quinta-feira, 8 de outubro de 2015

As Raízes Teológicas da Ciência Moderna

Ateus e antirreligiosos desinformados ou de má fé, sempre estão gritando aos quatro cantos que a ciência e a fé estão em constante e sangrento conflito histórico. Nada de argumentar contra eles, deixarei que os próprios Cientistas, Filósofos e Historiadores falem. Sei que mesmo assim, a maioria dos revoltados ateus e odiadores do divino vão continuar berrando. Que berrem, então. 

Peter Harrison, Ph.D em História da Religião pela Universidade de Queensland e Mestrado nas Universidades de Yale e Oxford. É Professor de Ciência e Religião na Universidade de Oxford. Membro da Academia Australiana de Ciências Humanas. Foi Professor visitante das Universidades de Yale, Princeton. Também lecionou História e Filosofia na Universidade de Bond na Austrália.

Talvez a ciência não houvesse surgido no ocidente se não fosse por uma série de convicções religiosas sobre como o mundo seria. De que, por exemplo, o mundo seria governado por um legislador racional, uma divindade que havia estabelecido leis matemáticas, assegurando assim, a ordem no mundo. Assim, a própria ideia de que o mundo é um lugar racionalmente inteligível origina-se, pelo menos para essas pessoas, da ideia de que haveria um Deus que estabeleceu essa ordem. (1)

Stanley L. Jaki, Ph.D em Física pela Fordham University, com Pós-Doutorado em Filosofia da Ciência na Universidade de Stanford e de Princenton, EUA. Foi Professor de Física na Universidade de Seton Hall, New Jersey. Também foi Professor da Universidade de Oxford, Inglaterra.

A pesquisa científica só encontrou terreno fértil para desenvolver-se quando a fé em um criador pessoal e racional conseguiu penetrar totalmente em uma cultura inteira, começando com os séculos da Idade Média Alta. Foi essa fé que forneceu, em medida suficiente, crença na racionalidade do universo, confiança no progresso e avaliação no método quantitativo – todos esses indispensáveis à pesquisa científica. (2)

Ariel A. Roth, Ph.D em Biologia pela Universidade de Michigan, membro da Sociedade Americana de Geologia e membro da Sociedade de Geologia Sedimentar.

Os princípios de nossa ciência moderna emergiram de um paradigma intelectual em que Deus representa uma figura dominante. (3)

Paul Davis, Ph.D em Física pela Universidade de Londres. É Professor de Filosofia Natural no Centro Australiano de Astrobiologia na Universidade de Macquaire. No Reino Unido ganhou a Kevin Medal and Prize em 2001 pelo Instituto de Física e o Prêmio Michael Faraday de 2002 pela Royal Society.

As razões que determinaram que tenha sido a Europa a dar à luz a ciência são complexas, mas têm certamente muito a ver com a filosofia grega e a sua noção de que os seres humanos podiam alcançar uma compreensão do modo como o mundo funciona por intermédio do pensamento racional, e com as três religiões monoteístas — o judaísmo, o cristianismo e o islamismo — e a sua noção de uma ordem na natureza, ordem essa que era real, legiforme, criada e imposta por um Grande Arquitecto.

Apesar de a ciência ter começado na Europa, é universal e está agora à disposição de todas as culturas. Podemos continuar a dar valor aos sistemas de crenças das outras culturas, ao mesmo tempo que reconhecemos que o conhecimento científico é algo de especial que transcende a cultura. (4)

Ronald Numbers, Ph.D em História da Ciência na Universidade da Califórnia, Berkeley. Professor de História da Ciência e da Medicina na Universidade de Wisconsin-Madison.

O maior mito da história da ciência e da religião assegura que estes dois campos têm existido em um estado de constante conflito.
 (5)

Willian Lane Craig,  Ph.D em Filosofia pela Universidade de Birminghan, na Inglaterra, membro de nove Sociedades Acadêmicas, dentre as quais estão a Associação Filosófica Americana, Sociedade Americana de Religião e o Instituto de Filosofia da Universidade de Louvain, na Bélgica.

Os historiadores da ciência agora reconhecem o papel indispensável exercido pela fé cristã no crescimento e desenvolvimento da ciência moderna. [...] De fato nos últimos vinte e cinco anos do século XX, tem acontecido um diálogo próspero entre a ciência e a teologia na América do Norte e Europa [...]. O diálogo entre ciência e teologia tornou-se tão significante em nossos dias que as Universidades de Cambridge e a Universidade de Oxford criaram cátedras em ciência e teologia.
 (6)

John Lennox, Professor de Matemática e Filosofia da Ciência na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

De passagem, nós devemos observar que a crença em Deus como Criador, longe de inibir a descoberta das leis da natureza, foi, historicamente, uma das principais motivações na busca por elas. (7) 

Benjamim Wiker, Ph.D em Filosofia na Universidade Vanderbilt, na Alemanha. Foi Professor da Marquette University, Universidade de Saint Mary of Minnesota, Thomas Aquinas College e a Universidade Franciscana de Steubenville.

Sem dúvida, o mito mais persistente sobre a relação da ciência com a religião em geral, e ao catolicismo em particular, é que sempre foram, são agora, e serão para sempre trancados em um antagonismo fundamental. (8)

Ernest Lucas, Ph.D em Química na Universidade de Kent; Ph.D em Estudos Orientais na Universidade de Liverpool; Pós-Doutorado em Bioquímica pela Universidade da Carolina do norte, EUA; Mestrado em Química pela Universidade de Oxford, Inglaterra.

