quarta-feira, 14 de outubro de 2020

O Papel Subalterno das Mulheres no Islã (4º Parte)

Procurando nos diversos sites em português e em inglês, encontra-se muitos escritos que descaradamente mentem sobre o status de subjugação das mulheres no islã, negando a realidade do papel subalterno das mulheres na religião do “profeta”. 

Para evidenciar mais uma vez que não são todos os que embarcam nessa loucura, mentira e falta de caráter, traremos aqui, mais estudiosos da área de história, do islã, das sociedades muçulmanas, que falam da realidade que muitos querem esconder através de textos bonitos, porém, falaciosos. Nem precisaria, pois os três textos anteriores são bastante eficientes nesse sentido. Mas vamos lá.

Geoffrey Blainey, Professor de História das Universidades de Harvard e Melbourne.

“É curioso observar que o fundador de uma religião, hoje reconhecida por sua sujeição de mulheres, deva tanto a uma mulher [a primeira esposa do ‘profeta’]." P. 74.

BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Mundo. Curitiba: Fundamento, 2007. (PDF).

O proeminente casal de Historiadores, os Durant, que é tão aclamado no meio muçulmano, registram estas palavras que vão de encontro ao discurso de que a mulher muçulmana vivia muito melhor que as demais mulheres.

“Antes de Maomé – e depois dele apenas um pouco – a carreira da mulher árabe passava de uma idolatria momentânea ao trabalho escravo de toda vida.” P. 144.

DURANT, Ariel; DURANT, Will. A História da Civilização IV: A Idade da Fé – Livro II – Civilização Islâmica. Rio de Janeiro: Record, 1950.

Azam Kamguian, escritora iraniana e ativista dos direitos das mulheres no Oriente Médio.

“A desigualdade das mulheres é um mandamento de Deus, no Islã consagrado na lei imutável por Maomé e eventualmente registrado nas escrituras. Na maioria dos países sob estados islâmicos ou sob a influência do Islã, as diretrizes do Alcorão são incorporadas à lei contemporânea. [...]em países sob os estados islâmicos, as mulheres são apedrejadas até a morte por se envolverem em relações sexuais voluntárias e são privadas de seus direitos humanos básicos.”

“A maioria das mulheres muçulmanas é criada com a convicção de que é uma ordem de Allah que elas estejam sob o domínio masculino e que seus destinos estão ligados aos dos homens.”

“A principal razão para o hijab é a necessidade de controlar a sexualidade das mulheres. O véu internaliza a noção islâmica nas mulheres de que pertencem a um sexo inferior e de que são objetos sexuais. Ele os ensina a limitar seus movimentos físicos e seu comportamento livre. O véu é uma ferramenta poderosa para institucionalizar a segregação das mulheres e implementar um sistema de apartheid sexual. Significa a subjugação e servidão das mulheres com base na doutrina islâmica e nos ensinamentos do Alcorão. Muito mais do que uma forma de se vestir, o hijab é a manifestação de um misógino islâmico absoluto e de uma visão antiquada da condição feminina. É projetado para controlar a sexualidade das mulheres com muito mais eficácia do que qualquer outra religião ou sistema ideológico.”

“A lei do véu não é apenas humilhante para as mulheres, mas também um insulto para os homens. É uma indicação clara de que, aos olhos de Mohammad; todos os homens muçulmanos eram loucos por sexo. A implicação óbvia é que ver uma mulher sem véu faria com que o homem muçulmano típico perdesse o controle e que as mulheres sem véu seriam constantemente submetidas a avanços sexuais indesejados.”

“A principal razão para o hijab é a necessidade de controlar a sexualidade das mulheres. O véu internaliza a noção islâmica nas mulheres de que pertencem a um sexo inferior e de que são objetos sexuais. Ele os ensina a limitar seus movimentos físicos e seu comportamento livre. O véu é uma ferramenta poderosa para institucionalizar a segregação das mulheres e implementar um sistema de apartheid sexual. Significa a subjugação e servidão das mulheres com base na doutrina islâmica e nos ensinamentos do Alcorão. Muito mais do que uma forma de se vestir, o hijab é a manifestação de um misógino islâmico absoluto e de uma visão antiquada da condição feminina. É projetado para controlar a sexualidade das mulheres com muito mais eficácia do que qualquer outra religião ou sistema ideológico.”

“A lei do véu não é apenas humilhante para as mulheres, mas também um insulto para os homens. É uma indicação clara de que, aos olhos de Mohammad; todos os homens muçulmanos eram loucos por sexo. A implicação óbvia é que ver uma mulher sem véu faria com que o homem muçulmano típico perdesse o controle e que as mulheres sem véu seriam constantemente submetidas a avanços sexuais indesejados.”

“[...] as mulheres sauditas geralmente vestem uma capa preta ondulada chamada Abaya, junto com um lenço preto e um véu sobre o rosto. A polícia da moral reforça o código de vestimenta batendo em mulheres errantes com varas. As mulheres do Irã e do Sudão podem expor o rosto, mas devem cobrir o cabelo e o pescoço. Caso contrário, eles enfrentam prisão, prisão, sinalização, multas em dinheiro; e se recusarem, enfrentam um ataque de faca e ácido. Sob o Talibã, as mulheres do Afeganistão tiveram que usar burca. Grupos políticos islâmicos fazem campanha vigorosa para bloquear reformas nos direitos civis das mulheres no Oriente Médio e no Norte da África. Enquanto o Islã isolar as mulheres da vida pública, nenhum progresso socioeconômico real será possível.”

“De acordo com a lei islâmica, a mulher não pode obter a custódia dos filhos, mesmo que o pai morra. Em caso de divórcio ou morte, ela entrega seus filhos ao pai e / ou à família dele. [...] Mulheres que vivem sob a Lei Islâmica não podem viajar, trabalhar, estudar e sair de casa sem a permissão de seus pais ou maridos. Eles não têm o direito de escolher o local de sua residência.”

Num outro texto da mesma autora:

“Todo e qualquer aspecto da subordinação das mulheres no Oriente Médio é erroneamente rotulado como patriarcado. É claro que o sistema econômico e a opressão política desempenham seu papel na subordinação das mulheres. Mas se o Islã não tem efeito sobre o status das mulheres, por que a posição das mulheres no Oriente Médio é pior do que em qualquer outra parte do mundo?”

Trago aqui de novo, a Ayaan Hirsi Ali, Professora em Harvard.

“No Egito, estamos lutando contra uma onda cada vez maior de assédio sexual — 99% das mulheres relatam terem sido vítimas de assédio sexual e ocorrem até oitenta agressões sexuais em um único dia. [...] No Iraque, está sendo proposta uma lei que reduz para nove anos a idade com que as meninas podem ser obrigadas a se casar. [...] E para as meninas de todo o norte da África, e além, permanece a ameaça de mutilação genital feminina, costume que certamente antecede o islã, mas que agora está quase totalmente confinado às comunidades muçulmanas. A Unicef estima que mais de 125 milhões de mulheres e meninas foram mutiladas nos países africanos e árabes, muitos deles de maioria muçulmana. [...] Como se torna gradualmente claro, esse costume também é comum em comunidades de imigrantes na Europa e na América do Norte.” P. 174.

