como você está em relação a ele?' e que ela disse, 'Eu apenas falho no que sou incapaz de fazer.' Ele disse: 'Então veja como você está em relação a ele, porque ele é o seu paraíso ou o seu inferno.'

Podemos interpretar a última cláusula teologicamente ou internamente. Se for teológico, então o marido tem controle sobre o destino de sua esposa na vida após a morte - céu ou inferno. Se for doméstico, ele pode tornar a vida dela feliz (paraíso) ou miserável (inferno). Ambas as interpretações podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. O princípio fundamental é que o marido tem autoridade sobre a esposa em assuntos religiosos.”

“Para o ‘crime’ de imoralidade sexual (zina), que no Islã é punível com morte por adultério e chicotadas por fornicação, quatro homens devem provar o crime. Mulheres são excluídas. Portanto, isso significa que se uma esposa suspeitar de adultério do marido, ela não poderá fazer com que quatro mulheres o peguem em flagrante. Ela tem que conseguir quatro homens.”

“Apesar das proclamações dos tradicionalistas de que o Islã é universal (transcultural) e atemporal em todas as suas decisões e versos divinos do Alcorão, ele está muito enraizado na cultura patriarcal do século VII.

O Islã diz que ‘os homens estão um grau acima [das mulheres] em status’; [...] O próprio Allah tornou os homens superiores às mulheres. Muhammad também diz no hadith: ‘Esta [diminuição do testemunho de uma mulher] é por causa da deficiência da mente de uma mulher’. Essa declaração insulta a única qualidade dos humanos que os exalta e lhes dá dignidade: sua mente racional e pensante.

Se o Islã elevou o gênero feminino acima da condição das mulheres antes que o Islã entrasse em cena, não foi longe o suficiente para os padrões de hoje. O Alcorão, as tradições e a lei sharia clássica são muito limitados pelo tempo e pela cultura.

O Islã, interpretado de forma clássica, [...] não eleva o status das mulheres. A visão do Islã sobre as mulheres é de fato profundamente influenciada por sua cultura do século VII.

[...]

A lei islâmica, no que diz respeito às mulheres, nunca deve se espalhar pelas sociedades modernas que valorizam a vida e a liberdade, o que levará, eventualmente, à felicidade.”

Andréa Fernandes, Advogada, possui o Curso de Extensão em Relações Internacionais do Oriente Médio, na UnB.

“Em 2015, os crimes de honra foram responsáveis pela morte de pelo menos 1.100 paquistanesas[6] e 1.000 indianas. São comuns os casos de violência como o sofrido por Zeenat Rafig, de 18 anos, que foi torturada, estrangulada e queimada viva pela própria mãe por se casar sem a autorização da família, o que é considerado “desonra” no país[7]. Até rejeição de proposta de casamento é motivo para que uma mulher seja queimada viva.

Quando a província de Punjab aprovou lei penalizando todas as formas de violência contra a mulher, mais de 30 grupos religiosos juntamente com os principais partidos islâmicos exigiram a sua revogação imediata sob pena de protesto. A proposta para amenizar a fúria misógina paquistanesa adveio do Conselho de Ideologia Islâmica, que cumpre a ‘nobre missão’ de assessorar o governo, aconselhando-o que tornasse ‘legal’ o ato dos maridos ‘baterem levemente’ em suas mulheres. Melhor do que matar, não?”

Amauri Costa de Oliveira, Mestre em Ciências da Religião na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

“Outra problematização grave de interpretação da realidade existente nas hostes do Islã, é verificado na condição social da mulher. Apesar da alegação de que o islamismo inicial promoveu a elevação do status feminino em comparação com os ritos religiosos anteriores, de fato persiste nos povos islâmicos em maior ou menor grau, muitas atitudes de descriminação das mulheres que recebem a sansão da Sharia. Por exemplo, pelos costumes islâmicos ao homem é facultado o direito à poligamia, com as mulheres herdando apenas a metade do patrimônio familiar que os homens; o testemunho da mulher em juízo sofre limitação ou não aceitação; em caso de acusação de adultério as mulheres são castigadas com severidade maior que os homens, restando ao marido o poder de castigar fisicamente a esposa. Em muitas nações islâmicas, as mulheres não podem agir judicialmente quando são rejeitadas ou nos casos em que os filhos são retirados em razão do divórcio. Outro problema sério é o casamento forçado e os crimes de assassinato em defesa da honra”. P. 102.

