segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Drogados: Efeito da Heroína


Documentário excelente, porém, verdadeiramente triste. Mostra o dia a dia de um viciado em heroína, de classe média, que não consegue mais parar de consumir a maldita droga. O vício é tão forte, que ele já fica com medo e pavor das reações que terá quando o efeito da droga passar. O vídeo mostra os inúmeros malefícios que a droga faz ao usuário. Todo o corpo sofre as consequências – cérebro, pulmões, diafragma, pernas, sistema nervoso, coração...

A mãe, coitada, presencia o filho se drogando, e o máximo que pode fazer, é se resignar. Leva-o ao hospital, para que ele faça os exames necessários e possa o mais rápido possível se internar para tratar o vício. No hospital o médico lhe dar um remédio chamado Suboxone, que pode evitar as reações da abstinência. Detalhe: Esse remédio é VINTE VEZES MAIS FORTE que a Morfina!

Cheiro de Álcool



Documentário que mostra o que estamos cansados de saber: que álcool e direção não combinam. Infelizmente no Brasil, a punição para quem acaba matando no trânsito por causa de bebidas alcoólicas é irrisória; tentando mudar essa situação a organização NÃOFOIACIDENTE está reunindo uma petição para mandar para o Congresso Nacional um projeto que aumenta a pena para quem comete infrações desse tipo em nossas ruas. É preciso 1 milhão e 300 mil assinaturas. O site é:


Basta estar de posse do seu título eleitoral para assinar a petição. 

Maconha: Perigo ou Esperança


Nos EUA, país onde a cannabis para uso medicinal já foi liberada em diversos Estados, a tensão entre o governo federal e os vendedores legalizados pelos governos estaduais é bem delicada. Isso acontece porque paradoxalmente, para o governo federal, toda e qualquer venda da cannabis, mesmo sendo legitimada pelos Estados, é crime. Vai entender essa política maluca. E ainda tem o problema dos limites para as pesquisas médicas do uso da maconha que são muito restritas nesse país. 

O documentário mostra os vários benefícios que a maconha para uso medicinal traz as pessoas que tem fortes dores crônicas, que não são devidamente aliviadas com os remédios convencionais. Em Israel, as pesquisas já estão mais avançadas, visto que o governo não tem a frescura e conservadorismo quadrado que o EUA tem. E também foi em Israel, que um cientista descobriu o princípio ativo da maconha (THC) na década de 1960.

O Próximo Nostradamus


Me contorci durante 1 hora e meia vendo este documentário da History, que tenta convencer os seus assinantes de que Nostradamus predisse vários acontecimentos futuros. E para completar, segundo ela, “o próximo Nostradamus” é um Teórico Político, Bruce Bueno, que criou um suposto algoritmo matemático no computador, que segundo ele, prevê o futuro com um alto grau de precisão.

O pior é que o filho da mãe até já foi chamado pelo Pentágono para fazer suas predições, e é um Cientista Político gabaritado em sua área, com uma ampla formação acadêmica. Bom, ele pode ser chamado por quem quer que seja, ter seu Ph.D e o escambal, o que ficou evidente nesse documentário chato, é que suas previsões são tão banais e óbvias, que não há nada de extraordinário nelas.


Há muitos anos, a History vem apresentando conteúdos duvidosos em sua programação. Esse é mais um exemplo
. Até mesmo canais que deveriam prezar pela qualidade do que é veiculado, acabam descambando para o sensacionalismo. O "senhor" dinheiro é quem determina o andar da carruagem. 

EVIDÊNCIAS - A Quem Importa a Existência de Deus?


Rodrigo Silva é Pós-Doutorado em Arqueologia na Andrews University, EUA, e um segundo Pós-Doutorado em Arqueologia Clássica na USP. Nessa pequena exposição de quase 24 minutos, ele mostra em linhas gerais, o porquê da existência de um Ser Superior Pessoal ser mais plausível que a sua não existência. Segundo ele, se Deus não existe, VALOR, SIGNIFICADO e PROPÓSITO são meras ilusões criadas por nós, simples seres humanos, abortados pela poeira cósmica do Universo. 

Os ateus esbravejam e apontam que a tríade mencionada pelo Silva, de fato, é uma contingência, visto que nem as religiões, igrejas, seitas e pessoas religiosas concordam entre si, sobre o que seria o valor, significado e propósito, que a suposta divindade poderosa e amorosa exige de nós. De acordo com a turminha cética de plantão, a ampla divergência nessa área é um tipo de prova ou evidência de que não existe porra nenhuma de valor, significado e propósito na vida.