Einah, uma muçulmana progressista e ativista dos direitos dos homossexuais, escreveu:

“Por que os muçulmanos estão sendo ‘preservados’ numa cápsula do tempo de séculos atrás? Por que não há problema em continuarmos a viver em um mundo onde as nossas mulheres são comparadas a mercadorias à espera de serem consumidas? Por que é bom para as mulheres do resto do mundo lutar por liberdade e igualdade, enquanto nos mandam cobrir nosso corpo vergonhoso? Não veem que estamos sendo impedidas de ingressar nesse clube de elite conhecido como século XXI? [...] Toda vez que erguemos a voz, uma de nós é assassinada ou ameaçada. [...] Não há como negar que a violência, a misoginia e a homofobia existem em todos os textos religiosos, mas o islã é a única religião a que se obedece tão literalmente, até hoje. [...] Onde estão os manifestantes muçulmanos contra as leis de blasfêmia/apostasia? Onde estão os muçulmanos que assumem uma postura contra a interpretação rígida da sharia?” P. 177.

ALI, Ayaan Hirsi. Herege: Por Que o islã Precisa de Uma Reforma Imediata. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. (PDF).

Abdelwahab Meddeb, Professor de Literatura Comparada na Universidade de Paris X-Nanterre, que é um grande admirador do islã medieval, lamenta a atual situação das mulheres no Egito.

“O Cairo, o Egito, de paraíso se transformaram em inferno; para se convencer disso basta ver os corpos dessas mulheres lívidas, sofrendo com o calor, sufocadas em seus xales ou seus véus negros (um contraste que fixa o ardor do sol em um país onde o sol é o tirano do dia).” P. 99.

MEDDEB, Abdelwahab. A Doença do Islã. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

Palavras de uma muçulmana argelina: “Um homem que não bate em sua mulher não é um homem de verdade. Para uma verdadeira mulher argelina, se o marido não bate nela algumas vezes, ela sentirá... que isso [não] é viril. Isso me faz feliz.

Um muçulmano argelino: “Quando ela me irrita bastante, eu bato nela.”

Outro muçulmano: “Algumas eu bato nela. Quando ela me irrita.”

Mais outro muçulmano: “Bater nela é algo lógico. [...] Se ela não apanhar e não seguir por esse caminho, ela não terá sucesso.”

Outra muçulmana: “Algumas vezes. Algumas vezes ele me bate.”

“60% das argelinas acreditam que o marido tem o direito de bater na esposa.

E isto é porque a Argélia é um dos países muçulmanos mais “descolados” e “modernos”. Fico a pensar se não fosse. Fico a pensar na situação das mulheres nos países muçulmanos mais fechados que a Argélia.”

Qual a base para que essas mulheres tenham anuído a essa prática de apanharem e serem até felizes com isso? É uma base apenas cultural? Um sonoro NÃO! O fundamento está na Sunna (tradição de Maomé) e no próprio Alcorão 4.34 que diz:

“Os homens têm autoridade sobre as mulheres pelo que Deus os fez superiores a elas e por que gastam de suas posses para sustentá-las. As boas esposas são obedientes e guardam suas virtude na ausência de seu marido conforme Deus estabeleceu. Aquelas de quem temeis a rebelião, exortai-as, bani-as de vossa cama e batei nelas. Se vos obedecerem, não mais as molestei. Deus é elevado e grande.”

Dallas M. Roark, Professor de Filosofia na Emporia State University.

“Mulheres muçulmanas que usam burca na Irlanda têm maior risco de fraturas pélvicas durante o parto por causa da deficiência de vitamina D devido à falta de luz solar, alerta um consultor.

Os bebês nascidos de mulheres com deficiência de vitamina D também estão mais sujeitos a convulsões na primeira semana de vida, de acordo com a Dra. Miriam Casey, da Unidade de Osteoporose do hospital St James em Dublin.”

Assassinatos por honra

“Uma menina palestina de dezesseis anos ficou grávida depois de ser estuprada por seu irmão mais novo. Assim que sua condição se tornou conhecida, sua família encorajou seu irmão mais velho a matá-la para remover a mancha de sua honra. Seus irmãos, o estuprador e o assassino, foram exonerados. A garota foi culpada. ‘Ela cometeu um erro’, disse um de seus primos. ‘Ela teve que pagar por isso’.

Ainda mais horrivelmente, uma menina palestina de quatro anos, estuprada por um homem na casa dos vinte, foi deixada por sua família para sangrar até a morte. Eles fizeram isso porque sentiram que seu infortúnio faria manchar sua honra.”

Espancamento

“É difícil obter estatísticas por razões óbvias. O Instituto de Ciências Médicas do Paquistão determinou que mais de noventa por cento das esposas do Paquistão foram agredidas, espancadas ou abusadas sexualmente - por ofensas na ordem de cozinhar uma refeição insatisfatória. Outros foram punidas por não terem dado à luz um filho do sexo masculino. Na primavera de 2005, quando o Chade, nação do leste da África, tentou instituir uma nova lei de família que tornaria ilegal o espancamento de esposas, os clérigos muçulmanos levaram a resistência à medida como anti-islâmica.”

Estupro

“Em vários países ocidentais, Suécia, Noruega, Dinamarca, Austrália, houve um grande aumento no estupro de mulheres não muçulmanas, algumas com apenas 13 anos de idade, uma gangue de garotas suecas estupradas por 5 curdos. As vítimas na Austrália foram chamadas de “vadias” ou “porcos australianos”. O xeque libanês Faiz Mohammed culpou as próprias mulheres por usarem roupas precárias que convidam os homens a estuprá-las. Em Copenhague, o mufti islâmico Shahid Mehdi declarou que as mulheres que não usavam lenço na cabeça pediam para ser estupradas.

Maomé participou desse horror. Após a batalha de Khaybar, os despojos foram distribuídos. Um guerreiro, Dihya bin Khalifa, pediu a Mohammed que recebesse uma escrava dos cativos. Ele escolheu uma mulher chamada Safiyya bint Huyayy. Seu marido foi capturado, torturado e morto pelos muçulmanos. Mais tarde, quando Mohammed a viu, disse a Dihya para tirar outra garota dos cativos. Maomé a libertou e se casou com ela após concordar em se converter ao Islã. Naquela noite ela estava vestida com um vestido de noiva e Maomé consumar o casamento. Como foi ver seu marido torturado, morto e forçado a se casar no mesmo dia?”

Roger Scruton, Ph.D em Filosofia na Universidade de Cambridge.

“[...] em muitas comunidades islâmicas as mulheres são tratadas como prostitutas assim que pisam fora da linha que os homens traçaram para o seu comportamento.”

Stephen Schwartz, jornalista, colunista e autor americano Sufi, fundador e diretor executivo do Center for Islamic Pluralism.

“A lei da sharia é empregada com mais frequência para oprimir as mulheres, não para libertá-las das agruras do Ocidente pecador. [...] Na Arábia Saudita e em outros lugares, os crimes contra as mulheres, incluindo casamento forçado, divórcio forçado e mutilação genital feminina, são protegidos pela sharia. Isso é algo que o mundo inteiro reconhece e muitos muçulmanos repudiam.”