Os fundadores da ciência moderna baseavam-se inteiramente em conceitos cristãos para acreditar na razão e em sua capacidade de entender a natureza. Isso pode soar estranho hoje, quando muitas pessoas têm a impressão de que a ciência e o cristianismo são rivais em alguns aspectos. Entretanto, ao longo dos últimos cinquenta anos, os historiadores e os filósofos da ciência vêm tornado cada vez mais claro que a ciência moderna deve muito ao cristianismo. (9)

Roger Trigg é Professor de Filosofia da Warwick University, Presidente Fundador da Associação Filosófica Britânica e Presidente Fundador da Sociedade Britânica para a Filosofia da Religião, da qual é atualmente Vice-Presidente. Foi Presidente da Sociedade Europeia para a Filosofia da Religião.

Os primeiros brotos da ciência moderna surgiram da crença de que há uma racionalidade intrínseca ao universo físico, em virtude de sua criação pela própria fonte de toda razão. Se a Razão permeia todo o universo, e nós fomos contemplados com uma participação nessa razão, podemos esperar compreender, ao menos de um modo limitado, como o universo funciona. [...] aqueles que pavimentaram a estrada para a ciência moderna tanto respeitavam a razão, como criam que a sua importância se assenta em sua conexão com a mente do Criador. [...] A sua crença em Deus deu-lhes a confiança de que o mundo físico, com toda a sua complexidade e vasta extensão, poderia ser compreendido. [...] Como matéria de fato histórico, a ciência moderna se desenvolveu a partir de uma compreensão do mundo como Criação ordenada por Deus, tendo a sua própria racionalidade inerente. (10)

REFERÊNCIAS

1 - Documentário O Teste da Fé, da editora Ultimato, 2013.

2 – BOA, Kenneth; BOWMAN, Robert. 20 evidências de que Deus existe. Rio de Janeiro: CPAD, 2011. P. 196. 

3 – ROTH, Ariel. A Ciência descobre Deus. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira (CPB), 2010. P. 23.



6 – CRAIG, Willian Lane. Quem criou Deus? Orgs. Ravi Zacharias e Norman Geisler. São Paulo: Reflexão, 2014. P. 52, 53, 54.

7 - GOODING, David; LENNOX, John. Cristianismo: Ópio do Povo? Porto Alegre: A Verdade, 2013. P. 46.


9 – LUCAS, Ernest. Gênesis hoje. São Paulo: ABU, 2005. P. 20-21.

10 - http://www.stedmunds.cam.ac.uk/faraday/resources/Faraday%20Papers/Faraday%20Paper%202%20Trigg_PORT.pdf

A Educação Proibida


Tudo bem que os nossos sistemas didático-pedagógicos são defasados e defeituosos. A maneira tradicional de se avaliar o desenvolvimento cognitivo do alunato muitas vezes é injusta, e carece de critérios mais coerentes e adequados.

Porém, não é o melhor caminho substituir o sistema vigente, por esse sistema contraditório e relativista proposto por esse documentário. De maneira análoga, não é porque o sistema capitalista tem os seus defeitos (que não são poucos) que devemos aderir ao socialismo/comunismo.

Tive muita paciência pra terminar de assistir esse vídeo de mais de 2 horas e 20 minutos de puro sentimentalismo e psicologia barata. O sistema educacional apresentado é IRREAL e UTÓPICO. Na teoria é lindo e maravilhoso, mas na vida real é inviável e sem nenhuma lógica.

Meu amigo Pedro Mendes, Professor formado e com Especialização em Ciência da Religião pela UERN, tem umas respostas bem afiadas contra esse sistema de educação:

A morte da cultura clássica, a elevação da baixaria, da indisciplina em sala de aula e o analfabetismo funcional são consequências diretas do modelo de educação adotado no Brasil nos anos 80, cujo patrono é o aclamado Paulo Freire... O professor, em qualquer área que atue, está sendo obrigado a se enquadrar nesse modelo macabro, o que implica dizer que ele não pode censurar o erro, que, por sua vez, deixa de ser erro, para não contrariar o aluno, nem traumatizá-lo. Não há espaço para o pensamento crítico, nem juízo de valor por parte do professor, que está obrigado pedagogicamente a elogiar as ações mais desengonçadas dos alunos...

Ele continua:


Os professores de educação física, por exemplo, devem elogiar as péssimas atuações dos alunos na prática esportiva para não expor os alunos a algum tipo de vexame. Os professores de Ensino Religioso, no meu caso, devem considerar todo tipo de bizarrice, mesmo que seja um ritual com fezes de animal, como riqueza cultural, tudo isso em nome da diversidade cultural e religiosa. Com exceção, é claro do cristianismo, já que este sustenta a cultural ocidental opressora. Os de português devem ter muito cuidado com o preconceito linguístico, não importa a priori a ortografia, a escrita, se o aluno se fez compreendido, por que censurar? Por que corrigir? E os professores de história? hehehe... cuidado com o que diz sobre a escravidão, a colonização e os indígenas...