A Grande Conspiração Alienígena - Histórias De OVNIs


Mais um documentário visto sobre o intrigante e maluco fenômeno UFO! De acordo com os teóricos da conspiração entrevistados nesse vídeo, o grande boom de visitas dos homenzinhos de outras galáxias começou após a Segunda Guerra Mundial, devido ao lançamento das bombas atômicas. As ondas de radiação delas viajaram anos luz pelo Universo, fazendo os extraterrestres perceberem a merda que nós, seres humanos, fizemos. 


Esse é apenas um ponto que o vídeo aborda. Sempre enfatizando o que esses pesquisadores dizem e acreditam, sem endossar o conteúdo de seus comentários. Ao contrário do que faz a History, quando traz em sua programação dezenas de documentários sobre OVNIS, aonde fica patente em sua forma de conduzir o documentário, um certo endosso e concordância no que está sendo dito pelos entrevistados. 



De qualquer forma, eu não duvido das maluquices propostas por esses investigadores de UFOs. Só acho pouco provável que estejam corretos em suas interpretações. Mas tudo é possível. Até mesmo essas doideras em que eles que tanto acreditam.

Prova Infalível: O Caso Roswell


Desde que comecei a ler sobre Ufologia em 2003, o caso Roswell sempre era apontado (e continua sendo) como o acontecimento mais significativo sobre os relatos de aparecimentos UFOs. No caso em questão, seria realmente uma nave extraterrestre que caiu num rancho no Novo México, EUA, e foi resgatada pelas forças militares do governo, que acobertou o caso para que a população norte-americana não soubesse da existência dos homenzinhos verdes (ou cinzas, rosas, vermelhos, roxos...), habitantes de outras civilizações há anos luz da Terra?


Nesse documentário, especialistas céticos e crentes jogam seus argumentos para persuadir o público de suas afirmações, sejam elas contra ou a favor da hipótese extraterrestre. Se eu adotar o bom senso, ficarei ao lado dos céticos, que dizem que foi apenas a queda de um balão meteorológico de um projeto ultrassecreto dos EUA, que tinha por objetivo monitorar possíveis atividades da URSS. Não obstante, num mundo e num Universo tão louco como nosso, muitas coisas e fenômenos incomuns parecem ser possíveis.

A Liberdade de Expressão nos EUA


Até onde a liberdade de expressão tem a sua “liberdade de se expressar”? Esse documentário revela inúmeros casos nos EUA aonde o “direito” de expressão foi tolhido pelas autoridades. Pessoas que se expressaram contra a guerra do Iraque, do Vietnam, contra a prática homossexual e etc, tiveram que enfrentar a censura, por não estarem de acordo com a agenda política/ideológica de certos grupos que detém o poder.

Por outro lado, a questão de sempre podermos expressar o que pensamos é muitíssimo complexa. Eu mesmo não posso tolerar discursos que venham classificar as pessoas negras como pessoas inferiores. E é exatamente isso que neonazistas ou pessoas racistas fazem. Elas querem ter a prerrogativa de dizerem que os negros são seres humanos de nível inferior. Mas nós, negros (e a maior parte da sociedade), não queremos por inúmeros motivos, que elas tenham essa "liberdade". Não TOLERAMOS em hipótese alguma isso.


De qualquer forma, é algo muitas vezes enviesado e complicado demais, sabermos até aonde podemos expressar nossos pontos de vista. Cada grupo lutará pelos seus “direitos” apresentando os mais variados argumentos para legitimar ou censurar certas cosmovisões. O que uma parcela da sociedade considera legítimo, outra parcela poderá considerar um crime.

A Era de Francisco: O Papa do Fim do Mundo


Algumas “profecias” dizem que esse é o último papa, antes que o mundo vá às favas. Parece que alguns tiveram uns transes bem loucos e “descobriram” que esse seria o derradeiro líder do catolicismo, antes que o fim do mundo se concretize. Estamos lascados!

Nesse documentário, a History volta ao passado do cardeal Bergoglio na Argentina e conta-nos um pouco de sua história como religioso daquele país, até chegar ao alto escalão do Vaticano, como papa Francisco, no ano passado.

De acordo com o vídeo, Chiquinho foi um religioso exemplar e caridoso que salvou muitas vidas durante o regime militar argentino (1976-1983). Um jesuíta que realmente lutou em favor dos oprimidos.

Tomara que a History não tenha floreado demais a trajetória de Chiquinho. Porque a rasgação de seda é bem evidente.

Biografia de Lúcifer



Diabo, Satã, Satanás, Lúcifer, Belzebu, Demônio, Espírito do Mal, Inimigo, Tinhoso, Beiçudo, Exu, Capeta, Senhor das Trevas, e pegue nome e adjetivos para se referir ao ser mais nefasto e ordinário da religião judaico-cristã. 

