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segunda-feira, 12 de abril de 2021

Os Cientistas e a Busca Por Vida Extraterrestre

O assunto envolvendo Objeto Voador Não Identificado (OVNI) e vidas inteligentes fora do planeta Terra, ainda está envolto em muitas polêmicas, mentiras, charlatanice, piadas, zombarias e risos, devido a uma certa parcela de sensacionalismo vindo de muitos de seus pesquisadores, os Ufólogos, que são criativos em inventar narrativas inverossímeis e inverificáveis, que fazem muita gente não levar a sério a hipótese de vida inteligente extraterrestre.

Mas na contramão de todo o ceticismo, incredulidade e desconfiança, cientistas e divulgadores científicos estão abertos a essa possibilidade, contrariando a visão, ou mito, de que só os entusiastas da Ufologia, dão crédito aos homens verdes do espaço, OVNIs e civilizações avançadas.

Salvador Nogueira, colunista da revista Scientific American Brasil e assessor de comunicação da Sociedade Brasileira de Física, escreveu:

"Aos que preferem acreditar que tudo não passa de imaginação [UFOs], um fato notável é que muitos países tenham dedicado tantos esforços a investigar o fenômeno. Convenhamos que é no mínimo estranho gastar dinheiro para estudar uma coisa que supostamente não existe. Os franceses, por exemplo, deixaram o assunto sob encargo da CNES, a agência espacial francesa. Uma investigação em andamento, iniciada em 1977, já registrou cerca de 6 mil casos, dos quais 14% seguem sem explicação. Embora oficialmente os relatórios não defendam que os OVNIs são alienígenas, os líderes do estudo já vieram a público dizer que essas aparições eram máquinas voadoras físicas além do nosso conhecimento, e que a melhor explicação para os casos mais enigmáticos era a hipótese extraterrestre." P. 221.

Apesar do trecho acima, Nogueira é acertadamente cauteloso, quando diz que:

"[...] é aí que está o problema dos OVNIs – e mais ainda dos casos de abdução,em que pessoas alegam ter sido sequestradas, contatadas e estudadas por alienígenas. Há testemunhos aos montes (de pessoas com e sem diagnóstico de problemas psiquiátricos), mas faltam provas materiais conclusivas. Ninguém até hoje conseguiu levar um pedaço de espaçonave para análise em laboratório, o que facilmente demonstraria sua origem extraterrestre, e vídeos e fotos se tornam cada vez menos relevantes. Se antes eles eram fáceis de falsificar, agora você pode até baixar softwares em seu celular que fazem isso de forma automática. Sem evidências palpáveis, o fenômeno escapa do alcance da ciência. Não há como teorizar a respeito, nem prever novas ocorrências. Talvez por isso, a maioria dos cientistas prefira manter uma distância saudável do tema, embora poucos corajosos, como o astrobiólogo David Grinspoon e o físico Michio Kaku, admitam que há um percentual de casos inexplicados que dá margem à especulação de que se trata de visitantes alienígenas." P. 221.

NOGUEIRA, Salvador. Extraterrestres: onde eles estão e como a ciência vai encontrá-los. São Paulo: Abril, 2014. (PDF).

Stephen J. Spignesi, formado em Astronomia na Universidade de Princeton, tem algo importante a dizer sobre as pessoas que alegam ter tido experiências com alienígenas.

“Será que as pessoas que afirmam ter sido abduzidas por alienígenas estão apenas em busca de publicidade? Será que elas contam suas histórias loucas só para chamar a atenção? Será tudo o que alegam ter acontecido com elas uma mera invenção?” P. 15.

“A maioria das pessoas que oferecem relatos de experiências de abdução é discreta, gente reservada que foge da atenção da mídia e que não quer ficar em evidência. Elas muitas vezes sentem-se constrangidas em contar suas histórias, e muitas tentam distanciar-se de toda essa subcultura de OVNIs/abduzidos. Se tivessem inventado as histórias a fim de chamar a atenção e lucrar com o fato, você não acha que elas seriam receptivas a todo e qualquer tipo de atenção e que encorajariam o interesse em suas histórias?” P. 16.

SPIGNESI, Stephen J. Os 100 Maiores Mistérios do Mundo. São Paulo: Difel, 2004. (PDF).

O já citado Nogueira, concorda.

"Por outro lado, pessoas que dizem ter visto artefatos voadores me parecem críveis, pelo menos em alguns casos bem documentados. Se eles têm origem alienígena, ninguém sabe. Mas, como não se pode descartar a existência de outras civilizações no Universo, bem como a viabilidade de voos interestelares, é uma hipótese que não pode ser afastada por completo.” P. 239.

Michael Shermer, Ph.D em História da Ciência na Claremont Graduate University, e Mestre em Psicologia Experimental na Universidade Estadual da Califórnia, participou de um programa de TV com pessoas que tinham sido supostamente abduzidas. Eis, a impressão que teve delas:

“Descobri que não eram nem loucos nem ignorantes, como alguns poderiam esperar. Eram pessoas saudáveis mentalmente, racionais, inteligentes, que tinham em comum uma experiência irracional. Estavam convencidos da realidade da experiência – nenhuma explicação racional que eu pudesse oferecer, de alucinação a sonhos lúcidos ou falsas memórias, conseguiu convencê-los. Um homem ficou com lágrimas nos olhos ao me contar como a abdução havia sido traumática para ele. Outra mulher explicou que a experiência lhe custara um casamento feliz com um rico produtor de televisão. Pensei: ‘O que há de errado aqui? Não há a menor evidência de que qualquer dessas afirmações seja verdadeira, mas essas pessoas são normais, racionais e sua vida foi profundamente afetada por essas experiências’.” P. 169.