Ibn Warraq, ex-muçulmano, e fundador do Instituto para a Secularização da Sociedade Islâmica.

“As mulheres são inferiores sob a lei islâmica; seu testemunho em um tribunal vale a metade do de um homem; seu movimento é estritamente restrito; eles não podem se casar com um não muçulmano.”

“As mulheres não são livres para escolher seu trabalho sob o Islã, certos empregos são proibidos para elas, mesmo nos chamados países muçulmanos liberais. O Islã ortodoxo proíbe as mulheres de trabalhar fora de casa.”

Darío Fernández-Morera, Ph.D em Literatura Comparada na Universidade de Harvard, e autor do livro O Mito do Paraíso Andaluz: Muçulmanos, Cristãos e Judeus Sob o Domínio Islâmico na Espanha Medieval

“O que dizer da reivindicação sobre o status ‘progressivo’ das mulheres na Andaluzia? Os tratados muçulmanos contam uma história diferente. Ibn Abdun lista numerosas regras para o comportamento feminino na vida cotidiana: ‘viagens de barco de mulheres com homens no Guadalquivir devem ser suprimidas’; ‘É preciso proibir as mulheres de lavar roupa nos campos, porque os campos vão virar bordéis. As mulheres não devem sentar-se à beira do rio no verão, quando os homens o fazem’; ‘É preciso ter cuidado especial com as mulheres, pois o erro é mais comum entre elas’. Em outro lugar, ele também condena o consumo de vinho, jogos de azar e homossexualidade, seguindo o Alcorão e o Hadith. Mulheres verdadeiramente ‘liberadas’ como a agora muito admirada Wallada bint al-Mustafki (994-1091) eram exceções. A mulher média na Andaluzia era tratada da mesma forma que em qualquer outro lugar sob a sharia islâmica, com práticas como usar o hijab (seguindo o Alcorão S. xxxiii. 59), separação dos homens, confinamento em casa e outras limitações que não existiam em terras católicas. Mesmo a tão elogiada poesia de El colar de la paloma exibe atitudes que hoje seriam chamadas de misóginas.”

Ann Elizabeth Mayer, Ph.D. em História do Oriente Médio pela Universidade de Michigan, EUA.

“Mas os clérigos e as instituições islâmicas geralmente relutam muito em permitir que as mulheres escapem da reclusão imposta por seu papel doméstico e subordinado.” P. 192.

WARRAQ, Ibn. Porque Não Sou Muçulmano. Barcelona (Espanha): Ediciones del Bronce, 2003.

O que o Alcorão tem a dizer sobre a natureza e o papel das mulheres? Ele as relega a um papel subalterno, assim como as literaturas islâmicas mostradas no texto anterior?

Bater na esposa. Sura 4.34:

“Os homens têm autoridade sobre as mulheres, pelo que Allah preferiu alguns a outros e pelo que despendem de suas riquezas. Então, as íntegras são devotas, custódias da honra, na ausência dos maridos, pelo que Allah as custodiou. E àquelas de quem temeis a desobediência, exortai-as, pois, e abandonai-as no leito, e batei-lhes. Então, se elas vos obedecem, não busqueis meio de importuná-las. Por certo, Allah é Altíssimo, Grande.”

Veja que o verso diz que se pode castigar a esposa, inclusive batendo nela, se o marido temer a desobediência. Basta ele ficar desconfiado para legitimamente castigá-la. Ela nem precisa ser desobediente de fato, mas apenas suscitar a desconfiança de seu esposo, para este estar justificado a bater nela.

O testemunho de uma mulher tem metade do testemunho de um homem. Sura 2.282:

“Crentes! Quando vocês contratarem um empréstimo por um certo período, escreva-o, ou, para ser justo, deixe que um escriba o escreva. O escriba deve escrever como Alá o ensinou. Deste modo, deixe o escriba registrar o que o devedor diz mantendo-se ciente do seu dever para Alá, e sem reduzir o valor devido. Se o devedor for ignorante e incapaz de ditar, permita que o seu guardião o faça com justiça. Chame dois homens como testemunhas, mas se dois homens não puderem ser encontrados, então chame um homem e duas mulheres que pareçam capazes para servirem de testemunha. Deste modo, se algumas das mulheres cometer um erro, a outra pode corrigi-la.”

O islã permite e incentiva a escravidão. Aos homens está permitido transar com as suas escravas. Sura 4.24:

“Estão-vos proibidas as mulheres casadas, exceto as cativas, que por direito possuís. Tal é a lei de Deus. São lícitas para vós todas as outras que não foram mencionadas. Podeis procura-las com vossas riquezas para o casamento e não para a libertinagem. Às mulheres de que gozastes, dai as pensões devidas. E não sereis censurados pelo que for livremente convencionado entre vós, além das prescrições legais. Deus é conhecedor e clemente.”

Na esteira do casamento de Maomé com Aisha, quando ela tinha 6 anos e consumando o matrimônio, quando ela tinha 9 anos de idade, o Alcorão permite o casamento de meninas ainda crianças, antes de menstruarem. Uma das regras para o divórcio é a observância da menstruação para saber se a mulher não está grávida. Sura 65.4:

“Se tiverdes dúvidas quanto às vossas mulheres que deixaram de ter a menstruação, sabei que o prazo da comprovação é de três meses. O mesmo prazo se aplica às que ainda não menstruaram. Para as mulheres grávidas, o prazo vai até que se aliviem de seu fardo. Quem teme a Deus, Deus resolve-lhe os problemas.”

Intepretes clássicos e respeitados do Alcorão, confirmam a parte do verso que diz “às que ainda não menstruam”, está se referindo as meninas que ainda não entraram na puberdade, que estão ainda na tenra idade.

A menstruação é considerada uma doença. Sura 2.222:

“Interrogar-te-ão sobre a menstruação. Responde: ‘É uma mácula’. Afastai-vos das mulheres durante a menstruação. E não volteis a elas até que sejam purificadas, e então procurai-as por onde Deus vos mandou. Deus ama os que voltam para Ele, arrependidos, e mantêm-se limpos.”

Muçulmanos tentando mitigar o impacto deste verso, dizem que é uma mácula no sentido de que nesse período a mulher fica de mal-estar, e no órgão sexual dela há uma maior proliferação de bactérias que podem causar problemas em sua saúde.  Num primeiro momento, isso até faz sentido, porém, o verso não tem isso em mente. Para o Alcorão o período menstrual é doença espiritual que limita a religião da mulher. Se a menstruação é uma mácula no sentido higiênico, isso é secundário no islã. E uma grande evidência disto, é o que já citamos no texto anterior, no hadith autêntico de Al-Bukhari Volume 1, Livro 6, Número 301:

“[Maomé] disse:] Não é verdade que uma mulher não pode orar nem jejuar durante a menstruação?’ As mulheres responderam afirmativamente. Ele disse: ‘Esta é a deficiência da religião dela’.”

Sahih Bukhari - Translator: M. Muhsin Khan - 1st edition. Edited by: Mika'il al-Almany. Created: 2009-10-02 17:41:54. Last modified: 2009-10-11 23:46:24 Version: 0910112346244624-21.

https://d1.islamhouse.com/data/en/ih_books/single/en_Sahih_Al-Bukhari.pdf

O homem pode transar com a sua mulher quando ele desejar. Sura 2.223.