Esse documentário traça a biografia do capeta ao longo dos séculos: 

Queda do Império Romano? Culpa do Diabo.
A Peste Negra? Culpa de Satã. 
A colheita não foi boa? Culpa do Beiçudo.
Primeira Guerra Mundial? Culpa de Lúcifer. 
Segunda Guerra Mundial? Culpa de Belzebu. 
Etc, etc, etc, etc e etc? Culpa do Tinhoso. 

E o que dizer das ditas "bruxas"? Estas foram perseguidas, estigmatizadas, torturadas, e mortas, pois a sociedade imersa num mundo recheado de demônios, não podia conviver com quem fez um “pacto” com o maior inimigo de Deus. Fato é que a grande maioria eram apenas curandeiras. Usavam ervas para curar certas feridas e doenças. Nada além disso. A Teóloga, Carole Fontaine faz uma observação interessante:

“Lembrem-se que a maioria dos caçadores de bruxas, eram monges celibatários, pessoas que temiam as mulheres, ensinados a pensar mal delas e tinham na Bíblia um escudo, pois a mulher era a fonte do pecado. Se a sensualidade feminina era a fonte de pecado e estava associada a Satã, era natural pensar que se algo não dá certo na comunidade é porque Satã e suas mulheres trabalharam pra isso”.

Por causa de visões fanáticas como estas, segundo o vídeo, mais de 100 mil pessoas foram acusadas de bruxaria e punidas por isto. A maioria mulheres. 

Camêra Record: Violência e Miséria em Serra Pelada - 31/01-14


Documentário feito pela Record, que conta-nos a atual situação em que se encontra a Serra Pelada no Estado do Pará. Região que desde a década de 1980 abrigou mais de 100 mil garimpeiros atrás das enormes jazidas de ouro que ali se encontram. Nas décadas de 1980-1990 foi um verdadeiro formigueiro de homens escavando desesperadamente o solo de Serra Pelada para encontrar o tão sonhado ouro.

O Câmera Record nos informa que nos anos iniciais do garimpo, cerca de 42 mil kg de ouro foram oficialmente retirados dali. Enquanto que mais 42 mil kg saíram ilegalmente, ou foram contrabandeados. Devido ao grande fluxo de homens para a lá, Serra Pelada chegou a abrigar 15 mil garotas de programas em centenas de cabarés. A festa dos garimpeiros estava feita.

O vídeo mostra a história de dois garimpeiros que ficaram milionários. O primeiro conseguiu uma fortuna de 58 milhões de reais (convertido em nossa moeda atual); o segundo, uma “pequena” quantia de 128 milhões. Detalhe: Ambos gastaram tudo em poucos anos, e estão na maior pobreza. Inclusive, o primeiro mora num barraco doado por um amigo.

Atualmente ainda existem 10 milhões de kg de ouro a serem encontrados em Serra Pelada. Os garimpeiros estão em pé de guerra com uma empresa canadense que tem o apoio do governo para explorar as jazidas de ouro ali existentes. Quem mais sofre é a população pobre da região, vítima da corrupção do Estado e do empreendimento capitalista-selvagem da Colossus, empresa do Canadá, que suga que nem um vampiro a riqueza da região e está pouco se lixando para o povo que ali habita.

Mistérios do Espaço: Alienígenas


A NatGeo enumera várias evidências que parecem mostrar a existência de vidas extraterrestres bacterianas em outros planetas e luas. Visto que já foi encontrada água em alguns deles. Se aqui em nosso planeta existem milhares de formas de vidas que vivem em lugares extremamente inóspitos, é bem possível que tipos de vidas semelhantes existam em outros lugares do sistema solar e noutras galáxias. É a ciência avançando e jogando por terra velhos paradigmas.

Quanto a polêmica sobre a possível existência de vida inteligente fora da Terra, um dos cientistas entrevistados, Seti Shostak (Ph.D em Astrofísica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia) diz:

“A menos que haja algo de muito miraculoso no nosso sistema solar e no nosso planeta, a vida deve ser algo muito corriqueiro, ou seja, deve haver vida em um grande número de planetas, e alguns deles devem ter dado origem à vida inteligente”. 

sábado, 26 de setembro de 2015

A Cor Púrpura



“Quem você pensa que é? [...] Olha só pra você – é negra, é pobre, é feia, é mulher. Você não é nada”.

Num filme sobre os negros no sul dos EUA no início do século XX, esse tipo de insulto covarde e racista era algo muito comum naquela cultura aonde “os de cor” eram considerados seres humanos inferiores. No entanto, esse insulto cruel foi dito por um negro nessa película. 

Esse filme denuncia o machismo, racismo e patriarcalismo vigentes na área rural estadunidense nas primeiras décadas do século passado. As mulheres negras, além de já estarem estigmatizadas pela sua condição fenotípica, ainda tinham que suportar os preconceitos e discriminação não apenas dos brancos racistas, mas dos seus próprios irmãos negros. Muitas eram tratadas que nem lixo, como meras empregadas, sempre prontas a satisfazer os desejos e caprichos egoístas de seus maridos. Ou na visão destes, seus “donos”.