O Jefferson C. Gois, escreveu uma resposta fantástica nos comentários do vídeo no Youtube, mas ela foi retirada. Felizmente consegui salvar a tempo. Ele escreve:

Tenho que discordar da maioria, pois em minha opinião a escola deve ensinar a ciência elementar, com os mesmos critérios e métodos para todo os alunos, através de currículo estabelecendo linearmente o começo, meio e fim.

O comportamento social e moral deve ser ensinado pela família, no critério da mesma, e indiretamente pela sociedade por via da experiência cotidiana. O primeiro prima pela teoria o segundo pela prática.

A formação cultural diversificada ou aprendizado experimental deve ser da iniciativa de cada um, por toda a vida, sendo na forma autodidática, extensiva por cursos ou dentro de institutos na carreira acadêmica.

O documentário trás uma linha revolucionária de proposta não somente ao sistema de educação atual, mas também possui o sociologismo como viés. A sociedade e a educação são sistemas integrados, simbióticos. O modelo atual, claramente direcionado pelas corporações empresariais, produziu todo o progresso dos séculos XIX e XX, sendo a idade de ouro das ciências. Propiciou a tecnologia que foi necessária para viabilizar a Internet e este vídeo, que trata essa mesma educação que o tornou possível, praticamente como sendo uma forma de violência psicológica execrável.

Uma nova educação deveria ser o epílogo de uma nova sociedade, o inverso não traria a paz como foi dito, mas, causaria revoluções e guerras pela quebra de paradigma de uma geração que não estaria adequada ao modelo sócio-econômico vigente.

A mensagem que não está clara no documentário, mas que fica subentendida é sobre qual sociedade está sendo proposta pelos idealizadores, e indiretamente, qual o modelo econômico que fará esta nova educação viável. Estas questões necessitam de respostas antes da adesão entusiasmada daqueles que pensam em alterar todo o sistema de ensino.

Minha instrução elementar foi adquirida através do sistema atual e não me senti mais desbastado criativamente dentro dele, do que sou por ação das oligarquias política, cultural e econômica da vida cotidiana. Esta barreira não será removida pelo grau de instrução ou por outra metodologia educacional. Trata-se da origem social de nascimento, como se houvesse um teto máximo alcançável para determinada geração da linha familiar. A família longilínea gera herança, riqueza, poder e liberdade que são fatores desagregadores da família e equilibram o conjunto da sociedade ao decorrer das gerações. Como já mencionei, a família tem um dever na educação comportamental e moral, aqui justifico esta necessidade.

Todavia, mais do que esperar do governo ou da escola, individualmente devemos tomar a iniciativa de nossa própria formação através do complemento educacional extracurricular, cursos diversos, assim como a via autodidata e experimental que jamais foram tão acessíveis como nos dias de hoje.

Atlântico Negro: Na Rota dos Orixás



Excelente documentário realizado pela TV Brasil, sobre a relação da religiosidade brasileira com o misticismo africano trazido pelos negros escravizados. À relação do nosso país com o reino do Daomé, atualmente, o Benin, é muito forte devido aos descentes dos ex-escravos habitarem nesse lugar. 

Muitos escravos quando de sua libertação voltaram para a África e ali fincaram morada. Voltaram ao continente de seus antepassados. E seus descendentes atuais, mesmo não sabendo falar português e nunca terem vindo ao Brasil, se consideram brasileiros. O amor que eles têm pelo Brasil é imenso.

A religiosidade africana no Brasil é mostrada em São Luís e na Bahia. Gostemos ou não, o culto aos orixás e voduns está atrelado à vida de muitos brasileiros. O legado africano nesse quesito está extremamente alicerçado em nosso país. Está presente na musicalidade, artes, lugares e etc.

Eu mesmo oscilo em acreditar ou não nessas supostas manifestações mediúnicas que ocorrem nesses terreiros. Podem ser verídicas. E se o forem, a grande questão é: São manifestações do bem ou do mal? Ou podemos ir por uma terceira via (no momento não sei qual), e não adentrarmos nesse maniqueísmo de Bem X Mal? O vídeo diz:

O culto dos voduns e dos orixás foi muito marginalizado no Ocidente. O vodun quase sempre aparece associado ao mal; a feitiçaria. Raramente é apresentado em suas expressões religiosas originais. 

Mesmo tendo minhas críticas a essas religiões, tenho que levar em conta o que os próprios adeptos dessas expressões religiosas dizem. É difícil se desvincular de nossas visões construídas durante toda uma vida. 

Mas talvez, essa apresentação das expressões religiosas originais tenham sido mal interpretadas pelos seus adeptos. Esse pode ser X da questão. É isso que os cristãos dizem a séculos aos seguidores dos voduns e orixás. Argumentam de maneira desajeitada e desamorosa, é verdade. Eles acreditam que os "macumbeiros" estão iludidos e enganados por essas supostas entidades que cultuam. Por isso, as apresentam da maneira que sua religião as vê. Como demônios e espíritos enganadores. 

Dança das Cabaças: Exu no Brasil


Seria ele o diabo, o capeta, o tinhoso? Essa é a classificação que parte da tradição judaico-cristã lhe atribui. Isso deixa os seus adoradores bastante chateados com essa designação negativa. Dizem que os cristãos estão sendo injustos e não entendem o papel desse orixá em seus cultos. De forma similar muitos dos estudiosos “politicamente corretos”, dentre eles, sociólogos, antropólogos, historiadores e cientistas da religião, se doem quando os protestantes afirmam que as religiões afro são coisas do tinhoso.