Mesmo com um cauteloso ceticismo diante daqueles que afirmam ter tido contato com extraterrestres, Shermer diz que:

“[...] há uma possibilidade real de que existam extraterrestres em algum lugar do cosmo (a sua chegada aqui na Terra já é uma outra história).” P. 170.

SHERMER, Michael. Por Que as Pessoas Acreditam em Coisas Estranhas. 1. Ed. Rev. e Ampl. São Paulo: JSN Editora, 2011. (PDF).

Governos já faz algum tempo, liberaram seus arquivos secretos, e finalmente reconheceram o fenômeno UFO. Um exemplo é o governo da Grã-Bretanha que liberou sua documentação secreta sobre a investigação de OVNIs no céu brasileiro. No mínimo, intrigante! O documentário que relata isso, pode ser visto aqui:

Também há casos de acobertamento. O documentário OVNI: A Maior História Já Negada denuncia a política de acobertamento da Força Aérea dos EUA, sobre a existência de OVNIs. O governo representado pelo Pentágono e CIA, desde a década de 1940 tem trabalhado arduamente para desacreditar todo e qualquer relato sobre os avistamentos de discos voadores. Cientistas têm sido pagos e contratados para ridicularizarem o fenômeno UFO.

Mesmo que a busca e o interesse por vidas inteligentes ainda seja marginal no campo acadêmico, é cada vez mais comum, cientistas do alto escalão estarem receptivos e crentes na existência de vida inteligente fora da Terra. Obviamente, não creem em qualquer suposta prova, evidência ou relato. Continuam bastante céticos, mas se despojaram dos preconceitos que envolvem o tema.

No documentário Mistérios do Espaço: Alienígenas, da NatGeo, infelizmente, retirado do YouTube, Seti Shostak (Ph.D em Astrofísica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia) admite:

“A menos que haja algo de muito miraculoso no nosso sistema solar e no nosso planeta, a vida deve ser algo muito corriqueiro, ou seja, deve haver vida em um grande número de planetas, e alguns deles devem ter dado origem à vida inteligente”.

No documentário Contato Alienígena: Espaço Sideral, Stephen Hawking, que dispensa apresentações, disse:

"Os humanos devem tomar muito cuidado em relação a responder quaisquer sinais de civilizações alienígenas."

Elisa Quintana, Ph.D em Física pela Universidade de Michigan, revela que:

"Se isso [qualquer forma de vida] for encontrado, não só irá nos levar a uma compreensão do universo de uma forma completamente nova como nos fará rever nosso papel no cosmo. Deixaremos de ser os únicos seres vivos do universo."

Michio Kaku (Ph.D em Física na Universidade de Berkeley) é um entusiasta.

“Em breve teremos o telescópio [Webb] em órbita e teremos milhares de planetas para observar”, disse Kaku. “É por isso que acho que as hipóteses de entrarmos em contacto com uma civilização alienígena são bastantes altas.”

“Há alguns colegas meus que acreditam que devemos entrar em contacto com eles. Acho que é uma ideia terrível”. [...] Agora, pessoalmente, acho que os alienígenas lá fora seriam amigáveis, mas não podemos apostar nisso. Portanto, acho que faremos contacto, mas devemos fazê-lo com muito cuidado”.

Avi Loeb, ex-professor de Astrofísica na Universidade de Harvard, é outro entusiasta da vida extraterrestre:

“Eu não vejo a busca por assinaturas tecnológicas como algo diferente da busca pela natureza da matéria escura. Nós investimos centenas de milhões de dólares na busca por partículas massivas que interagem mais fracamente, um dos principais candidatos a matéria escura. E, até o momento, essas buscas falharam. Isso não significa que foram um desperdício: faz parte do processo científico.”

Quando revolvi citar todo esse pessoal acima, não tinha conhecimento que a BBC publicou uma matéria intitulada Por que cientistas de renome cada vez mais defendem a busca por vida extraterrestre.

Quem aparece na matéria é Andrew Siemion, Ph.D em Astrofísica pela Universidade da Califórnia, dizendo:

"Agora estamos prontos para fazer a pesquisa mais completa de todo o céu (em busca de inteligência extraterrestre) que nunca foi feita antes".

Anthony Beasley, Ph.D em Astrofísica pela Universidade de Sydney, mostra sua empolgação:

"Quando os seres humanos olham para o céu noturno, eles se perguntam 'há alguém lá fora?' Agora temos a capacidade de responder a essa pergunta e talvez fazer uma descoberta que seria considerada a mais profunda descoberta científica na história da humanidade".

terça-feira, 26 de junho de 2018

A História Está Errada



DANIKEN, Erick Von. A História Está Errada. São Paulo: Idea, 2010.