Não obstante, o filme tem um final mui feliz e emocionante. Filme nota 10.

Link do filme:

http://megafilmeshd.net/a-cor-purpura/

O Mordomo da Casa Branca


“Qualquer homem poderia matar qualquer um de nós [negros] a qualquer momento e não ser punido por isso. A lei não estava do nosso lado. A lei era contra nós”. 

Mais um filmaço de primeira linha sobre o racismo e o movimento pelos direitos civis. Desta vez, o próprio protagonista do filme conta-nos a sua história de quase 30 anos como mordomo da Casa Branca. O racismo presente tanto nos seus corredores, como nas ruas americanas é historiado de uma maneira excepcional. O horrível e vergonhoso é saber que até o final da década de 1980 os negros que eram funcionários da Casa Branca tinham os seus salários bem mais baixos que os brancos, mesmo ocupando as mesmas funções.

A luta pelos direitos civis nas décadas de 1960-1980, o surgimento dos Panteras Negras”, as ideias de não violência de King e Gandhi, também faz parte de quase todo o enredo, com a culminância do então primeiro negro chegando a presidência na pessoa de Barack Obama.

É um belo filme. Infelizmente a história não é linear. Pode haver descontinuidades nesse processo de igualdade entre as pessoas. O racismo e a discriminação ainda existe.

Link do filme:

http://megafilmeshd.net/o-mordomo-da-casa-branca/

Selma: Uma Luta Pela Liberdade

E o que dizer dessa película? Um extraordinário filme sobre a luta pelos direitos civis dos afro-americanos na década de 1960, liderados pelo Reverendo Martin Luther King. De acordo com os arquivos da época, o roteiro vai sendo trabalhando especificamente nos acontecimentos ocorridos na pequena cidade de Selma, no Alabama, um dos Estados mais racistas e segregacionistas dos EUA.

King com audácia, intrepidez e inteligência moral não esmorece diante da cruel e injusta oposição enfrentada para que os negros tivessem os seus plenos direitos eleitorais garantidos. 

O que mais me chamou à atenção na trama foram os vários diálogos que o King teve com o Presidente Johnson, para que este outorgasse uma lei favorável e eficiente a favor dos direitos civis reivindicados pela comunidade negra. O que foi negado inúmeras vezes pelo Presidente.

Não obstante, usando de táticas pacifistas de não-violência, King e seus companheiros conseguiram reunir uma grande massa populacional de negros e brancos, para marcharem e protestarem por mais igualdade e mais justiça social. Felizmente, apesar de muitas mortes, cárceres, torturas e humilhações, o então Presidente concede em 1965 o direito de voto irrestrito aos negros em todas as esferas públicas.

É um filme de primeira grandeza. King foi um exemplo de ser humano, que colocou a sua vida para servir e não para ser servido. Não ganhou o Prêmio Nobel da Paz à toa. Como sabemos, infelizmente, foi assassinado em 1968. Mas seu lindo e inestimável legado permanece. Esse, sim, um verdadeiro Profeta. E não somente ele, mas todos os que lutaram para colocar em evidência a VERDADE de que ser humano nenhum é superior ou inferior ao outro apenas pela melanina a mais ou a menos que possui.

Link do filme:

http://megafilmesonline.net/selma-uma-luta-pela-igualdade-legendado/

A História da Matemática: Os Gênios do Oriente


Formidável documentário sobre a matemática chinesa, revelando as descobertas e criatividades aritméticas que o império chinês realizou milênios antes do ocidente. Os matemáticos chineses elaboraram um método para um imperador transar com as 121 mulheres de seu harém em apenas 15 dias. Haja ENERGIA!

 A Índia também é apresentada como uma precursora da matemática moderna. O vídeo comenta:

“Podemos nunca saber como os indianos criaram os seus sistemas numéricos. Mas sabemos que eles o refinaram e o aperfeiçoaram, criando os ancestrais dos nove numerais que usamos por todo mundo hoje. Muitos classificam o sistema de contagem indiano como uma das maiores inovações intelectuais de todos os tempos. Se desenvolvendo o mais próximo do que podemos chamar de uma linguagem universal”.

O tão importante ZERO (0) surge na matemática indiana. Eis um grande legado para a Matemática. Uma revolução para ela. Os chineses, mesopotâmios, gregos e egípcios não chegaram a conceituar esse número.

É provável que o sistema religioso da Índia os tenha auxiliado na conceituação do ZERO (0). As suas abstrações sobre o NADA e a ETERNIDADE, parecem ter ajudado na formulação do ZERO (0). Isso possibilitou grandes avanços matemáticos. =D Lembrando que outras abstrações matemáticas de suma importância foram criadas pelos indianos.