Porque será que eles saem furiosamente em defesa dessas religiões, se muitos deles são ateus ou agnósticos? Seria um senso de “justiça” que pulsa em suas mentes, e assim, eles se veem incumbidos de defender essas religiões oprimidas pelo homem branco, mau, opressor e etnocêntrico?! Ou será porque essas manifestações afros rompem com a moral judaico-cristã tão odiada por eles? 

A figura de exu, por exemplo, é de um ser amoral. Uma entidade que faz o que lhe solicitarem, se ele achar justo o que o seu pedinte tem a lhe oferecer. Isso entra radicalmente em choque com a moral cristã. A figura da pomba-gira (exu entidade, e não exu orixá), uma espécie de puta/rapariga/prostituta/rameira, é uma das entidades mais conhecidas e cultuadas em muitas dessas celebrações. Bom, não preciso nem dizer o que a moralidade cristã tem a dizer sobre isso. 

O Mestre em Geografia, Marcelo Alonso Morais, Umbadista e Pesquisador, escreve:

Esse caráter mutante em suas atitudes levou o colonizador europeu a associar o orixá Exu à figura do demônio cristão. [1]

Se muitos cristãos tem a concepção de que a figura de exu é um demônio, que assim o faça, e pouco se importem com o que os adeptos do candomblé/Umbanda/Macumba/Catimbó ou esses estudiosos achem disso. Visto que a cosmovisão construída na mente daqueles lhes dá a legitimação necessária para adjetivar qualquer manifestação espiritual que saia dos parâmetros estabelecidos pelo seu credo religioso como vinda do chifrudo.

De modo semelhante, os seguidores de exu, também podem demonizar, se assim acharem necessário, a religião cristã. Podem expor as contradições internas do credo cristão, visto que sua religiosidade tem ensinamentos e práticas contrárias ao cristianismo tradicional. Ambas são mutuamente excludentes. 

Guerra de visões religiosas, não são obrigatoriamente sinônimo de intolerância. Essa moda tão corrente hoje em dia do "politicamente correto", é muitas vezes a mais intolerante das ideias. Mas se os fieis de dada religião quer convencer e converter o adepto da religião oposta ao seu credo religioso, que tenha muito cuidado nas palavras e no seu comportamento perante a devoção alheia. Como não quero convencer ninguém a nada no âmbito da fé, não me preocupo muito em medir as palavras para me referir ao sentimento religioso de outrem. 

Liberdade religiosa e democracia é isso. 

REFERÊNCIAS

1 - MORAIS, Alonso Morais. Umbanda: Uma Religião Essencialmente Brasileira. Rio de Janeiro: Novo Ser, 2012. P. 43.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Design Inteligente: Um Pressuposto Fundamental e Primordial a Ciência


Palestra de Johannes Janzen (Ph.D e Mestre em Engenharia pela USP, Pós-Doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT) sobre os Pressupostos Filosóficos dos quais a Ciência DEPENDE.

Esses Pressupostos seriam:

- Faculdades Confiáveis
- Ordem Inteligível
- Lógica
- Matemática
- Verdade

Trabalhando rapidamente os dois primeiros, o Janzen não tem nenhuma dúvida de que o naturalismo não se adequa de forma alguma a eles.

Se nós somos o resultado do puro acaso irracional, sem uma Inteligência por trás, então, nossas capacidades intelectivas, se é que temos tais faculdades, não podem ser dignas de confiança. A IRRACIONALIDADE não pode resultar em RACIONALIDADE. A NÃO-INTECIONALIDADE não pode gerar INTENCIONALIDADE. Até Filósofos e Cientistas ateus se deram conta disso.

Thomas Nagel, ateu, Ph.D em Filosofia na Universidade de Harvard, escreve:

"O evolucionismo naturalista provê uma explicação de nossas capacidades [mentais] que mina a confiabilidade delas, e ao fazer isto, mina a si mesmo." [1]

O Janzen até mesmo menciona que o próprio Charles Darwin reconhecia isso. Aproveitei e peguei o dito reconhecimento de Darwin em um livro que tinha lido alguns anos atrás.

"Sempre surge a terrível dúvida se as convicções da mente humana, que se desenvolveram de animais inferiores, possuem algum valor ou são confiáveis afinal. Alguém confiaria na mente de um macaco, se é que há qualquer convicção em tal mente?" [2]

Quanto à ordem Inteligível do Universo, cabe à mesma pergunta: Como a natureza e o cosmos podem ser passíveis de serem estudados e escrutinados se são meros arranjos aleatórios e sem sentido algum? Na formação das galáxias e do nosso planeta não houve um processo guiado, mas uma cegueira total. Para os materialistas, não existe propósito no Universo, logo porque procurar o “como” das coisas?

Diante do que foi exposto na palestra em foco, esses dois Pressupostos Filosóficos dão uma SUSTENTAÇÃO ENORME a EXISTÊNCIA de um DESIGNER na criação de tudo. Sobretudo no que concerne ao labor científico, que só foi e é possível, porque esse Designer capacitou a nós (Faculdades confiáveis) e ao Universo (Ordem Inteligível).

REFERÊNCIAS:


2 – SIRE, James. O Universo ao Lado. São Paulo: Hagnos, 2009. P. 122.