Daniken é figura conhecida, quando se fala em Ufologia, viajantes espaciais de outros planetas, construção das pirâmides e de outros monumentos, por civilizações avançadas de outros planetas, aos quais os antigos habitantes da Terra, chamaram de deuses. Daniken a despeito de ser bastante criticado por outros estudiosos, continua a sua saga de provar que fomos visitados por seres tecnologicamente mais evoluídos, e que eles nos ensinaram a construir grandes e intrincados monumentos, e que até prometeram que irão voltar.

Ele gasta muitas páginas de seu livro falando sobre o misterioso e indecifrável manuscrito Voynich, que encontra-se atualmente na Universidade de Yale, e que ninguém conseguiu dizer sem sérias contestações, qual o significado de suas palavras e ilustrações. Não surpreende que Daniken atribua as gravuras e palavras ali contidas como sendo uma mensagem velada dos extraterrestres, que em breve serão finalmente descobertas. Semelhante aos religiosos que creem que ao final, as suas verdades absolutas serão expostas a todos, Daniken também nutre esse tipo de esperança.

“As conseqüências poderiam ser altamente inquietantes, pois a existência de extraterrestres, deixada de lado há milhares de anos atrás, geralmente nos força a tirar conclusões que arrebentam nossa visão atual das coisas. [...] Estamos marchando em linha reta diretamente para a era das maravilhas e do despertar.” P. 68.

Como nos seus outros livros, muita atenção é dada a Enoch, aquele obscuro personagem bíblico, que foi levado aos céus – não passou pela morte – mas que ao contrário da interpretação tradicional, o autor analisa tal história com os olhos modernos, ou seja, ele inverte a prática hermenêutica, vendo no livro de Enoch, não anjos, seres celestiais, ou Deus, mas naves tripuladas por alienígenas, que os antigos de maneira equivocada interpretaram como deuses. A tripulação que levou Enoch, voltará em breve, diz Daniken.

“Como você irá se comportar, quando os amigos alienígenas de Enoch realmente voltarem? E que eles irão voltar é tão certo quanto a noite segue o dia.” P. 87.

“Se ETs realmente visitaram nosso planeta há milênios atrás e passaram seu conhecimento para alguém, como Enoch, há muito o que fazer agora. Apenas pense, meu querido leitor, sobre o impacto na religião, as conseqüências filosóficas, as possibilidades para a tecnologia de vôo espacial, que pode atravessar anos-luz. Ou pense ainda na antiga promessa de uma segunda vinda, que aparece em praticamente em todas as religiões até o dia de hoje.” P. 75.

O que seriam encontros com anjos, seres enviados por Deus, para guiarem e ajudarem certas pessoas, na verdade, foram extraterrestres. Na verdade a Bíblia, por exemplo, é uma grande prova das visitações extraterrestres. Um dos encontros ufológicos mais emblemáticos encontra-se no livro de Ezequiel.

“As descrições altamente precisas feitas pelo profeta Ezequiel, na Bíblia, foram transformadas em ‘visões, sonhos, inspirações’ e outras mistificações semelhantes, embora ele claramente esteja falando sobre um ônibus espacial.” P. 80-81.

Não é surpresa, para quem lê literatura ufológica, tal modo de ver os textos bíblicos. Lembro-me que a primeira vez que li sobre isso, foi em 2003, numa edição da revista UFO, que trazia em sua capa a pergunta se Jesus era um extraterrestre. Os Ufológos, pelo menos grande parte deles, assim o creem. Nada mais natural, seguindo a linha interpretativa que eles têm sobre a história e os textos sagrados do passado.

A maneira correta de vermos as coisas, se aproxima. Nada modesto, Daniken vê a si  mesmo como parte crucial nesse processo.

“Alguém como eu, que tende a olhar um pouco mais para trás, nas brumas do tempo, poderia ajudar na aceleração ao longo deste tempo de despertar. Uma grande mudança está chegando e por mais que políticos, cientistas que se dão muita importância, e líderes religiosos, fervorosamente vociferantes, possam querer, nunca serão capazes de impedir. Não há vacina contra o pensamento. Idéias não conhecem fronteiras nem censura. E mais: idéias têm uma tendência perigosa de se alastrarem como o fogo.” P. 84-85.

Daniken reconhece que já cometeu equívocos interpretativos, que já errou, avaliando erradamente os dados, e que isto é combustível para os seus críticos descartarem tudo que ele já escreveu. Mas ele tem um recado a quem pensa assim:

“Errar é humano, como dizem, e admitir o erro não fere. Nas quase 9.000 páginas que escrevi, é inevitável que eu tenha cometido um ou outro erro, ou que ao longo do tempo revelou-se que o ‘outro lado’ estava certo, depois de tudo, e eu estava errado. [...] Agora, há algumas pessoas que agem como se um erro provado em uma teoria é suficiente para anular a idéia inteira. ‘Se uma peça de evidencia em seu livro não está certa’ - ouço isso freqüentemente – ‘então, tenho de assumir que toda outra evidência é falsa’. Segundo esta lógica absurda, teríamos de jogar fora praticamente todos os livros escolares, os livros didáticos, ou livros científicos por todo o planeta, porque o tempo nos mostra que muitas coisas que foram alguma vez consideradas como verdades inabaláveis são agora tidas como erradas.” P. 110-111.