A Construção Social da Cor



BARROS. José D' Assunção. A Construção Social da Cor. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009. 

Quase um ano lendo esse livro. Faltavam-me os dois últimos capítulos. Enfim, terminei. Um livraço escrito por um dos Historiadores mais destacados do Brasil. José Barros possui Doutorado e Mestrado em História Social pela Universidade Federal Fluminense, com uma Graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Nessa obra, ele trabalha dois conceitos relacionados à escravidão no Brasil, no qual o negro era visto e tratado (maltratado) no início da escravidão, sob o víeis da “diferença”, e a partir dos discursos abolicionistas do século XIX, há um deslocamento do eixo da “diferença negra” para o eixo da “desigualdade negra”. Sendo este último, pelo menos em teoria, menos maléfico e mais humano. 

Esclarecendo melhor esses dois termos chaves em toda a sua obra, Barros vai destacar que a escravidão do negro africano debaixo das coordenadas da “diferença”, olha o negro como um ser inferior e rebaixado no plano ontológico. O negro é naturalmente um ser humano (isso, se ele for um ser humano mesmo) de segunda, terceira... categoria. Ou seja, a legitimação para escravizá-lo, dar-se por ele ser “diferente”. Não tem o mesmo status de “ser” do homem “branco” europeu, “civilizado” e “cristão”. Portanto, ele PODE ser propriedade do homem “branco”. 

Enquanto que o discurso da “desigualdade” via o negro escravizado, não como um ser humano menos hábil, menos inteligente e menos digno que a sociedade “branca” que o oprimia. O negro estava sendo escravizado, devido a sua situação de “desigualdade” construída sob as contingências históricas (guerras, apresamento, etc) da qual ele infelizmente foi a vítima. Não era um dado da natureza, ele ser tratado como um animal irracional. 

O autor percebe que a partir da segunda metade do século XIX começa a se construir uma mudança gradual no plano das ideias da sociedade brasileira em relação a esses dois polos (Diferença e Desigualdade). Os discursos abolicionistas viriam a eliminar a ideia de “diferença” e discutir a escravidão sob o conceito da “desigualdade”. Isso pode parecer irrelevante, mas Barros mostra o quanto essa mudança de paradigma foi importante para a emancipação negra.

“Trata-se, enfim, de trazer a questão do plano de contrariedades das ‘diferenças escravas’ para o plano das ‘desigualdades escravas’, pois é somente neste plano que pode ser estabelecida efetivamente uma ação social com vista a amenizar, diminuir ou mesmo eliminar as injustiças sociais”. 
P. 150.

“[...] o deslocamento discursivo que conduz a questão escrava da coordenada das diferenças ao eixo enviesado das desigualdades seria precisamente a obra dos abolicionistas destas décadas [1870-1880] particularmente efervescentes”. P. 162-163.

Quando a sociedade passar a ver o negro não como um ser “diferente”, mas, sim, como um ser que está numa situação “desigual”, a porta para a abolição começa a se abrir lentamente. 

Lembrando que o discurso legitimador da escravidão sob a ótica da "diferença", tinha o aval da igreja católica. 

"A noção de uma África selvagem e a ideia de uma humanidade negra mais atrasada começavam a se entrelaçar no imaginário que deveria dar suporte à empresa do tráfico negreiro e à exploração impiedosa de uma nova força de trabalho submetida às mais degradantes condições, tudo com as devidas bênçãos papais”. P. 43. 

A castração dos direitos inalienáveis dos africanos, infelizmente estava na pauta do papa e da igreja. Sem dúvida um triste e vergonhoso momento do catolicismo romano, que a exemplo das grandes companhias da época, almejava ganhar muito dinheiro nas novas terras conquistadas.

"A BULA ROMANOUS PONTIFEX, ditada por Nicolau V, em 1454, autorizava a exploração escrava de pagãos, fossem nativos ou africanos. Em 1537, em uma BULA PAPAL promulgada por Paulo III, a Igreja desaconselha a escravidão indígena, mas CONSERVA posição de INDIFERENÇA com relação à escravidão negra".
 P. 43. (Enfase acrescentada). 

Outros assuntos são trabalhados e historiados esplendidamente pelo autor, mas por ora, essa dicotomia apresentada, me chamou bastante atenção. Ela é o fio condutor de toda a obra. 

A História da Matemática: A Linguagem do Universo



Nesse documentário, a matemática egípcia, babilônica e grega é belamente analisada, mesmo que superficialmente, mostrando a inteligência e sagacidade de alguns dos seus cidadãos que tiveram insights valiosíssimos que ajudaram a descobrir muitas leis matemáticas e consequentemente muitas leis do universo. 