O QUE NOS FAZ HUMANOS? Desafios Atuais na Compreensão da Mente Humana e suas Implicações para o Debate Evolução Versus DI


Assistindo mais uma palestra do I Congresso Brasileiro de Design Inteligente, o palestrante Marcos Romano (Psiquiatra pela UNICAMP, ex-Professor da PUC-Campinas, Especialista em Dependência Clínica pela UNIFESP e Especialista em Transtorno do Déficit de Atenção), de maneira pouco atraente e até mesmo atrapalhada, nos apresenta suas “pesquisas” sobre a dualidade Mente-Cérebro, como um empecilho ao materialismo rígido proposto pelos Neurocientistas.

Parecia uma apresentação de aluno no curso universitário de graduação, que se atém apenas aos slides. Percebe-se claramente que o conhecimento dele sobre o assunto é bastante superficial. Mesmo sendo Médico-Psiquiatra e palestrar com tanta empolgação, se reservou a comentar algumas obras que tratam do assunto, e não muito mais que isso. Aposto que o descontentamento foi geral na plateia.

Mas dá para extrair algumas coisas do que ele disse. A última obra do Thomas Nagel (Ph.D em Filosofia na Universidade de Harvard), Mente e Cosmos, é mencionada como uma bomba na visão reducionista materialista da Academia. É do conhecimento de todos, que Nagel é um ateu, mas surpreende a todos, reconhecendo nesse livro as deficiências epistemológicas e metafísicas do materialismo darwinista. Nagel diz:

Nós e outras criaturas com vida mental somos organismos, e nossa capacidade mental depende aparentemente de nossa constituição física. Portanto, aquilo que explicar a existência de organismos como nós deve explicar também a existência da mente. Mas, se o mental não é em si mesmo somente físico, não pode, então, ser plenamente explicado pela ciência física. E então, como vou argumentar mais adiante, é difícil evitar a conclusão que aqueles aspectos de nossa constituição física que trazem o mental consigo também não podem ser explicados pela ciência física. Se a biologia evolutiva é uma teoria física – como geralmente é considerada – então não pode explicar o aparecimento da consciência e de outros fenômenos que não podem ser reduzidos ao aspecto físico meramente. [...] Uma alternativa genuína ao programa reducionista [do darwinismo] irá requerer uma explicação de como a mente e tudo o que a acompanha é inerente ao universo. [1]

Romano complementa:

[...] Como pode a ideia de que a mente a humana ser produto da evolução ser um fato inquestionável? Não é. Não tem como. Nós não possuímos uma teoria científica séria que possa explicar os poderes e propriedades da mente humana.

Uma interessante questão que ele coloca, vem da sua área de atuação, a Psiquiatria, que vê a Esquizofrenia e a Bipolaridade como doenças do cérebro, mas se não existe a dualidade mente-cérebro, como pode, por exemplo, o esquizofrênico detectar o seu próprio delírio? Seria isso uma evidência de que a mente é distinta do cérebro?

[...] Mas se o cérebro e a mente são a mesma, que é o que eles [materialistas] alegam, como seria possível que o indivíduo pudesse perceber o seu delírio como delírio e não se deixar influenciar por ele?

REFERÊNCIAS:

Que é História?


CARR, Edward Hallet. Que é história? 10ª reimpressão. São Paulo: Paz e Terra, 2011.


A princípio quando olhamos para esse livro, com uma capa tão simples e sem graça, é muito fácil descartá-lo como uma obra obscura e sem muita importância. Porém, apesar da simplicidade da capa, o livro em si, não é nada simplista. Edward Hallet Carr, que foi Professor da Universidade do País de Gales e membro do Trinity College da Universidade de Cambridge, é referência sempre atual quando o assunto é Teoria da História.

Pela segunda vez estou lendo essa obra, e possivelmente daqui a alguns anos a lerei de novo. O Carr possui uma destreza formidável para tratar do relacionamento do Historiador com os Fatos, as Causas, os Juízos de Valores e o Progresso na História. Trabalha cada uma dessas facetas magistralmente, elucidando muitos pontos e deixando, é claro, muitas perguntas no ar. Todos esses temas são trabalhados única e exclusivamente para tentar responder à simples, porém, insolúvel pergunta: “O que é História?” 

Um olhar desatento pode chegar à conclusão de que o Carr é um relativista histórico. Mas essa interpretação dele não procede. Já vi alguns citarem partes isoladas desse livro do Carr, para evidenciar o pós-modernismo dele. O que é um erro. O Carr apenas enfatiza a subjetividade do Historiador diante de seu objeto de estudo (os Fatos), contrastando com a ênfase exagerada que os Historiadores do século XIX davam a objetividade do pesquisador na prática historiográfica. Ele não nega a objetividade do Historiador, apenas a coloca no seu devido lugar. Incentiva os Historiadores a teorizarem mais sobre o fazer historiográfico.

Reconheço que muitos historiadores de hoje estão mortos porque não têm teoria. Mas a teoria que eles precisam é de uma teoria da história e não resgatada de fora. P. 31.