Boa parte de A História Está Errada é uma defesa do próprio caráter e carreira do Daniken. Sua imagem ficou muito prejudicada devido aos seus problemas com Juan Moricz, um carinha que diz ter explorado um conglomerado de cavernas no Equador, que estavam (estão) cheias de placas de metais, que na visão de Daniken têm a ver com os livros ditados por extraterrestres a Enoch, milênios atrás, que foram trazidos para América, pelos jareditas, povo hebreu – história está contada pelo livro de Mórmon. Sim!, numa intricada e nada convincente argumentação, Daniken bota fé que o livro de Mórmon tem o seu quinhão de credibilidade, com o mesmo erro que a Bíblia, de atribuir a Deus, o que na verdade foram encontros com extraterrestres. Os metais presentes nesta caverna têm importância salutar para o futuro da humanidade. Esses escritos entregues a Enoch, em breve serão revelados a todos. Os Ets estão voltando. Que o diga o famoso Chico Xavier, para quem a Data Limite é 20 de julho de 2019.

Daniken teve sérios problemas, depois de ter publicado fotos dessas supostas cavernas, fornecidas Juan Moricz. Décadas depois do acontecido, Daniken retoma toda essa confusão, dando a sua versão dos fatos, declarando-se inocente.

Daniken é um homem que acredita só em ets, ou também acredita em Deus? Sim. Ele crer num Ser Todo Poderoso. Eis o que ele diz:

“Como um homem religioso, que ainda reza diariamente, minha fé começa com a criação do universo. MINHA idéia de Deus é a de um ser eterno, onipresente, atemporal e todo-poderoso, que nunca sentiu a necessidade de viajar ao redor da Terra, em qualquer tipo de veículo que levanta areia, faz muito barulho, irradia luz resplandecente e, o que é mais, é extremamente perigoso para qualquer humano nas vizinhanças.” P. 196.

E é exatamente por ser assim, ele não pode jamais ser o deus das religiões que conhecemos.

“O Deus verdadeiro, o Grande Espírito da Criação, não é responsável pela grande confusão de dogmas e religiões terrestres.” P. 208.

“[...] eu creio - que os alienígenas visitaram a Terra milhares de anos atrás. Isso leva ao nascimento das religiões de hoje e das sagradas escrituras. Como sabemos, cada religião neste hospício terrestre afirma que SUAS escrituras sagradas são as únicas verdadeiras. Em quem - pelo amor de Deus! - devemos acreditar? E NO QUE devemos acreditar? A maioria das religiões prediz algum tipo de julgamento final. Há religiões que anunciam que os infiéis serão cozidos vivos, afogados, espancados, esfaqueados, envenenados (com "água amarga"). Felizmente isso se aplica só aos infiéis - mas, espere! QUAIS infiéis? Aqueles que não acreditam no dogma católico? Aqueles que tiveram a infelicidade de não nascerem na Arábia ou terras asiáticas e nunca terem ouvido os ensinamentos do Islã ou da fé hindu? Aqueles que tiveram suficiente azar de crescer em uma seita cristã ou qualquer outra? Aqueles que são membros da religião xintoísta, no Japão, ou aqueles que não acreditam no Livro de Mórmon ou nos ensinamentos da Cientologia?

“Mesmo o cérebro mais modestamente inteligente precisa certamente começar a ver o problema. [...] Como dificilmente poderemos sustentar que o criador do universo é o responsável pela pletora de escritos sagrados existente em nosso planeta, então devemos olhar para outra fonte, para descobrir uma solução aceitável para o caos existente.” P. 208-209.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Documentários Vistos (30)


"Acredito que a evolução da sociedade possa ser medida pelo valor dado aos direitos da mulher." 

O Cineasta francês Nills Tavernier visita cinco países miseráveis (Camarões, Camboja, Senegal, Nicarágua e Etiópia), onde a emancipação feminina é uma luta diária e árdua, e conta neste documentário a história de cinco mulheres batalhadoras, que têm dado o sangue para que o sexo feminino tenha plena igualdade de direitos. A verdade nua e crua é que as mulheres ainda são tratadas como seres humanos subservientes em não poucos países e regiões. Aqui no Brasil, bem menos do que nesses países, obviamente.


O aquecimento global é um fato. Mas sempre têm aqueles que querem desmentir a obviedade das descobertas científicas. Hoje em dia, tem maluco pra tudo, tem até gente negando a esfericidade da Terra, porque não teria almas teimosas negando o aquecimento do planeta. Al Gore, conhecido político norte-americano, vem alertando o mundo há décadas sobre as catástrofes que podem vim e virão, caso as nações, inclusive o seu querido tio Sam, principal poluidor do planeta, não mudem drasticamente o seu modus operandi. Acredito que teremos um futuro tenebroso. Tsunami na Ásia em 2004, Katrina em 2005, e Tsunami no Japão em 2011, que o digam.