“Durante milhares de anos, sociedades por todo mundo, descobriram que uma disciplina mais do que outras, guarda certo conhecimento sobre as realidades fundamentais do mundo físico – essa disciplina é a matemática”.

E nos intricados momentos históricos dessa disciplina, se encontra, talvez o maior dos filósofos. 

“Apesar de pensarmos nele (Platão) hoje como filósofo, ele foi um dos estudiosos mais importantes da matemática”. 

“Platão foi arrebatado pela visão de mundo pitagórica, e considerava a matemática, a pedra fundamental do conhecimento. Algumas pessoas diziam que Platão provavelmente foi a figura mais influente da matemática grega em nossa percepção. Ele dizia que a matemática é uma forma importante de conhecimento, e que tem relação com a realidade. Então conhecendo [a] matemática, sabemos mais sobre a realidade”. 

“Em seu diálogo ‘Timeu’, Platão propunha a teoria de que a geometria é a chave para se desvendar os segredos do universo. Uma visão ainda mantida por cientistas hoje”. 

Como explicar a exatidão da aritmética com os seus complexos números, frações, teoremas e etc? Por que o sucesso epistemológico dela é tão evidente? 

“Teorias científicas foram derrubadas de uma geração para outra, mas os teoremas e os elementos são os mesmos de 2000 anos atrás”.

“Quando você para pra pensar, é realmente incrível, que ensinamos os mesmos teoremas, talvez de uma maneira um pouco diferente, ou organizados diferentes. Mas, a geometria euclidiana ainda é válida, e mesmo na matemática avançada, quando se trata de grandes espaços dimensionais, ela ainda é utilizada”.   

Quando vejo esse tipo de vídeo, expondo a Matemática e a sua precisão em decifrar e explicar o universo, não paro de pensar em como isso é um problema para os atuais paradigmas da Sociologia e Antropologia. Paradigmas que tem uma verdade inabalável de que tudo é um constructo social. É uma contradição ingênua, que os seus proponentes parecem não perceber. 

Se a Matemática fosse apenas um construto social não fincado na realidade do universo, não teríamos chegado as grandes descobertas cientificas e tecnológicas que temos hoje. 

Entendendo a Crise de 29



Um bom documentário com ótimas imagens dos anos 1920 e 1930, trazendo à luz, os fatos que culminaram na crise 1929. Onde a população estadunidense se viu de um dia para o outro numa situação de pleno desespero devido à derrocada dos seus investimentos na bolsa de valores. 

“Sem aviso, a bolsa estourou. A festa acabou”.

Todo o otimismo, consumismo, vaidades, futilidades e promessas de um país sem pobreza, caíram por terra no final dos anos 20 e início dos anos 30. Para aplacar esse pesadelo, não adiantou muita coisa, os EUA exigirem o pagamento dos países europeus que lhes deviam milhões. Estes, ainda estavam se recuperando das perdas financeiras advindas da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

A situação norte-americana, de acordo com o vídeo, era esta:

“9 mil bancos quebraram ou fecharam as portas. 100 mil empresas faliram. O produto interno bruto foi reduzido de 80 bilhões dólares em 1929 a metade (40 bilhões, em 1932). O desemprego aumentou de 3,2% para 25%. Pelo menos 1 em cada 4 trabalhadores não tinha emprego. A violência cresceu nas cidades americanas. Grupos de cidadãos americanos atacaram autoridades locais, por falta de assistência do governo. A população fez manifestações contra o pagamento de aluguéis e passeatas contra a fome”. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Ciência e religião podem caminhar juntas?

Quando aluno no curso de História, tive um Professor religioso às avessas. Um ateu fundamentalista, inveterado e chato. A disciplina que ele iria lecionar nada tinha a ver com religião ou coisa parecida. Mas logo de cara, na primeira aula, ele quis mostrar para o que veio. O seu objetivo era incutir o ceticismo ateu na mente dos discentes, lançando dúvidas contra a fé religiosa.

Pois bem, o tiro saiu pela culatra, na segunda aula, entreguei a todos os alunos e ao Professor, um pequeno e simples, alias, muito simples texto, que confrontava as suas ideias, expostas em seu primeiro encontro conosco. Na verdade, eu mais citei autores do que escrevi. No entanto, foi o suficiente para refutar com muita facilidade o que ele esbravejou com ares de vitória. 