Essa mesma deficiência ainda impera nos cursos de graduação. Lembro-me que praticamente nenhum aluno se interessava por epistemologia histórica. Pelo contrário, achavam irrelevante estudar a parte filosófica da coisa. O primeiro texto que nos deparamos sobre Teoria da História, foi do Júlio Arostegui, senti um certo descontentamento da parte dos meus colegas mais próximos. Pensei: “Esse pessoal não entendeu nada do texto e da importância do que o Arostegui disse.”

Continuando, o Carr diz:

"Quando tentemos (“sic”) responder à pergunta: ‘Que é história?’ nossa resposta, consciente ou inconscientemente reflete nossa própria posição no tempo, e faz parte da nossa resposta a uma pergunta mais ampla: que visão nós temos da sociedade em que vivemos?" P. 44.

É por isso que ainda não se tem, e talvez nunca haja uma resposta completa e definitiva do que realmente é História! Os Historiadores estão no mesmo time dos outros acadêmicos do conhecimento, tais como os Filósofos, que se debatem sobre o que é Filosofia; dos Biólogos/Físicos/Químicos, sobre o que é Ciência; e etc. Mas ao contrário dos céticos mais fanfarrões de plantão, mesmo com essa deficiência epistemológica (se é que podemos considerar uma deficiência) nas diversas disciplinas do conhecimento, o mesmo tem avançado em diversas áreas. A subjetividade anda lado a lado com a objetividade. 

"A teoria empírica do conhecimento pressupõe uma separação completa entre sujeito e objeto. Fatos, como impressões sensoriais, impõem, de fora, ao observador e são independentes de sua consciência. [...] Isto é o que se pode chamar visão ‘senso comum’ da história. A história consiste num corpo verificado de fatos." P. 45.

Há um elemento de subjetividade muito forte na prática historiográfica. Não atentar ou reconhecer isso, é cair na ingenuidade do século XIX. Mas nunca é demais lembrar que por mais que o Historiador selecione o que irá dizer, a objetividade continua presente. Se assim não fosse, esse enunciado do Carr não mereceria crédito nenhum. 

"O historiador é necessariamente um selecionador. A convicção num núcleo sólido de fatos históricos que existem objetiva e independentemente da interpretação do historiador é uma falácia absurda, mas que é muito difícil de erradicar." P. 48.

Alguns eventos o Historiador pode omitir por não achar relevante para o tema ou período historiado. Ele estando comprometido, por exemplo, com uma visão religiosa, pode dar mais ênfase ao contexto sócio-religioso da época estudada, enquanto que o estudioso marxista pode levar em conta apenas os fatos ligados a questões econômicas e luta de classes. É mais ou menos isso. Os fatos passam a ser relativos à escola de interpretação adotada pelo Historiador.

"[...] eu mesmo não estou convencido de que o abismo que separa o historiador do geólogo é em alguma medida mais profundo ou mais intransponível do que o abismo que separa o geólogo do físico." P. 118.

Tentando entender o porquê: 

Geologia: lida com eventos únicos, não observados diretamente e não repetíveis do passado, mediante as impressões digitais deixadas pelos fósseis. Cabe ao Geólogo determinar, se possível, é claro, a integridade, datação e confiabilidade do tal fóssil, e interpretá-lo encaixando-o na História da Terra.

História: lida com eventos únicos, não observados diretamente e não repetíveis do passado, mediante os testemunhos, relatos, crônicas, livros e artefatos deixados por seres humanos. O ofício do Historiador é determinar, se possível, é claro, a integridade do testemunho, datação, confiabilidade da testemunha e etc, e interpretá-la de acordo com sua perspectiva historiográfica, encaixando-o na História da humanidade.

As semelhanças são muitas. Se não é negada objetividade na Geologia, não se pode negar objetividade na História. Claro que a subjetividade tanto do Geólogo como do Historiador estão a todo tempo no processo de pesquisa, mas, se não fosse o elemento subjetivo, nenhum e nem outro estariam estudando e pesquisando as suas respectivas áreas. Um ato da vontade (subjetividade) foi o que os tornou Geólogo ou Historiador. Devo esse entendimento ao Filósofo Norman Geisler.

E depois de tanto argumentar sobre a subjetividade do Historiador e aparentemente trazer uma interpretação pós-moderna relativista, Carr dá um banho de água fria nos pós-modernos mais empolgados:

"'Cinismo' representa a visão, da qual citei diversos exemplos, de que a história não tem sentido, ou tem inúmeros sentidos igualmente válidos ou não válidos, ou o sentido que arbitrariamente resolvemos dar-lhe." P. 143.

Fico feliz com os Historiadores que se debruçam no fazer historiográfico tendo uma linha de pensamento teórico-filosófica próxima da visão do Carr. Antes estarem próximos dele, a estarem próximos de Haiden White, por exemplo. Leitura e estudo mui proveitosos. Livro altamente recomendado. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A TDI e a Química: As Bases Termodinâmicas da Impossibilidade de Existência de Sistemas Vivos Ordenados Sem Design Inteligente


Kelson Mota, Ph.D e Mestre em Físico-Química pela USP e Professor da Universidade Federal do Amazonas, nos apresenta o resultado de suas pesquisas sobre as impossibilidades termodinâmicas para o surgimento, por exemplo, da Adenina, Citosina e Uracila (nucleotídeos). A modelação das reações abiogênicas desses três exemplos citados, não acontecem sem o direcionamento de um Design. Cálculos exaustivos foram feitos e a conclusão do Mota é:

Nenhuma das reações abióticas de sínteses de bases nucleicas podem ocorrer espontaneamente, sem intervenção dirigida de trabalho!