A cidade de Denver, no estado do Colorado, em 2014, finalmente liberou o uso recreacional da maconha. Os maconheiros da cidade agora podiam ficar chapados sem preocupações se iriam ou não serem pegos pela polícia e passarem algumas horas ou dias no chilindró. Um jornal aproveita a nova situação da cidade para investir parte de seus recursos em pesquisar e noticiar coisas relacionadas a cannabis. No mesmo ano, 𝐌𝐮𝐣𝐢𝐜𝐚, presidente do Uruguai, também libera a venda de maconha em seu país. Um ponto de interrogação fica no ar. O que acontecerá, em médio e longo prazo, com os maconheiros a todo vapor, relaxando sob os efeitos do 𝐓𝐇𝐂? Ouvi falar que a legalização aqui no nosso vizinho, não deu muito certo. Eu tinha uma expectativa melhor em relação a este documentário, mas o achei muito disperso e desorganizado. Existem outros bem melhores.


"Os humanos devem tomar muito cuidado em relação a responder quaisquer sinais de civilizações alienígenas." - Stephen Hawking, Professor de Matemática na Universidade de Cambridge.

Para o famoso Astrofísico, que está cada vez mais crente na existência de seres inteligentes habitando outros mundos, o nosso contato com eles será catastrófico. Tipo o filme Guerra dos Mundos, Independence Day... De minha parte, não descarto que esses seres estejam rodando e rondando o nosso planeta. Mas não há provas concretas, mas apenas evidências que me soam muitas vezes obscuras e inconclusivas. Este documentário é um exemplo, visto que traz muitas especulações rasas. Mas já supostamente me contradizendo: há sim indícios verossímeis de vidas pensantes fora do globo terráqueo.


O pedantismo japonês fez com que fossem lançadas duas bombas atômicas sobre o seu território, em agosto de 1945. Mais de 215 mil pessoas (em sua maioria, civis) foram mortas como que num passe de mágica. Mas a teimosia do Japão em não se render, não justifica, para mim, o lançamento desses demônios nucleares em Hiroshima e dias depois em Nagasaki. A velha máxima continua: um erro não pode justificar outro. Tsutomo Yamaguchi passou pelo inferno de sobreviver ao lançamento das duas bombas. Aos 90 anos de idade, em 2006, resolveu contar a sua história de sobrevivência e fazer um alerta ao mundo, para que nunca mais ocorra algo assim. Em 2010 ele faleceu, aos 93 anos. 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Documentários Vistos (19)


Depois de tantos documentários vistos sobre a Coreia do Norte, esse procura dar voz aos representantes do governo norte-coreano, para que eles respondam as acusações que geralmente são feitas ao regime socialista vigente naquele país. As acusações são as mais diversas, como a violação de direitos humanos, fuzilamento de pessoas que não concordam com o regime, falta de liberdade de expressão, encenação dos habitantes para falar bem do regime, restrição de liberdade religiosa, escassez de comida e etc. 

Curiosamente, o maior apologista do regime comunista lá, é um espanhol, que há cerca de mais de 20 anos, vem somando esforços, para que a comunidade mundial, veja a Coreia do Norte, de maneira mais positiva. É um espanhol que foi aceito pelo regime, e que tem trabalhado arduamente para convencer as outras nações, de que a Coreia do Norte é um paraíso. Ele mostra-se bastante indignado com as mentiras que são ditas sobre o país. Ele é eloquente, articulado, um apaixonado pelo socialismo. Mas é um dissimulado, que deve ganhar uma fortuna do governo, para fazer o que faz. Nem ele e nem os outros convencem! Só tornam mais claro o quanto o regime coreano é totalitário, castrador e um estorvo para os seus 23 milhões de habitantes. 

É um documentário riquíssimo. 


De 1985 a 1989 a Romênia, país do bloco comunista, sofreu uma verdadeira invasão no mercado negro, de filmes estrangeiros. Esses filmes causaram o maior frisson na população, que não tinha acesso ao mundo exterior, por causa do cerceamento de liberdade, que é típico dos países comunistas. A população que já sabia que o seu governo era uma bosta, ficou mais convencida disso, na medida em que assistia os filmes dos países "imperialistas". Acho que o defeito do documentário é simplificar demais a complexidade histórica da Romênia (isso vale para qualquer país), dando a entender que tais filmes foram mola propulsora para que o país saísse do atoleiro do socialismo. Vários fatores foram responsáveis, e não apenas a exibição de películas exibindo o American Way of life. Apesar dessa pequena ressalva, o documentário é muitíssimo bom. É bastante curioso. Uma coisa fica muito clara: a vida nos países do leste europeu era uma merda. Não que a vida no sistema capitalista seja o paraíso. Mas é menos pior. 


Pode soar como teoria da conspiração, ou outras coisas malucas, que só quem é biruta da cabeça, daria crédito. Mas o documentário é bom. Talvez o melhor sobre Ufologia que já vi. O principal ponto que ele reitera várias vezes é: O governo norte-americano tem escondido sistematicamente do público e até de seus presidentes, a realidade do OVNIs. Algumas coisas ditas são difíceis de acreditar, é verdade. Entretanto, quanto a realidade dos UFOs, não são poucos os militares e ex-membros do governo que afirmam convictamente a sua existência. Há muitas informações no vídeo. Super recomendado.


Jesus fumava erva (maconha)!