“Vossas mulheres são vosso campo a lavrar. Lavrai vosso campo quando o desejardes. Mas cuidais, antes, de vossas almas e temeis a Deus a lembrai-vos de que O encontrareis um dia. E anuncia as boas novas aos crentes.”

Deus manda Jó bater em sua mulher. Sura 38.44:

“E dissemos-lhe: ‘Toma na mão um feixe de vergastas e bate na tua mulher e não violes tua promessa.’ Sim, achamo-lo perseverante. Que servo! E cheio de arrependimento.”

O homem está um degrau acima da mulher. Sura 2.228:

“As mulheres têm direitos correspondentes a suas obrigações; mas os homens as superam de um degrau. Deus é poderoso e sábio.”

Muçulmanos mais uma vez tentam minimizar o verso, dizendo que esse degrau a mais, é restrito ao âmbito do divórcio. Mas lembremos o que já foi citado:

Sura 4.34: “Os homens têm autoridade sobre as mulheres...”

Sura 2.82: em que o testemunho de uma mulher vale metade do testemunho de um homem.

Sura: 4.24: em que os soldados muçulmanos têm plenos direitos em transar com as escravas.

Diante de todas essas evidências cumulativas, em que a mulher sempre exerce um papel subalterno, é mais do que óbvio que na sura 2.228, a mulher está num degrau a menos que o homem não somente na temática do divórcio, mas em praticamente todas as instâncias.

Existem versos em que a mulher tem status (ou aparentemente) superior. Existem versos em que ela está nivelada ao homem. Mas não nos enganemos, o homem tem proeminência. Bill Warner, pesquisador do islã, mostra em um gráfico, na página 49 de seu livro, o quanto é insignificante o status superior da mulher tanto no Alcorão como nos Hadiths.


WARNER, Bill. Lei Islâmica (Sharia) Para Não-Muçulmanos. Centro de Estudos do islã Político, 2010. (PDF).

Primeira parte do texto:

http://sheol-livros.blogspot.com/2020/08/o-papel-subalterno-das-mulheres-no-isla.html

Segunda parte do texto:

http://sheol-livros.blogspot.com/2020/08/o-papel-subalterno-das-mulheres-no-isla_26.html

Terceira parte:

http://sheol-livros.blogspot.com/2020/09/o-papel-subalterno-das-mulheres-no-isla.html

domingo, 27 de setembro de 2020

O Dinheiro Saudita e as Universidades

Já tive e (ainda tenho) muito estômago e paciência para ler dissertações de mestrado que tratam de temas ligados ao islã. Em sua maioria são verdadeiros trabalhos politicamente corretos, que partem da premissa de que o islã, enquanto religião NUNCA deve ser criticado. De certo modo é compreensível, visto que esses mestrandos devem obedecer as regras, critérios e gostos de seus orientadores, da universidade, dos paradigmas vigentes do multiculturalismo, relativismo, e etc., do contrário, terão muita dificuldade em adquirir seus suados diplomas e seguirem em suas carreiras acadêmicas.

Há uma generalização nos centros universitários em não negativar a religião islâmica. O máximo que se pode fazer é criticar os atos terroristas, de intolerância e de opressão as mulheres, como resultado de contingências políticas, sociais e econômicas, que em grande parte são o preço que o mundo muçulmano paga, por serem tão explorados pelo mundo ocidental capitalista de cultura judaico-cristã, não levando em conta nesse emaranhado multifatorial, a religião muçulmana, enquanto um dos fatores originadores dos comportamentos intolerantes que lá vigoram.

De certa forma, esses mestrandos seguem de perto as abordagens suaves e de apologia ao islã, da historiadora e ex-freira ressentida Karem Armstrong e do historiador John Esposito, só para mostrar dois exemplos. E é no segundo exemplo que quero me alongar.

Por que os professores universitários quase que numa única voz, são reticentes em fazer uma avaliação crítica aos fundamentos do islã? Por que eles vão contra as evidências históricas abundantes que mostram o caráter belicoso da jihad, afirmando que jihad é a luta interior do muçulmano para seguir a religião, tendo pouco, ou nada a ver, com o uso da força para espalhar o islamismo? Sendo mais claro, por que não dizem o que está escancarado na nossa cara, que o islã tem em seus fundamentos (vida de Maomé, Alcorão, Sunna) as sementes da violência?

John Esposito, Professor de História Islâmica na Universidade de Georgetown, EUA, é um belo exemplo, que pode nos ajudar a entender o porquê dos professores serem tão reticentes quando o assunto é o islã.

Esposito é o mais proeminente defensor do islã no mundo da academia, sendo ele um não-muçulmano. Por quê? Ele fundou o Centro Príncipe Alwaleed Bin Talal de Entendimento Muçulmano-Cristão, dentro da universidade, que é financiado pela própria Arábia Saudita, recebendo milhões de dólares para promover o islamismo. Que tipo de estudos científicos sérios e isentos esse instituto irá publicar? Sabe aquele tipo de resultado “científico” divulgado pelos cientistas CONTRATADOS da McDonald’s em 2003, dizendo que os lanches desse fast food não fazem mal a saúde, e que são até saudáveis? Bem, entenderam, né? Eu fico imaginando as boladas de dinheiro que Esposito e outros professores ganham dos cofres sauditas para defenderem o islã, mediante estudos históricos duvidosos e escrachadamente manipulados.

Olhem por si mesmos o que o site da universidade Georgetown noticiou:

“A Universidade de Georgetown anunciou hoje que recebeu um presente de US $ 20 milhões de Sua Alteza Real o Príncipe Alwaleed Bin Talal, um empresário de renome internacional e investidor global, para apoiar e expandir seu Centro para a Compreensão Cristã-Muçulmana.”

Estamos profundamente honrados com a generosidade do Príncipe Alwaleed, disse o presidente da Georgetown University, John J. DeGioia. [...] Este presente generoso reflete o compromisso do Príncipe Alwaleed com o entendimento inter-religioso no mundo muçulmano e no Ocidente”, [..] disse o Dr. John L. Esposito.”

Stephen Schwartz, Diretor Executivo do Center for Islamic Pluralism, revela alguns fatos embaraçosos sobre Esposito:

“Ele rapidamente acusa críticos do radicalismo islâmico da islamofobia. [...] ele defendeu Sami Al-Arian, que se declarou culpado em 2006 por uma acusação de prestar serviços à Jihad Islâmica Palestina, uma organização terrorista especialmente designada, de acordo com o governo dos EUA. [...] Esposito também trabalhou nos campos ideológicos da República Islâmica do Irã, que lhe concederam o Prêmio Mundial do Livro de 1996, embora seu currículo, que difere de sua biografia de Georgetown, não cite o livro. [...] Aqui, o método Esposito foi exposto: graças ao seu patrocínio, o dinheiro saudita subsidiou um produto acadêmico dos EUA com o objetivo de melhorar a imagem do wahabismo, a interpretação fundamentalista mais extrema do Islã nos tempos modernos.”

Até para o regime assassino do Irã, ele trabalhou, recebendo honrarias. Ele é tão apaixonado pelo islã, que trabalhou/trabalha em suas duas frentes inimigas. O Irã xiita, e a também assassina, Arábia Saudita sunita.