Não que eu não seja um crítico da religiosidade alheia, visto que no meu modo de ver o mundo, as pessoas acreditam num monte de besteiras e coisas tolas (inclusive eu, talvez). Mas devo reconhecer que o sentimento religioso e moral é inato ao ser humano, onde quer que ele habite. Parece que o reformador João Calvino tinha razão quando escreveu em sua A Instituição da Religião Cristã:

"[...] desde o começo do mundo, nenhuma cidade, nenhuma casa existiria que pudesse carecer de religião. Nisso há uma tácita confissão; está inscrito no coração de todos um sentimento de divindade”. P. 43. [1]

O texto:

É possível ser religioso, acreditar em Deus, e mesmo assim, ainda ser um verdadeiro cientista; um verdadeiro intelectual? Muitos ateus dirão que é impossível ser religioso e um verdadeiro acadêmico ao mesmo tempo. Mas será que isso procede? O verdadeiro intelectual precisaria se despojar dos seus “mitos” religiosos para só assim enveredar pelos caminhos do academicismo? Pois bem, vejamos o que alguns cientistas e filósofos com as mais altas credenciais acadêmicas dizem sobre assunto.

James Tour, Cientista Infinitesimal, Professor do Departamento de Química e do Centro de Ciência e Tecnologia em Escala Infinitesimal da Universidade Rice. Doutor em Química Orgânica pela Universidade Purdue e Pós-Doutorado na Universidade Stanford e na Universidade de Wisconsin.

“Fico extasiado com Deus em virtude do que ele tem feito por meio de sua criação. Somente um principiante que nada sabe sobre ciência diria que a ciência prejudica a fé. Se você realmente estudar a ciência, ela o levará para mais perto de Deus.” P. 153. [2]

Antony Flew, Ph.D em Filosofia, foi considerado por muitos, o maior Filósofo ateu da história. Ensinou nas Universidades de Oxford, Aberdeeny, Keele e de York.

“A ciência, como ciência, não pode fornecer um argu­mento a favor da existência de Deus. Mas as três pe­ças de evidência que analisamos neste livro — as leis da natureza, a vida com sua organização teleológica e a exis­tência do universo — só podem ser explicadas à luz de uma Inteligência que explica tanto sua própria existên­cia, como a existência do mundo. A descoberta do Divino não vem através de experimentos e equações, mas por uma compreensão das estruturas que eles revelam e mapeiam.

Agora, tudo isso pode parecer abstrato e impessoal. Alguém pode perguntar como eu, como pessoa, reajo a essa descoberta de uma suprema Realidade que é um Espírito onipresente e onisciente. Volto a dizer que mi­nha jornada para a descoberta do Divino tem sido, até aqui, uma peregrinação da razão. Segui o argumento até onde ele me levou, e ele me levou a aceitar a existência de um Ser auto-existente, imutável, imaterial, onipoten­te e onisciente.” P. 135. [3]

Marcos Eberlin, é Presidente da Sociedade Internacional de Espectrometria de Massas e membro da Academia Brasileira de Ciências, Professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e autor de mais de 300 artigos científicos com mais de três mil citações. Realizou Pós-Doutorado na Purdue University, Estados Unidos, e orientou diversos Mestres, Doutores e Pós-Doutores.

“Como químico, estudo a arquitetura da matéria, como foram formados os átomos, as moléculas, quais são as leis que regem o mundo atômico e molecular e suas transformações. Percebo, então, em uma dimensão atômica e molecular, como Deus é realmente um Ser de suprema inteligência e elegância, o Arquiteto, o Artista sem-par. Nessa dimensão, percebo uma riqueza extraordinária de detalhes, uma arquitetura constituída das mais diferentes formas geométricas, lindas, harmônicas, periódicas, perfeitas. Como a água, com sua estrutura angular simples, mas única, que rege suas propriedades também únicas, impressionantes, e que forma lindos cristais de gelo, de um design sem igual.” [4]

Patrick Glynn, ex-ateu, estudou Literatura, Filosofia e História em Harvard e Cambridge, chegando ao título de Ph.D.

“Hoje, os dados concretos apontam fortemente na direção da hipótese de Deus [...] Os querem opor-se a ela não tem nenhuma teoria testável para apresentar, somente especulações sobre universos não vistos tecidas por uma fértil imaginação científica [...] Ironicamente, a imagem do universo legada a nós pela ciência mais avançada do século XX está, mais próxima em seu espírito da visão apresentada pelo livro de Gênesis do que qualquer coisa oferecida pela ciência desde Copérnico.” P. 106. [5]  

Owen Gingering, Astrônomo da Universidade de Harvard.

“O universo foi criado com intenção e propósito, e que tal crença não interfere no empreendimento científico.” P. 59. [6]

Alister McGrath, Ph.D em Biofísica Molecular e Ph.D em Teologia Histórica na Universidade de Oxford. Joanna McGrath, estudou Psicologia Experimental na Universidade de Oxford com especialização em Neuropsicologia Clinica. É Professora de Psicologia da Religião na Universidade de Londres.

"A maior parte dos cientistas descrentes que conheço são ateus por motivos outros que não sua ciência: eles trazem essas suposições para sua ciência, em vez de embasá-las em sua ciência." P. 61. [7]

Agora vejamos o que alguns Filósofos ateus ou agnósticos têm a dizer:

André Comte-Sponvile, Ateu e Professor de Filosofia na Universidade da França.