OLIVEIRA, Amauri Costa de. Tolerância e Liberdade Religiosa no Islã. Dissertação de Mestrado em Ciências da Religião na Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2018.

http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/3698/2/Amauri%20Costa%20de%20Oliveira.pdf

David Wood, Ph.D em Filosofia na Fordham University, EUA, que já citamos na primeira parte desta série, tem algo mais a nos falar.

Embora seja verdade que Muhammad elevou o status das mulheres árabes em alguns aspectos, não podemos deixar esse fato obscurecer outras questões, a saber: (1) que Muhammad permitiu que os maridos espancassem suas esposas, (2) que ele proclamava repetidamente a inferioridade das habilidades intelectuais das mulheres, (3) que ele ensinou que as perspectivas das mulheres para a vida após a morte são extremamente sombrias e (4) que, segundo Muhammad, é aceitável que os homens estuprem suas mulheres em cativeiro. Quando combinados com as passagens acima que descrevem o impacto benéfico de Maomé na sociedade, esses quatro fatos nos permitem chegar a uma imagem mais precisa e abrangente da visão de Maomé sobre as mulheres.

[...]

[Muhammad disse]: Ó mulheres, você deve dar caridade e pedir muito perdão, porque eu te vi em massa entre os habitantes do inferno. Uma senhora sábia entre eles disse: Por que, Mensageiro de Allah, nosso povo está a granel no inferno? Sobre isso, o Santo Profeta observou: Você amaldiçoa demais e é ingrato com seus cônjuges. Não vi ninguém faltando no senso comum e falhando na religião, mas (ao mesmo tempo) roubando a sabedoria dos sábios, além de você. Sobre isso, a mulher observou: O que há de errado com nosso senso comum e com a religião? Ele (o Santo Profeta) observou: Sua falta de bom senso (pode ser bem julgada pelo fato) de que a evidência de duas mulheres é igual a um homem, isso é uma prova da falta de bom senso.

O Profeta (que as bênçãos e a paz de Allah estejam com ele) disse: ‘O testemunho de uma mulher não é igual à metade do de um homem?’ As mulheres disseram: ‘Sim’. Ele disse: "Isso é devido à deficiência de sua mente’.

[...]

Muhammad permitiu o abuso conjugal, afirmou repetidamente que as mulheres têm mentes inferiores, alegou que a maioria das pessoas no inferno são mulheres e permitiu que seus homens fizessem sexo com seus cativos. Essa situação provavelmente ainda era melhor do que a das mulheres antes da ascensão do Islã; no entanto, Muhammad estava longe de ser ‘o maior defensor dos direitos das mulheres que o mundo já viu’.

[...]

Em seus esforços para fornecer evidências para o Islã, os muçulmanos tendem a exagerar a imoralidade na Arábia antes da ascensão do Islã, tanto que às vezes entram em conflito com suas próprias reivindicações. Por exemplo, muitas vezes se afirma que o infanticídio feminino era terrivelmente difundido na Arábia e que Maomé melhorou a situação proibindo o infanticídio. No entanto, os muçulmanos também sustentam que havia poligamia desenfreada na Arábia, na qual os homens às vezes se casavam com centenas de mulheres; Maomé supostamente melhorou a situação limitando os homens a não mais que quatro esposas. O problema aqui é óbvio. Se todo mundo estava matando suas filhas, como poderia haver tantas mulheres para casar? Se o infanticídio fosse comum, as mulheres teriam sido uma mercadoria rara. Mas havia muitas mulheres por aí, então o infanticídio não poderia ter sido muito comum. Além disso, quando os muçulmanos são criticados por permitirem a poligamia, eles freqüentemente argumentam que a poligamia era aceitável no tempo de Maomé por causa da escassez de homens. No entanto, se o infanticídio fosse tão comum quanto os muçulmanos afirmam, haveria uma escassez ainda maior de mulheres, de modo que a poligamia seria desnecessária.”

Wafa Sultan, Psiquiatra pela Universidade de Aleppo, na Síria, e destacada crítica e pesquisadora do islã.