É bem verdade que Esposito já defendia o islã muito antes das doações para a universidade na qual trabalha, mas venhamos e convenhamos, que esses $$ são um grande incentivo para continuar a dizer que a jihad é a luta interior do coração, que o wahabismo é paz e amor, e que quem critica o islã tem ódio dos muçulmanos, fazendo calar quaisquer discussões.

Até outros professores que não abrem a boca para criticar o islã, sabem e acusam a Arábia Saudita de promover um islã intolerante e incentivador de atos terroristas. Não precisamos dizer que é no reino da Arábia que existem as maiores violações dos direitos humanos no mundo islâmico.

A Arábia Saudita não doou milhões de dólares apenas a Georgetown, mas a vários centros acadêmicos do mundo nas maiores universidades, como bem escreve Harry Richardson, pesquisador do islã:

“A influência do Islã nas universidades Os governos se ocupam da gestão da maior parte das universidades. Por esse motivo, o Islã pode influenciar nelas através de relativo controle que exerce sobre as decisões governamentais. As grandes fortunas muçulmanas doam consideráveis somas de dinheiro às universidades do mundo ocidental, o que lhes outorga o potencial para ter interferência nas decisões e políticas.” P. 83.

Richardson cita a Wikipédia, que diz:

“Em março de 2008, Alwaleed Bin Talal doou oito milhões de libras esterlinas para construir um centro de estudos islâmicos (que levava seu nome) na universidade de Cambridge. Poucos meses depois, no dia 8 de maio de 2008, entregou 16 milhões de libras a Universidade de Edimburgo para fundar o centro para o estudo do Islã no mundo contemporâneo. Em abril de 2009, Al Waleed fez uma doação de vinte milhões de dólares a universidade de Havard, que entrou para formar parte da lista de 25 maiores doações da instituição. Também entregou a mesma soma de dinheiro para a universidade de Georgetown. Suas doações e outras procedentes de fontes islâmicas nem sempre foram bem vindas devido aos efeitos que tem na objetividade acadêmica e em matéria de segurança.” P. 83-84.

Richardon então conclui:

“Os muçulmanos estão obrigados a dar uma porcentagem de seus ganhos a caridade, todavia, o dinheiro entregue aos kuffar não conta. Se levarmos em conta que seis de cada dez muçulmanos são analfabetos, é muito estranho que os muçulmanos ofereçam semelhantes somas de dinheiro às universidades ocidentais. Custa imaginar que esta generosidade não exija uma série de condições. Talvez seja por isso que as universidades se mostrem tão reticentes na hora de criticá-los. Em lugar de criticar, o que fazem é publicar artigos que apoiam sem rodeios o Islã e oferecem uma narração retocada e inofensiva da história e as proezas islâmicas que nada têm a ver com a verdade.

Pode ser também que esta seja a razão pela qual os estudos sobre o Oriente Médio nunca analizam a doutrina islâmica ou a jihad, apesar da inegável influência que o Islã tem nesta região. De fato, a doutrina islâmica não se estuda em nenhum semestre das universidades ocidentais.” P. 84.

Devido a todos esses financiamentos vindos da Arábia Saudita, quem falar contra o islã, pode sofrer grandes sanções. Mervy Bendler, Professor Sênior de História e Comunicações na James Cook Universit, sofreu sérias perseguições acadêmicas, por colocar o islã num olhar mais crítico e objetivo. Eis o seu relato:

“Este editorial pede um debate aberto, sincero e contínuo em uma luta de ideias sobre o Islã contemporâneo. Por azar, este tipo de debate não é possível em nossas universidades, tal como descobri para meu pesar.

Minha negativa em adotar uma atitude a favor do terrorismo islâmico e contrário aos Estados Unidos depois dos ataques do 11 de setembro deram pé a uma campanha de difamação contra minha pessoa que durou anos e que só se acalmou quando ganhei o julgamento, interposto contra a empresa que me contratava de acordo com o estipulado no programa Work Cover.

No entanto, ao longo da última década, pediram em várias ocasiões minha demissão por publicar minha opinião sobre o extremismo islamista e também me ameaçaram com vários processos judiciais.

Uma das pessoas que lançou ditas ameaças e que também solicitou minha demissão é um acadêmico com anos de experiência no centro que trabalha como professor na principal academia militar da Austrália. Outra dessas pessoas ocupa um posto de liderança em um centro nacional para a excelência nos estudos islâmicos.

Infelizmente, esta prolongada série de ataques no debate público sobre o Islã e o extremismo islamista prejudicou gravemente minha saúde e me empurrou a uma aposentadoria precoce. Este é o preço que se paga neste país ao manter um debate acadêmico sobre o Islã.” P. 86.

RICHARDSON, Harry. A Vida de Maomé: O Islã Sem Segredos. Createspace Independent Publishing Platform, 2013. (PDF).

É vergonhoso essas históricas universidades serem compradas dessa forma. E existem muitas outras que estão sendo enlaçadas pelos islamistas da Arábia. É o mundo inteiro!

Citando o Bendler mais uma vez, ele relata a alto humilhação das universidades australianas:

“Em 2007, foi revelado que os sauditas estavam planejando um fundo de bolsas de US $ 2,7 bilhões para universidades australianas, projetado para facilitar a entrada de estudantes sauditas na Austrália para realizar o ensino superior em face das restrições à entrada nos EUA e no Reino Unido no período pós- 9/11 ambiente de segurança.

Mais tarde, surgiu no The Australian que a Universidade Griffith ‘praticamente implorou à embaixada da Arábia Saudita que bancasse seu campus islâmico por US $ 1,3 milhão’, assegurando aos sauditas que os acordos poderiam ser mantidos em segredo, se necessário. O vice-chanceler promoveu Griffith como a "universidade de escolha" para os sauditas e ‘ofereceu à embaixada a oportunidade de remodelar a Unidade Islâmica de Pesquisa Griffith (GIRU) durante sua campanha para adicionar 'nada extra' aos cheques sauditas’.

[...]

No geral, os sauditas gastaram aproximadamente US $ 95 bilhões desde meados da década de 1970 para exportar o wahhabismo em escala global, e não há evidências de diminuição da atividade em seu esforço missionário.”

O MIT (Massachusetts Institute of Technology) e outras grandes instituições de ensino estão nas mãos dos sauditas.  

“Cerca de US $ 650 milhões teriam sido direcionados às universidades americanas por Riad [capital da Arábia Saudita] de 2012 a 2018. Mais dinheiro vem na forma de pagamentos de mensalidades estimados em mais de US $ 1 bilhão por ano dos 44.000 estudantes sauditas matriculados nos Estados Unidos. Em troca de sua generosidade, o reino obtém ‘acesso ao grupo de cérebros das principais instituições acadêmicas da América’ e uma oportunidade de aumentar seu poder brando em todo o mundo.”