Essa é uma das doutrinas da Igreja Etíope Coptic de Sião, sediada na Flórida. "Baseado" no texto de Gênesis 1.29, que diz: "Eis que voz tenho dado toda ERVA que dê semente." - eles legitimam o fumo diário e exaustivo da cannabis. Logo de cara pode-se pensar que é mais uma seita de gente doida, que liberou todos os limites aos seus membros, porém, só é permitido a maconha, porque ela é natural. Cigarros, cocaína e outras drogas, são proibidas, pois são manufaturadas. A cannabis vinha da Jamaica, só podia ser! Também não se pode fazer sexo, se a a finalidade não for a procriação. Sexo oral? Nem pensar! Os líderes e alguns membros dessa seita de maconheiros causaram a maior dor de cabeça a polícia na década de 1970. Foram presos, nem tanto por fumarem a erva, mas por colocarem suas próprias crianças pra darem seus tragos diários. Aí teve jeito não. Cadeia neles! O documentário traz mais histórias inusitadas relacionadas as drogas, na Flórida, nos anos 1970-1980, como a cidade de Everglades, onde praticamente 100% de seus habitantes se envolveram no tráfico de maconha. 


Caramba! Quantas histórias! Quantos sonhos, vivências, perdas, frustrações, sofrimentos, pensamentos, visões da vida, do mundo, de si mesmo, são compartilhadas nesse longo vídeo! Sensível, impactante, reflexivo, perturbador! Força-nos a uma introspecção, ao examinarmos quem somos de fato. Será que conseguimos descobrir? 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Documentários Vistos (15)


Em 2012 Nova Iorque sofreu a fúria de Sandy, um furacão que mergulhou várias regiões dela no caos, causando um prejuízo de bilhões de dólares. Tempestades mais fortes podem acontecer a qualquer momento. Ela e cidades vizinhas não estão preparadas. Cientistas estão se descabelando para criar modelos viáveis de contenção de água, que possam atenuar os seus efeitos destruidores. Mas é tudo muito complexo e financeiramente custoso. Até mesmo a Holanda, acostumada há décadas e mais décadas em lidar com as águas invasoras, tem sérios problemas em lidar com elas.

A finalidade de Visita ao Inferno é de mostrar a relação mística que as pessoas que moram perto dos vulcões têm com estes. Até religiões e cultos essa interação criou. E claro, muitas imagens estupendas de erupções vulcânicas estão presentes. Só achei que poderiam ter trabalhado melhor o sentimento de reverência, veneração e adoração que as comunidades vizinhas aos vulcões têm por eles.


Calcula-se que a cada três segundos, ocorre um avistamento de OVNI no planeta. Então são milhares todos os dias. Cerca 28.800! Seriam todos os relatos imaginação de quem viu? Ou tenham confundido um drone, balão atmosférico e outras coisinhas a mais com OVNIs? Possivelmente a maioria dos relatos são falsas percepções do que se está vendo, mas ainda sim, sobram muitíssimos avistamentos, que fogem da explicação padrão da Ciência. A Austrália pipoca em avistamentos de OVNIs. Damien Nott alega ter filmado e fotografado vários OVNIs. Ele é o protagonista desse documentário. Nott contará o que acha dessas experiências com os supostos seres de outros mundos.


O coração da política britânica. Westminster guarda em suas salas e corredores, boa parte do legado político britânico. Os Reis, a Câmara dos Lordes, a Câmara dos Comuns, a Abadia, o Big Ben... Documentário de grande riqueza histórica.


Todos os anos, os EUA são atropelados por vários tornados que destroem tudo que estiver em seus caminhos. A tecnologia até o momento (pelo menos até 2011) era de um alerta de apenas 13 minutos antes da formação de um deles. Como aumentar esses minutos, dando as pessoas tempo suficiente de se esconderem? Os Cientistas da Universidade de Oklahoma, Instituto de Tecnologia do Texas e outros centros de pesquisas, estão estudando meios de melhorarem a detecção desse fenômeno destrutivo da natureza.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Livros Lidos (28)


Foi uma febre O Código Da Vinci, de Dan Brown. Depois de todo o frisson desse livro, começaram a aparecer no mercado editorial, outras obras dele. Inclusive, livros bem mais antigos. Não li O Código..., mas Ponto de Impacto, peguei de meu vizinho emprestado. E olha, adorei. Fiquei um pouco frustrado quando terminei ele. Queria mais. Li na época, um carinha que tinha dado seu parecer sobre Ponto de Impacto, e ele especulava que Dan Brown, esperto, escreveu o livro, já pensando numa futura adaptação para as telinhas do cinema. Acho que ele tem razão. Ponto de Impacto traz muita tecnologia, ação e o seu final é surpreendente. Uma história de tirar o fôlego. Vale a pena lê-lo.   


Este livro por mais que esteja desacreditado e tenha sido amplamente refutado, talvez seja o maior clássico da Ufologia do século XX. Impressionou-me a leitura dele, quando o li em 2007. Não tenho noção se todas as teses de Von Däniken foram devidamente refutadas. A despeito de ser considerado um bonachão pela comunidade acadêmica, ele ainda escreve, vende muito e sempre está dando seus pitacos em documentários sobre OVNIs na TV a cabo.