“Durante meus trinta e dois anos de vida na Síria, testemunhei inúmeros atos de violência e crueldade cruéis. Como médico praticante na Síria, tenho visto e tratado inúmeras mulheres abusadas que foram severamente espancadas e estupradas com a aprovação tácita da Sharia e da ‘honra’ da família.

[...]

As mulheres muçulmanas que sofrem imensamente sob a lei da Sharia, inclusive no Ocidente, não são dignas de proteção do governo?

[...]

Minha sobrinha foi forçada a casar com seu primo quando ela tinha onze anos e ele tinha mais de quarenta. Seu casamento era válido sob a sharia islâmica porque o profeta Muhammad se casou com sua segunda esposa, Aisha, quando ela tinha 6 anos e ele tinha mais de cinquenta. Minha sobrinha por muitos anos foi terrivelmente abusada e não tinha o direito de pedir o divórcio.

[...]

Aos 28 anos, minha sobrinha cometeu suicídio, incendiando-se; ela deixou para trás quatro filhos.

Enquanto trabalhava como médica na Síria, testemunhei muitos crimes cometidos em minha sociedade em nome do Islã. Certa vez, quando eu trabalhava em uma pequena vila, uma mulher de trinta e poucos anos veio ao meu escritório reclamando de náusea, vômito e dor nas costas. Um exame revelou que ela estava grávida de três meses. Assim que contei a notícia, ela caiu na cadeira e começou a gritar, estalando o rosto: ‘Peço-lhe médica, peço-lhe que me salve da bagunça em que estou. Meu filho vai me matar. Eu não me importo com a minha vida. Mereço morrer, mas não quero que meu filho suja as mãos com meu sangue.’

‘O que há de errado, Fátima? Eu perguntei.

‘Meu marido morreu há cinco anos e me deixou com quatro filhos. Seu irmão me estupra todos os dias em troca de alimentar meus filhos. Se ele soubesse que eu estava grávida, provocaria meu filho, de 15 anos, a me matar em vez de ser exposto a desgraça pública’.

Enviei-a para ver um ginecologista. Quando ela voltou para me ver, cerca de duas semanas depois, ela parecia magra, abatida e doente. "Eu vim para agradecer." ela disse. ‘Mas eles realizaram a operação para remover o feto sem anestesia. Eu não tinha dinheiro suficiente para pagar pelos medicamentos para me sedar, então o médico teve que operar sem eles. A dor era insuportável. Eu quase morri.’

[...]

Sob a lei islâmica da sharia, por exemplo, os muçulmanos masculinos têm controle total sobre suas parentes. Um pai pode casar sua filha em qualquer idade com qualquer homem de sua escolha sem o consentimento dela.

[...]

No cotidiano, existem incontáveis abusos domésticos de mulheres muçulmanas: estupros e assassinatos de honra que são frequentemente ignorados pelos chamados ‘progressistas’, que afirmam ser grandes defensores dos direitos humanos.”

Vejamos o que este site islâmico tem a nos dizer sobre as mulheres. Julguem por si só se isto não relega a mulher a um papel subalterno.

“[...] e ela [esposa] não está autorizada a deixar o lar conjugal, exceto com a permissão dele [seu marido]. Então ele tem que gastar com ela e cuidá-la, e isso é a troca para que ela se mantenha disponível para o prazer dele.

[...]

Foi narrado de Jaabir que o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse em seu Sermão de Despedida:

‘Temei a Allah a respeito das mulheres! Certamente vós as conduzis para a segurança de Allah, e a relação (sexual) com elas foi feita lícita através das palavras de Allah. Vós também tendes direitos sobre elas, e que elas não permitam que ninguém, de quem não gostais, sente-se em vossas camas [ou seja, não o deixar entrar em vossas casas]. Mas se elas fizerem isso, podeis castigá-las, mas não severamente. Seus direitos sobre vós são que deveis fornecê-las alimentos e roupas de forma adequada.’ (Narrado por Muslim, 1218).

[...]

Os direitos do marido sobre sua esposa estão entre os maiores direitos; de fato, seus direitos sobre ela são maiores do que os direitos dela sobre ele.

[...] em virtude das faculdades físicas e mentais que Allah deu somente aos homens.