Sobre o financiamento saudita, chinês, entre outros, o importante Centro de Informação de Defesa (POGO), tem algo a dizer:

"Uma revisão do Projeto de Supervisão do Governo de registros federais revelou que universidades nos Estados Unidos relataram ter recebido mais de US $ 600 milhões de várias empresas sauditas, indivíduos e do próprio governo entre 2011 e 2017. Somente em 2017, indivíduos sauditas, empresas e o próprio Reino gastou mais de US $ 89 milhões em doações e contratos com instituições de ensino superior como a Columbia University, a Tufts University e a University of Southern California, com cada escola recebendo pelo menos US $ 1 milhão. A George Washington University informou ter recebido mais de US $ 12 milhões somente em 2017, por meio de dois contratos com o governo da Arábia Saudita." 

"A Arábia Saudita dificilmente é a única fonte de dinheiro estrangeiro no ensino superior. Muitas das melhores faculdades e universidades da América têm relacionamentos multimilionários com países de todo o mundo. Algumas das parcerias mais lucrativas são com regimes autocráticos ou países com históricos preocupantes de direitos humanos."

"Essas relações financeiras levantam questões sobre se as leis de influência estrangeira são fortes o suficiente. Embora tais presentes financeiros e contratos não devam ser ilegais, as leis de divulgação devem ser robustas o suficiente para garantir uma transparência significativa. É uma verdade milenar que o dinheiro pode comprar acesso e até mesmo influenciar, razão pela qual o relato preciso de tão altas doações em dólares é tão importante."

"Uma possível preocupação é que alguns governos estrangeiros ricos ou indivíduos podem estar usando suas conexões com essas universidades para acessar as tecnologias desenvolvidas para programas de segurança nacional dos Estados Unidos. Em 2014, o FBI emitiu um aviso para instalações de pesquisa, incluindo faculdades e universidades, alertando-os de que os capitalistas de risco russos em particular podem estar usando suas contribuições para tentar comprar acesso a tecnologias emergentes dos EUA." 

Então diante do que foi mostrado aqui, não é surpresa alguma que esses professores universitários nunca falem mal do islã, e por extensão passe esse proceder aos seus alunos de bacharelado, mestrado e doutorado, que obviamente vão segui-los, senão reprovam.

Eu mesmo quase fui engolido por um professor universitário de filosofia, amigo meu, por ter lhe passado alguns pesquisadores que fazem fortes críticas a religião islâmica. Ele que nem é da área de história, nem de estudos islâmicos, e muito menos financiado pelos petrodólares, ficou bastante chateado. O que dizer então dos docentes que fazem parte desses centros pagos pelos sauditas?

Há pouca objetividade acadêmica, e muita ideologia pró-islã. As universidades e os docentes são patrocinados pelos petrodólares para criarem uma cultura de aceitação ao islã na sociedade, como a “religião da paz”. Existem evidências mais do que suficientes para desconfiar dos estudos acadêmicos que passam uma visão positiva sobre o islã.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

O Papel Subalterno das Mulheres no Islã (3° Parte)

Como vimos na primeira e segunda parte, as mulheres muçulmanas têm um papel subalterno dentro dos muros do islã e das nações onde essa religião vigora. É obvio que isso precisa ter uma origem que justifique o porquê delas serem tratadas com tanto desdém e desprezo. É um complexo de cultura e religião, que se imbricaram, como notou o nosso primeiro estudioso citado, Peter Demant. 

Os muçulmanos progressistas admitem que as sociedades islâmicas oprimem as mulheres, como já mostramos. Entretanto, dizem eles, que tais justificativas não se encontram no texto fundante do islã, o Alcorão. Houve um grande afastamento do caminho correto traçado por Maomé, pouco depois que ele morreu, e, assim, as mulheres que até então, eram tratadas com dignidade e respeito, dados pelo profeta, passaram a ser oprimidas, devido ao abandono dos ensinos corânicos e absorção das culturas machistas/patriarcais, conquistadas pelos exércitos islâmicos. Também colocam em dúvida muitos dos hadiths que configuram ao sexo feminino um senso de inferioridade.

Não só muçulmanos vão por essa via explicativa, mas também número grande de professores e alunos que produzem suas monografias, dissertações e teses, nas áreas de humanidades, que em uníssono, dizem que o islã é compatível com a emancipação feminina, sendo uma porta de entrada, para uma vida de libertação do autoritarismo que relega a mulher a um papel subalterno.  

Então porque essa disparidade tão gigante entre a suposta teoria maometana que dá dignidade a mulher, e a realidade que vemos nos países muçulmanos e nas mulheres de burcas, tanto nos países islâmicos como na Europa? Todas essas gerações de muçulmanos interpretaram grosseiramente a religião, ao ponto de colocarem as suas mulheres como pessoas com tão poucos direitos, contradizendo o seu profeta? Ou esse papel subalterno das mulheres no islã emerge das próprias escrituras sagradas da religião? É o que veremos.

Façamos aqui, uma distinção básica entre “literatura islâmica” e “literatura muçulmana”. Podemos perguntar: não seria redundância, não são a mesma coisa? Não. Literatura islâmica são as obras clássicas do islã, que são respeitadas e usadas por gerações, em inúmeros países e mesquitas, como textos de interpretação padrão. Essas obras trazem ensinamentos não envergonhados da religião, uma vez que não tentam tornar o islã adaptável as sensibilidades de quem o lê. São os manuais clássicos de jurisprudência islâmica. São as obras de referência. Enquanto que literatura muçulmana são os livros adocicados da religião, que encontramos em sites muçulmanos; são textos panfletários, com títulos assim “Meu Grande Amor Por jesus Me Conduziu ao Islã”, entre outros. São livros contemporâneos, produzidos com o objetivo de trazer pessoas para o islã. São livros e textos que tomam muito cuidado no que falam, omitindo muitas vezes os ensinos que fazem as mulheres inferiores na práxis muçulmana.

Neste primeiro momento, não vamos tratar de literatura muçulmana aqui. Estas muitas vezes, não traduzem o que o islã realmente ensina sobre as mulheres.  

Literatura islâmica, além do Alcorão, é claro, são a Sunna com os seus hadiths; a Sira de Maomé, que foi a sua primeira biografia; o Reliance of the Traveller (O Apoio do Viajante: Manual Clássico da Sagrada Lei Islâmica), etc.

Vamos começar com a biografia oficial de Maomé, Sirat Rasul Allah (A Vida do Profeta de Alá), de Ibn Ishaq, que a escreveu por volta de 150 anos depois de sua morte. 

Ishaq 969:

“Ele [Maomé] também disse-lhes que os homens têm direitos sobre as suas esposas e as mulheres têm direitos sobre seus maridos. As esposas nunca devem cometer adultério ou agir em um modo sexual para outros. Se elas assim fizerem, elas devem ser colocadas em quartos separados e espancadas levemente. Se elas se contiverem daquilo que lhes é proibido, elas têm o direito a comida e roupa. Os homens são para estabelecer injunções leves para as mulheres pois elas são prisioneiras dos homens e não têm controle sobre as suas pessoas.” P. 651.

Ishaq 957:

“Maomé enviou Muadh para converter o Iêmen. Enquanto ele estava lá lhe foi perguntado sobre os direitos que um marido tem sobre a sua esposa. Ele respondeu para a mulher que o perguntou: ‘Se você fosse para casa e encontrasse o nariz do seu marido escorrendo com pus e sangue e você o chupasse até que ele estivesse limpo, ainda assim você não teria cumprido com os direitos do seu marido’.” P. 644.