Interessante é que os velhos criacionistas desde a década 1970 ou até antes, sempre tocaram na questão termodinâmica como um grande empecilho a evolução darwiniana. Algumas vezes presenciei em debates e textos evolucionistas, o seu desdém sobre o argumento da entropia. Mas parece que ele se renovou e ainda ficará no pé daqueles que propõem um mecanismo naturalista, baseado no tempo, acaso e necessidade.

Mediante noites e mais noites fazendo cálculos complicados e delicados, o Mota parece inviabilizar o argumento evolucionista de que o sol é capaz de fornecer energia suficiente para a diminuição de entropia, e assim, formar pelo menos, uma sequência específica de DNA. Segundo ele, é impossível.  

Em complemento ao que ele falou, me lembrei do que a Cláudia Aparecida Alves, Bacharel em Química/USP, Mestre em Ciência e Química Analítica/USP e Doutora em Biotecnologia Molecular Estrutural/USP tinha escrito há alguns anos:

A Segunda Lei da Termodinâmica diz que tudo tende ao caos, à desordem e à deterioração. A teoria da evolução afirma justamente o contrário, ou seja, que moléculas simples foram gradativamente tornando-se estruturas cada vez mais complexas e ordenadas. O problema da tendência à desordem pode ser contornado se houver fornecimento de energia externa ao sistema. Em organismos vivos já estruturados, como os atuais, existem mecanismos que compensam essa tendência à desordem transformando a energia solar em energia química. As plantas convertem a luz solar em energia química, os animais comem as plantas e aproveitam sua energia armazenada. Esse ciclo de dependência energética é chamado de cadeia alimentar. Seres tão primitivos como a primeira vida não dispunham de mecanismo de captação e conversão de energia solar. Para contornar essa dificuldade, os evolucionistas apelam para o processo fermentativo, que é bem mais simples do que a captação de energia externa, mas mesmo a fermentação seria algo muito complexo para a primeira vida formada ao acaso. [1]

Para o Mota, a única explicação possível é que toda a maquinaria biomolecular é o resultado de uma INTENCIONALIDADE. Os naturalistas objetarão que se firmar no desconhecimento e incapacidade atual da Ciência em explicar a gênese dos nucleotídeos, para postular uma espécie de deus misterioso que intencionou criar num sei pra quê os seres orgânicos, é preencher as lacunas do conhecimento científico com fantasias religiosas, que há muito tempo já foram descartadas.

Contrariando essa objeção, Willian Dembski (Ph.D em Matemática na Universidade de Chicago, Ph.D em Filosofia na Universidade de Illinois, é Professor associado de Pesquisa em Fundamentos Conceituais da Ciência na Baylor University) e Jonathan Witt (Ph.D em Literatura na Universidade do Kansas, EUA) escrevem:

A teoria do design inteligente sustenta que muitas coisas na natureza apresentam um sinal claro de terem sido projetadas. A teoria não é baseada no que os cientistas não sabem sobre a natureza, mas no que eles efetivamente sabem. Ela é construída sobre uma série de descobertas científicas em todas as áreas, da biologia à astronomia. [2]

Será que eles têm razão? Mesmo com dúvidas, fico com eles.

REFERÊNCIAS:


2 – DEMBSKI, Willian; WILL, Jonathan. Design Inteligente sem censura. São Paulo: Cultura Cristã, 2013. P. 07. 

Discovery na Escola - Roma Antiga: Ascensão ao Poder


Uma das maiores, organizadas e também violentas civilizações da história. A crueldade romana era proporcional a sua grandeza geográfica. No Coliseu Romano:

Em apenas uma série de jogos, 5 mil pessoas e 11 mil animais foram massacrados.

Documentário bem didático explorando a origem da civilização romana, com seus personagens (Remo, Rômulo, Lucrécia, Tito Lívio, Sérvio Túlio entre outros), lendas, mitos, batalhas épicas, e seu legado republicano refletindo no mundo moderno.

A cidade de Roma foi sem dúvida a cidade mais populosa do mundo antigo.

[...] Quando o Coliseu foi construído, Roma já era uma cidade de 1 milhão de habitantes. E estava crescendo. Só no século XIX a cidade de Londres conseguiu chegar perto dessa grandeza.

Como a Playboy Mudou o Mundo


A instigante e excitante história da Playboy, guarda inúmeras curiosidades sobre o seu fundador, Hugh Hefner, e sobre o início da revista, que enfrentou vários embates contra os setores conservadores e autoridades do Estado, que não aceitavam a “safadeza” que a Playboy estava propagando na sociedade e juventude. O puritanismo religioso era muito arraigado na cultura popular. 

“A posição do governo era de que o sexo corrompe; que é imoral; que é contra os princípios religiosos. [...] Estávamos vivendo a idade média no que se tratava de sexualidade”.

Já se passaram mais de 60 anos desde a fundação da revista, que começou timidamente, mas, a cada edição as vendas só aumentavam. Hugh Hefner se mostrou um homem de visão e inteligência, desafiando a moralidade do pós-guerra. 