[...]

‘Ali ibn Abi Talhah disse, narrado de Ibn 'Abbaas: ‘Os homens têm autoridade (protetores e mantenedores) sobre as mulheres’, quer dizer, eles estão no comando delas, ou seja, a mulher deve obedecer ao homem nas questões de obediência que Allah a ordenou, e obedecê-lo tratando bem de sua família e cuidando de sua riqueza. Esta foi a visão de Muqaatil, al-Saddi e al-Dahhaak (Tafsir Ibn Kathir, 1/492)

(b) Disponibilizar-se para seu marido. Um dos direitos que o marido tem sobre sua esposa é que ele possa apreciá-la (fisicamente). Se ele se casa com uma mulher e ela é capaz de ter relações sexuais, ela é obrigada a submeter-se a ele de acordo com o contrato, se ele a solicita.

[...]

Se uma esposa se recusa a responder ao pedido do marido em ter relações sexuais, ela fez algo haraam e cometeu um grande pecado, a menos que ela tenha uma razão shar’i (legislativa) válida como menstruação, jejum obrigatório, doença, etc.

Foi narrado que Abu Hurairah (que Allah esteja satisfeito com ele) disse: ‘O Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: ‘Quando um homem chama sua esposa para a cama e ela se recusa, e ele vai dormir com raiva dela, os anjos a amaldiçoarão até a manhã.’ (Narrado por al-Bukhari, 3065, Muslim, 1436).

(c) Não consentir (a presença de) alguém que o marido não goste. Um dos direitos que o marido tem sobre sua esposa é que ela não deve permitir entrar em sua casa qualquer pessoa que ele não goste.

[...]

Foi narrado por Sulaimaan ibn 'Amr ibn al-Ahwas: meu pai me disse que estava presente na Peregrinação da Despedida (Hujjat al-Wadaa') com o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele). Ele [o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele)] louvou e glorificou a Allah, então pregou um sermão e disse: "Tratais as mulheres com bondade, porque elas são prisioneiras e vós não tendes nenhum outro poder sobre elas afora isso, se elas forem culpadas pela lascívia pública, então, recusai-vos a compartilhar vossas camas, e golpeai-as, mas não severamente. Mas se elas retornarem à obediência, então não busqueis meios contra elas. Vós tendes direitos sobre vossas mulheres e vossas mulheres têm direitos sobre vós. Vossos direitos sobre vossas mulheres são que elas não devem deixar qualquer um que não gosteis se sentar em sua cama e não devem deixar qualquer um que não gosteis entrar em vossa casa. Os direitos delas sobre vós são que devais alimentá-las e vesti-las bem." (Narrado por al-Tirmidhi, 1163 - ele disse que este é um hadith sahih hasan, também narrado por Ibn Maajah, 1851).

[...]

(d) Não sair de casa, exceto com a permissão do marido. Um dos direitos do marido sobre sua esposa é que ela não deve sair de casa, exceto com sua permissão.

Os Shaafa'is e Hanbalis disseram: ela não tem o direito de visitar (nem mesmo) seu pai doente, exceto com a permissão de seu marido, e ele tem o direito de impedi-la de fazer isso... porque a obediência ao marido é obrigatória, e não é permitido negligenciar uma ação obrigatória por algo que não seja obrigatório.

(e) Disciplina. O marido tem o direito de disciplinar sua esposa se ela o desobedecer em algo bom, não se ela o desobedecer em algo pecaminoso, porque Allah ordenou disciplinar as mulheres, abandonando-as quanto à cama (assuntos íntimos) e batendo (suavemente) nelas, quando elas não obedecem.

Os Hanafis mencionaram quatro situações em que um marido está permitido a disciplinar sua esposa batendo suavemente nela. Estas são: não se adornar quando ele não quiser que ela se adorne; não responder quando ele a chama para a cama e ela esteja taahirah (pura, isto é, sem menstruação); não rezar; e sair de casa sem sua permissão.

A evidência de que é permissível disciplinar a esposa inclui as ayaat (versículos – interpretação do significado):

‘E àquelas de quem temeis a desobediência, exortai-as, pois, e abandonai-as no leito, e batei-lhes (levemente, se é útil)’. [Corão an-Nisaa’ 4 :34].”