ISHAQ, Ibn. The Life Muhammad: A Translation of Ishaq´s Sirat Rasul Allah. Traduzido por A. Guillaume. Karachi, Paquistão, Oxford University Press, 1998.

Abu Dawud faz parte de uma das seis principais coleções de hadith (ditos e feitos do profeta), as fontes autorizadas de ensino no Islã.

O homem não pode ser questionado porque bateu em sua mulher. Abu Dawud 2147:

“Maomé disse: ‘Um homem nunca será perguntado sobre o motivo que o levou a bater na sua esposa’.” P. 552-553.

É permitido transar com mulheres escravas. Abu Dawud 2155:

“Abu Sa'id Al Khudri disse ‘O Apóstolo de Allah () enviou uma expedição militar a Awtas por ocasião da batalha de Hunain. Eles encontraram seu inimigo e lutaram com eles. Eles os derrotaram e os levaram cativos. Alguns dos Companheiros do Apóstolo de Allah () relutavam em ter relações com as mulheres cativas por causa de seus maridos pagãos. Então, Allah, o exaltado, enviou o versículo do Alcorão ‘E todas as mulheres casadas (são proibidas) a você, exceto aquelas (cativas) que sua mão direita possui.’ Isso quer dizer que eles são legais quando completam seu período de espera’.” P. 555-556.

Que mulher iria querer ter relações sexuais com o soldado que matou seu pai, mãe, familiares e etc.? É evidente que temos aí, a justificava para o estupro.

English Translation of Sunan Abu Dawud. Volume 2. Compiled by: lmâm Hâfiz Abu Dawud Sulaiman bin Ash'ath.  AhâdIth edited & referenced by: Hâfiz Abu Tâhir Zubair 'All Za'I. Translated by: Yaser Qadhi (USA). 2008.

https://www.pdfdrive.com/sunan-abu-dawud-volume-2-future-islam-the-future-for-islam-e14285775.html

O mal na mulher. Abu Dawud Livro 11, Número 2155:

“Maomé disse: Se algum de vocês se casa com uma mulher ou compra um escravo, ele deve dizer: ‘O Alá, Eu peço a Você para o bem nela, e pela disposição que Você deu a ela; Eu tomo refúgio em Você do mal que existe nela, e pela disposição que Você a deu.’ Quando ele compra um camelo, ele deve segurar o topo da sua corcunda e dizer o mesmo tipo de coisa.” P. 215.

Muslim é considerada a segunda coleção de hadith mais autêntica pelos muçulmanos. Ela também traz relatos que legitimam o estupro de cativas. Sahih Muslim, Livro 008, Número 3371:

“Abu Sirma disse a Abu Sa'id al Khadri (Allah ele gostou dele): 0 Abu Sa'id, você ouviu o Mensageiro de Allah (que a paz esteja com ele) mencionando al-'azl? [coito interrompido] Ele disse: Sim, e acrescentou: Saímos com o Mensageiro de Alá (que a paz esteja com ele) na expedição ao Bi'l-Mustaliq e levamos cativas algumas mulheres árabes excelentes; e nós os desejamos, pois estávamos sofrendo com a ausência de nossas esposas, (mas ao mesmo tempo) também desejávamos resgate por eles. Portanto, decidimos ter relações sexuais com eles, mas observando 'azl (Retirada do órgão sexual masculino antes da emissão do sêmen para evitar a concepção). Mas dissemos: Estamos fazendo um ato, enquanto o Mensageiro de Allah está entre nós; porque não perguntar a ele? Então, pedimos ao Mensageiro de Alá (que a paz esteja com ele), e ele disse: ‘Não importa se você não fizer isso, porque toda alma que está para nascer até o Dia da Ressurreição nascerá’.” P. 835.

Maomé bateu em Aisha, a sua esposa preferida, por ela ter seguido ele a noite. Sahih Muslim, Livro 004, Número 2127:

“Muhammad b. Qais disse (para o povo): Eu não deveria narrar para vocês (um hadith do Sagrado Profeta) por minha autoridade e pela autoridade de minha mãe? Nós pensamos que ele se referia à mãe que tinha deu à luz a ele. Ele (Muhammad b. Qais) então relatou que foi 'A'isha quem narrou isso: Eu não deveria narrar para você sobre mim e sobre o Mensageiro de Allah (que a paz esteja com ele)? Dissemos: sim. Ela disse: Quando foi minha vez do Mensageiro de Alá (que a paz esteja com ele) para passar a noite comigo, ele se virou de lado, colocou o manto e tirou os sapatos e colocou-los perto de seus pés, estendeu a ponta de seu xale em sua cama e depois deitou-se até pensar que eu tinha ido dormir. Ele segurou seu manto lentamente e calçou os sapatos lentamente, e abriu a porta e saiu e fechou-a ligeiramente. Cobri minha cabeça, coloquei meu véu e apertei meu envoltório da cintura, e depois saiu seguindo seus passos até chegar a Baqi'. Ele ficou lá e ele ficou por muito tempo. Ele então levantou as mãos três vezes, e depois voltou e eu também voltei. Ele apressou seus passos e eu também apressei meus passos. Ele correu e eu também corri. Ele veio (na casa) e eu também veio (para a casa). Eu, no entanto, o antecipei e entrei (na casa), e quando me deitei em cama, ele (o Santo Profeta) entrou na (casa) e disse: Por que é que, ó 'A'isha, você está fora respiração? Eu disse: não há nada. Ele disse: Diga-me ou o Sutil e o Ciente me informarão. Eu disse: Mensageiro de Allah, que meu pai e minha mãe sejam o resgate por você, e então eu disse a ele (toda a história). Ele disse: Foi a escuridão (de sua sombra) que eu vi na minha frente? Eu disse sim. ELE ATINGIU-ME NO PEITO O QUE ME CAUSOU DOR, e então disse: Você achou que Alá e Seu apóstolo trataria injustamente com você? Ela disse: O que quer que o povo esconda, Allah saberá.” P. 536-537. (Ênfase acrescentada).

O muçulmano Sherif Abdel Azim, escreveu o seguinte, em seu livro A Mulher no Islam: Mito e Realidade:

“O Alcorão orienta o muçulmano a ser gentil com as suas esposas, mesmo em caso de emoções fortes ou sentimentos de desagrado.” P. 36.

Pelo visto, na história narrada em Muslim, as “emoções fortes ou sentimentos de desagrado” em Maomé, o impeliram a agredir a sua querida Aisha, não “sendo gentil com a sua esposa”, como preconiza Sherif Abdel Azim. Se o profeta teve este arroubo de fúria contra a sua esposa preferida, imagine os arroubos de fúria que os pobres muçulmanos “normais” não têm contra as suas mulheres?