Uma maravilhosa ficção tendo como protagonista um dos Filósofos mais amados e odiados de todos os tempos. Tanto o livro como o filme são espetaculares. Vale o tempo gasto se debruçando neles. Esse também peguei de meu vizinho.


A Bíblia é a palavra de Deus? Se sim, ela não pode errar, certo? Precisa está isenta de erros de qualquer ordem, seja ele moral, científico, histórico e geográfico, não é mesmo? É exatamente isso que os escritores desse livro defendem. Cada capítulo foi escrito por um Teólogo protestante conservador, para defender a Bíblia como um livro perfeito. Ela é inerrante, segundo eles. Não contém erros de nenhuma espécie. Mas eles são rápidos em dizer que tal perfeição está contida apenas nos textos autógrafos, os manuscritos originais - textos que já se perderam há trocentos anos. Farão uma apologia abarcando várias áreas delicadas do texto bíblico, respondendo a questões linguísticas, arqueológicas, filosóficas e teológicas.


Archer foi um Teólogo com especialidade no Antigo Testamento que sabia falar quase trinta línguas. Um baita acadêmico. Sua enciclopédia tem a finalidade de corrigir muitos equívocos que geralmente se tem sobre os textos da Bíblia. Livro prático, porém, ele deixa a desejar em muitos temas abordados. Simplesmente não convence, apesar de toda a sua bagagem intelectual. Mas é sim, uma ótima obra. Vale a pena considerá-la. 

sábado, 29 de abril de 2017

Extraterrestres: onde eles estão e como a ciência vai encontrá-los


NOGUEIRA, Salvador. Extraterrestres: onde eles estão e como a ciência vai encontrá-los. São Paulo: Abril, 2014. (Versão em PDF).

Comecei a ler sobre Ufologia em 2003, quando em contato com um amigo, que era assinante da revista UFO, maior e melhor veículo de divulgação do fenômeno sobre os OVNIs no Brasil. O interesse de meu amigo arrefeceu e, ele acabou me presenteando tempos depois, com todas as suas revistas e um livro sobre esse assunto, que me fascinava e me fascina.

Salvador Nogueira, colunista da revista Scientific American Brasil e assessor de comunicação da Sociedade Brasileira de Física, não é um entusiasta das pesquisas sobre discos voadores e homenzinhos verdes ou cinzas. O seu interesse está focado nas pesquisas empreendidas pela comunidade científica, que tem se esforçado nas últimas décadas em busca de vida além do nosso planeta – seja ela a nível microscópio ou macroscópico. Ele acha bem improvável que relatos de naves interestelares já tenham travado contato com algum ser humano, como dizem os Ufólogos. Tenta explicar as fantasiosas alegações de pessoas que juram terem sido abduzidas ou terem visto discos voadores, apelando para os conceitos do famoso Psicanalista Carl Jung e para a cultura pop que propiciou a nossa sociedade a partir das primeiras décadas do século passado, um “movimento cultural voltado para os alienígenas”. P. 232.

Sendo assim:

“Uma mistura poderosa de ciência, permeada de novidades e maravilhas tecnológicas, e ficção, que especulava com base no progresso acelerado, criou a sensação de que era perfeitamente possível que estivéssemos sendo visitados por extraterrestres, ou mesmo que eles estivessem tentando estabelecer contato.” P. 232.

Mas autor defende que existem boas razões para pensarmos que não estamos a sós no Universo. Apenas ainda não temos provas que estejam aptas a passarem pelo rígido crivo da Ciência. Um dia, quem sabe, as teremos. Ele pergunta:

"[...] é impossível olhar para o céu e não se sentir oprimido por uma dúvida: há outros seres vivos além da Terra? Nosso planeta é um lugar especial, singular, ou apenas mais um dentre bilhões e bilhões de mundos pululando de vida, muitos dos quais abrigando espécies inteligentes? Quando olhamos para o céu, será que há lá em cima alguém também trocando olhares conosco, visualizando nossa pequena estrela anã amarela [sol] e se perguntando se há alguém por aqui?" P. 24.

Se tivermos de algum dia, sabe-se lá quando, de encontrar algum tipo de ser vivente na Via Láctea, é mais provável, que ele será uma espécie de vida simples.

"[...] a descoberta de vida extraterrestre no Sistema Solar é prioridade dos programas espaciais mais avançados. Embora muito provavelmente esses alienígenas não passem da escala microbiana e, mesmo na melhor das hipóteses, não incluam criaturas inteligentes, saber que eles estão por aí confirmaria a hipótese de que os fenômenos químicos que levam à biologia se repetem com frequência no Universo. Só de saber que a Terra não é o único abrigo para a vida – com a possibilidade de estudar uma segunda história de origem ou, caso a panspermia esteja correta, compreender como cada ambiente conduz a evolução por caminhos diferentes –, já estaríamos dando um passo fundamental para aplacar nossa solidão cósmica." P. 117.

Num certo momento, Nogueira flerta com a panspermia dirigida, mas ciente de que até o momento ela sofre com a falta de qualquer evidência palpável.