“Os manuais de sexo eram manuais anti-masturbação. Eles diziam: ‘Vençam seus pensamentos. Se você for tentando ao auto-prazer ou auto-excitação, pense na sua mãe ou no sermão da montanha. Tome um banho frio. Coloque os testículos num balde de gelo”.

E curiosamente a Playboy foi um importante veículo em favor dos direitos civis dos negros. Naquela época, os negros eram extremamente vítimas de segregação, preconceito e discriminação. No entanto, a Playboy com seus clubes e programas televisivos aceitavam qualquer pessoa, independente de sua cor. Matérias eram escritas na revista para desconstruir essa dicotomia besta entre brancos e negros. Para o Hefner, o racismo era uma tremenda estupidez. 

“Quando eu era garoto, não havia intolerância racial de nenhum tipo na minha casa. Você é ensinado a ser racista. Não é uma coisa natural. Então a ideia de racismo era estranha para mim. E eu disse: ‘Vocês não podem proibir membros negros no clube, e a resposta deles foi: ‘Aqui na Louisiana é contra as leis do Estado, não se pode ter integração na Louisiana. É contra as leis”. A minha [resposta] foi: ‘Isso é ridículo’”.

Entrevista: Jan Val Ellam - Fator Extraterrestre


Na época em que eu assistia religiosamente o “Programa do Jô”, acabei vendo em 2004, essa entrevista com um “pirado” aqui de Natal, que afirma ter contato com extraterrestres. Acabei encontrando-a no Youtube. Como é um assunto que me interessa, assisti de novo.

O Jan Val Ellam passa um ar de seriedade e honestidade quando fala. Engana a muitos. Interessante, que ele mesmo diz no início da entrevista, sobre o motivo pelo qual não usava o seu nome verdadeiro quando começou a escrever livros sobre o tema:

“Eu não sei se o que tô escrevendo (tentando escrever) é verdade. Então se isso aí servir pra alguém, pouco importa o nome do autor terreno”.

Realmente ele não sabe mesmo. Visto que até os Ufólogos de alto calibre da Revista UFO, já o criticaram por fazer previsões inverídicas. O cara diz ter sido um dos soldados que crucificou Cristo, em uma de suas vidas passadas. Ah, vá...

Máquinas Mortais: A Inquisição


A igreja católica dispunha de uns brinquedinhos bem inofensivos para coagir os “rebeldes” a confessarem seus “crimes” contra Deus. O parque de diversão da igreja “representante” de Deus era bem eclético, ao gosto do cliente. Documentário bem legal mostrando o "amor" da igreja papal.

Cadeira de Inquisição: Uns brinquedinhos com pregos fervendo que perfuravam e queimavam só de “leve” o corpo.

Estrapada: Cordas que descolavam os ombros causando uma sensação bem agradável. 

Berço de Judas: O “herege” “implorava” para que o colocassem sentado numa espécie de pirâmide que iria forçosamente romper o seu orifício anal.

Potro: Cordas que cortavam os pulsos trazendo uma sensação de bem-estar incomensurável. 

Descascador de Peles: O nome por si só já nos dá uma vontade enorme de experimentar esse brinquedinho. Lâminas que fatiavam a vítima.

Tambor Giratório: Dilacerava o estômago da vítima, expondo suas “tripas”.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Química da Vida e suas Evidências ao Nível Molecular: Origem Espontânea ou Design Inteligente?


Palestra de Tarcísio da Silva Vieira (Doutorando em Química na Universidade Federal de Goiás, Mestrado em Química na Universidade de Brasília, Bacharel em Biologia pela Universidade de Rio Verde), versando sobre as impossibilidades pré-bióticas da origem da vida por meio de processos puramente naturais e ao acaso.

Ele começa desmentindo com fontes evolucionistas o mito que muitos ainda divulgam de que a teoria da Evolução nada tem a ver com a Origem da Vida. Ele prova que sim! Citando a própria revista Nature, quando está diz:

[...] a evolução darwiniana começou a operar, isso marcou o início da vida.

Quantas vezes eu vi em sites, comunidade no Orkut e fóruns, os evolucionistas mais fanáticos e ardorosos falarem de boca cheia que a Origem da Vida estava desvinculada dos postulados de Darwin. Sinal de que os berros ensandecidos não vêm apenas do lado criacionista.
E para fechar de vez a questão, ele cita também, a Sociedade Brasileira de Paleontologia que disse recentemente:

[...] a evolução continua sendo a única teoria cientifica capaz de explicar a ORIGEM E DIVERSIDADE DOS SERES VIVOS no nosso planeta, incluindo o nosso planeta. (Ênfase acrescentada).

Continuando sua apresentação, ele discorre sobre os problemas persistentes e inerentes que teimam em acompanhar as pesquisas sobre a origem da vida. Analisa o famoso experimento de Miller, dizendo que os aminoácidos produzidos por ele, pouco contribuíram para descobrir como a vida surgiu. Falhas e mais falhas das atuais teorias foram mostradas, evidenciando seu ínfimo poder explicativo em solucionar a origem dos seres vivos.

Para ele, os cursos universitários de Biologia apenas doutrinam os seus aprendizes; eles se formam sem ter pensamento crítico algum. Apenas engolem e digerem o que os seus Professores dizem.

Uma de suas considerações finais é está:

Afirmar que a vida surgiu ao acaso pela mera ação das leis naturais, não está em acordo com o conhecimento químico, sendo na verdade, crença e superstição.