“Muitos dos nossos maiores intelectuais são ateus, inclusive nos Estados Unidos, muitos são crentes, inclusive na Europa. Isso confirma que nenhum saber – hoje tanto quanto ontem – pode decidir quem tem razão.

“Das três ‘provas’ clássicas da existência de Deus [prova ontológica, cosmológica, físico-teológica], [a prova cosmológica]” é a única que me parece forte, a única que, às vezes, me faz hesitar ou vacilar.” P. 73; 81-83. [8]

Bradley Monton, é Professor de Filosofia da Universidade do Colorado, em Boulder. Trabalhando na área da Filosofia da Ciência, Epistemologia Probabilística, Filosofia do Tempo e Filosofia da Religião.

“Defendo que é legítimo ver o design inteligente como ciência, que há alguns argumentos plausíveis para a existência de um criador cósmico, e que o design inteligente deveria ser ensinado nas aulas de ciência das escolas públicas.” [9]

Por essas citações, podemos chegar a conclusão de que a crença religiosa não é um obstáculo para o aspirante a acadêmico. O que acontece, é que nas Universidades sempre houve e sempre haverá acadêmicos crentes e não-crentes. Se existem Ph.Ds e Pós-Doutorados ateus e agnósticos, também existem pessoas do mesmo calibre intelectual que afirmam crer na existência de alguma divindade.

Poderíamos citar os filósofos, Richard Swiburne, da Universidade de Oxford; Alvin Plantinga, da Universidade de Notre Dame; os físicos, John Polkighorne, da Universidade de Cambridge; Frank Tipler, do MIT – todos acadêmicos religiosos! Entre os historiadores, temos John Woodbrige, Ph.D pela Universidade de Toulose, na França; Edwin Yamauchi, da Universidade de Princeton. Entre os cientistas brasileiros, podemos citar a Márcia de Oliveira, Ph.D em Microbiologia pela USP, Cláudia Aparecida Alves, Ph.D em Biotecnologia Estrutural pela USP. E o que dizer do grande educador Paulo Freire?! Portanto, é TOLICE a ideia de que a crença em Deus tem de ser abandonada para se fazer boa ciência. As pessoas que afirmam tal bobagem desconhecem os fatos.

É sabido que foi exatamente a crença em Deus que impulsionou o avanço da ciência. A ciência moderna nasce dentro de um contexto teológico. Galileu, Kepler, Newton, e tantos outros eram teístas convictos. Era exatamente a crença em Deus que tornava o mundo inteligível e pronto para ser estudado e analisado. Alister McGrath, diz que 

“[...] a ideia da criação do mundo por Deus oferece motivação fundamental para a pesquisa científica [...] a crença religiosa tem tanto incentivado como encorajado o surgimento das ciências naturais”. P. 71-72, 73. [10]

Diante do que já foi exposto. Será um suicídio intelectual mesmo acreditar em Deus? Por quê? Por quê hoje nós já sabemos que tudo é uma construção social, inclusive a crença em Deus, diriam muitos sociólogos! Mas será mesmo? Será que tudo é um construto social? Na verdade, o que muitos filósofos acertadamente afirmam, é que essa tese de que tudo é um construto, está mais para um postulado metafisico e dogmático que não pode ser provado. Pois se essa tese for “verdade”, a própria afirmação (tudo é um construto social) também é fruto de uma construção social condicionada ao meio em que foi formulada! Não é uma afirmação objetivamas construída socialmente. E, portanto, não tem mais valor do que a afirmação dos “religiosos atrasados”, de que Deus existe!

Referências

1 - CALVINO, João. A Instituição da Religião Cristã. Tomo I, livros, I e II. São Paulo: UNESP, 2008.

2 - STROBEL, Lee. Em Defesa da Fé. São Paulo: Vida, 2002. 

3 - FLEW, Antony. VARGUESE, Roy Abrahan. Deus existe: As Provas Incontestáveis de um Filósofo que não Acreditava em Nada. São Paulo: Ediouro, 2008.


5 - STROBEL, Lee. Em Defesa da Fé. São Paulo: Vida, 2002. 

6 – MCGRATH, Alister. MCGRATH, Joanna. O Delírio de Dawkins. São Paulo: Mundo cristão, 2007. 

7 - MCGRATH, Alister. MCGRATH, Joanna. O Delírio de Dawkins. São Paulo: Mundo cristão, 2007. 

8 - COMTE-SPONVILE, André. O Espírito do Ateísmo. São Paulo: Martins Fontes, 2007.


10 - MCGRATH, Alister. Fundamentos do Diálogo Entre Ciência e Religião. São Paulo: Loyola, 2005.