"E se a vida na Terra começou por intervenção direta de uma civilização alienígena? Não é tão difícil imaginar uma sociedade avançada avaliando planetas pela galáxia em termos de sua habitabilidade. Ao decidir que um mundo é passível de ocupação biológica, esses extraterrestres decidem semear esse planeta com um conjunto de criaturas primitivas, nem que seja só para ver o que a evolução fará delas em bilhões de anos". P. 174.

Convencionou-se na Academia acreditar, que se os extraterrestres inteligentes existam, eles serão bonzinhos, mas pode ser exatamente o contrário.

"Embora Carl Sagan e os entusiastas da SETI [Busca por Inteligência Extraterrestre] tenham desde sempre vendido a ideia de que civilizações extraterrestres necessariamente serão benignas e socialmente avançadas, gente como o físico britânico Stephen Hawking acredita que anunciar nossa existência ao cosmos pode ser perigoso. Nada sabemos sobre ética e moral alienígenas, e até podemos estar contando a eles onde procurar seu próximo almoço". P. 201.

O ceticismo do Nogueira em relação aos OVINs é um reflexo da própria incredulidade da grande maioria dos Cientistas. Isso não quer dizer que tais naves não existam. Ele escreve:

"[...] é aí que está o problema dos OVNIs – e mais ainda dos casos de abdução,em que pessoas alegam ter sido sequestradas, contatadas e estudadas por alienígenas. Há testemunhos aos montes (de pessoas com e sem diagnóstico de problemas psiquiátricos), mas faltam provas materiais conclusivas. Ninguém até hoje conseguiu levar um pedaço de espaçonave para análise em laboratório, o que facilmente demonstraria sua origem extraterrestre, e vídeos e fotos se tornam cada vez menos relevantes. Se antes eles eram fáceis de falsificar, agora você pode até baixar softwares em seu celular que fazem isso de forma automática. Sem evidências palpáveis, o fenômeno escapa do alcance da ciência. Não há como teorizar a respeito, nem prever novas ocorrências. Talvez por isso, a maioria dos cientistas prefira manter uma distância saudável do tema, embora poucos corajosos, como o astrobiólogo David Grinspoon e o físico Michio Kaku, admitam que há um percentual de casos inexplicados que dá margem à especulação de que se trata de visitantes alienígenas." P. 221.

Entretanto, muitos governos têm se dedicado a estudar e a levar a sério a “invasão” dos alienígenas – a França é um exemplo.

"Aos que preferem acreditar que tudo não passa de imaginação [UFOs], um fato notável é que muitos países tenham dedicado tantos esforços a investigar o fenômeno. Convenhamos que é no mínimo estranho gastar dinheiro para estudar uma coisa que supostamente não existe. Os franceses, por exemplo, deixaram o assunto sob encargo da CNES, a agência espacial francesa. Uma investigação em andamento, iniciada em 1977, já registrou cerca de 6 mil casos, dos quais 14% seguem sem explicação. Embora oficialmente os relatórios não defendam que os OVNIs são alienígenas, os líderes do estudo já vieram a público dizer que essas aparições eram máquinas voadoras físicas além do nosso conhecimento, e que a melhor explicação para os casos mais enigmáticos era a hipótese extraterrestre. " P. 221.

Cautela, cautela e cautela, quando o assunto são os avistamentos e contatos com UFOS.

"Tomadas como um todo, as características dos testemunhos de OVNIs e de seus ocupantes lembram muito mais produtos da mente humana do que visitantes de outros mundos. É possível que uma parcela corresponda a reais visitas alienígenas? Até é. Mas não provável, nem comprovável. Interpretar fenômenos desconhecidos como evidência de vida extraterrestre é, por definição, uma questão de fé." P. 226.

Quanto aos círculos que aparecem nas plantações, Nogueira não tem dúvidas – não tem nada a ver com seres de outros mundos.

“Outro elemento das histórias de disco voador que não cola é o dos círculos nas plantações. O primeiro caso veio da Inglaterra, em 1976. Todos ficaram pasmos com a precisão dos desenhos e disseram que não havia como humanos conseguirem fazer uma obra daquelas. Novos padrões continuaram a aparecer, da noite para o dia, para o espanto de todos. Até que em 1991, dois velhinhos, Doug Bower e Dave Chorley, admitiram que estavam fazendo os desenhos e mostraram como eram produzidos, para a tristeza dos ufólogos. [...] Não há nada de misterioso ou alienígena a respeito deles. P. 239.

Como os testemunhos de avistamentos são muitos, e as vezes bastante convincentes e difíceis de descartar, até mesmo o Nogueira precisa admitir:

"Por outro lado, pessoas que dizem ter visto artefatos voadores me parecem críveis, pelo menos em alguns casos bem documentados. Se eles têm origem alienígena, ninguém sabe. Mas, como não se pode descartar a existência de outras civilizações no Universo, bem como a viabilidade de voos interestelares, é uma hipótese que não pode ser afastada por completo.” P. 239.

O livro é muito bom.

Nogueira conta que desde Copérnico, passando por Galileu, Kepler, Newton, entre vários Cientistas - o pavimento foi sendo construído para que começássemos a ver que não estamos sozinhos. 

Caso venha alguma confirmação disto, as implicações serão avassaladoras nos vários campos do conhecimento.

Talvez ela nunca venha.