Diversão entre os companheiros mais íntimos de Maomé, em bater nos pescoços de suas mulheres. Abu Bakr bate no pescoço de Aisha. Sahih Muslim, Livro 009, Número 3506:

“Jabir b. 'Abdullah (Allah esteja satisfeito com eles) relatou: Abu Bakr (Allah esteja satisfeito com ele) veio e pediu permissão para ver o Mensageiro de Allah (que a paz esteja com ele). Ele encontrou pessoas sentadas em sua porta e nenhum entre eles tinha recebido permissão, mas foi concedida a Abu Bakr [primeiro Califa] e eles entraram. Então veio 'Umar [segundo califa] e ele pediu permissão e foi concedida a ele, e ele encontrou o Apóstolo de Allah (que a paz esteja com ele) sentado triste e silencioso com suas esposas ao seu redor. Ele (Hadrat 'Umar) disse: Eu diria algo que faria o Sagrado Profeta (que a paz seja sobre ele) rir, então ele disse: Mensageiro de Allah, gostaria que você tivesse visto (o tratamento dispensado a) a filha de Khadija quando você me pediu algum dinheiro, eu me levantei e dei um tapa em seu pescoço. O Mensageiro de Alá (que a paz esteja com ele) riu e disse: Elas estão ao meu redor, como você vê, perguntando por dinheiro extra. Abu Bakr (Allah esteja satisfeito com ele), em seguida, levantou-se foi para 'A'isha (Allah seja satisfeito com ela) e deu um tapa no pescoço dela, e 'Umar se levantou diante de Hafsa e deu um tapa nela dizendo: Você pergunta ao Mensageiro de Allah (que a paz esteja com ele) que ele não possui. Elas disseram: Por Allah, não pedimos ao Mensageiro de Allah (que a paz esteja com ele) nada que ele não possua.” P. 868.

A circuncisão feminina não foi criada pelo islã. Mas veja Muslim Livro 003, Número 0684:

“Abu Musa perguntou: O que torna o banho obrigatório para uma pessoa? Ela [Aisha] respondeu: Você encontrou um bem informado! O Mensageiro de Allah (que a paz esteja com ele) disse: Quando alguém se senta entre quatro partes (da mulher) e as partes circuncidadas se tocam um banho torna-se obrigatório.” P. 235.

Sahih Muslim. Translator: Abd-al-Hamid Siddiqui. 1st edition. Edited by: Mika'il al-Almany. Created: 2009-10-02 17:41:54. Last modified: 2009-11-05 22:38:59. Version: 0911052238593859-30.

https://d1.islamhouse.com/data/en/ih_books/single/en_Sahih_Muslim.pdf

Al-Bukhari é a coleção de hadith mais importante para os muçulmanos. É narrado nela a mesma história de Muslim, já citada.

Não há nada de errado no estupro de cativas. Al-Bukhari - Volume 3, Livro 49, Número 2542:

“Narrou Ibn Muhairiz: Eu vi a Abu Said Al-Khudri e perguntei sobre Al-Azl (ou seja, coito interrompido). Abu Said disse: ‘Saímos com o Apóstolo de Allah para o Ghazwa [batalha na qual Muhammad estava presente] de Banu Al-Mustaliq e recebemos cativos árabes e desejamos mulheres e o celibato tornou-se difícil para nós e queríamos fazer coito interrompido. Então, quando pretendíamos fazer coito interrompido. Perguntamos ao mensageiro de Alá sobre isso e ele disse: 'É melhor para você não fazer isso, pois se alguma alma (até o Dia da Ressurreição) estiver predestinada a existir, ela existirá’." P. 413-414.

Esse mesmo relato também pode ser encontrado no Volume 5, Livro 64, Número 4138, Página 278-279. E no Volume 7, Livro 67, Número 5210, Página 97.

Para o “profeta”, as mulheres têm a mente deficiente. Al-Bukhari - Volume 3, Livro 52, Número 2658:

“Narrado Abu Said Al-Khudri: O Profeta disse: ‘A testemunha de uma mulher não é igual à metade da de um homem?’ As mulheres disseram: ‘Sim’. Ele disse: ‘Isso é devido à deficiência da mente de uma mulher’.” P. 477.

Maomé ordena que a mulher só viaje com um guardião masculino. Al-Bukhari - Volume 4, Livro 56, Número 3006:

“Narrou Ibn Abbas: Que ele ouviu o Profeta dizendo: ‘Não é permitido que um homem fique sozinho com uma mulher, e nenhuma senhora deve viajar, exceto com um Mahram [guardião legal] (ou seja, seu marido ou uma pessoa com quem ela não pode se casar) para todo o sempre; por exemplo, pai, irmão, etc.)’. Então, um homem se levantou e disse: ‘Ó apóstolo de Deus! Eu me alistei no exército para tal e tal Ghazwa [ataque ou batalha] e minha esposa está procedendo ao Hajj [peregrinação]’. O Apóstolo de Allah disse: ‘Vá e faça o Hajj com sua esposa”." P. 153.

A maioria dos habitantes do inferno são mulheres. Al-Bukhari - Volume 07, Livro 67, Número 5204:

“Narrado Imrãn: O Profeta disse: "Eu olhei para o (Inferno) Fogo e vi que a maioria de seus residentes eram mulheres." P. 93.

Existem mais oito lugares em Al-Bukhari que narram essas mesmas palavras de Maomé.

Maomé disse que mulheres não podem governar uma nação. Al-Bukhari - Volume 9, Livro 92, Número 7099:

“Narrado Abu Bakra: Durante a batalha de Al-Jamal, Allah me beneficiou com uma Palavra (ouvi do Profeta). Quando o Profeta ouviu a notícia de que o povo da Pérsia havia tornado a filha de Khosrau sua rainha (governante), ele disse: ‘Nunca sucederá a uma nação que faça da mulher sua governante’.” P. 145.

Rifa'a veio reclamar de seu marido a Aisha, e mostrou a ela sua pele verde, causada por espancamento. Al-Bukhari – Volume 7, Livro 77, Número 5825:

“Aisha disse: “Nunca vi mulher nenhuma sofrer tanto quanto as mulheres crentes’.” P. 392.

The Translation of the Meanings of Sahih Al-Bukhâri, Arabic-English. Translated by: Dr. Muhammad Muhsin Khan Formerly Director, University Hospital, Islamic University, Al-Madina Al-Munawwara (Kingdom of Saudi Arabia). Maktaba Dar-us-Salam, 1997.

Por que a maioria dos habitantes do inferno são mulheres? Al-Bukhari - Volume 1, livro 2, Número 28:

“Narrado por Ibn 'Abbas: O Profeta disse: ‘Foi-me mostrado o fogo do Inferno e que a maioria de seus habitantes eram mulheres que eram ingratas. ‘Foi perguntado: ‘Será que elas não acreditam em Allah? (ou são ingratas a Allah?) Ele [Maomé] respondeu: ‘As mulheres são mal agradecidas aos seus maridos pelos favores e o bem (atos de caridade) feitos a elas. Se você sempre tiver sido bom (benevolente) a alguma delas e então ela vir alguma coisa em você (que não seja do agrado dela), ela vai dizer: ‘Nunca recebi nenhum bem de você’.” P. 17.

A história de que as mulheres são a maioria no inferno e têm a mente deficiente, podem desviar o homem do caminho correto, o seu testemunho vale metade do testemunho do homem, e têm a religiosidade defeituosa por menstruar, está tudo neste hadith Al-Bukhari – Volume 1, Livro 6, Número 301:

“Narrou Abu Said Al-Khudri: Certa vez, o Apóstolo de Alá foi ao Musalla (para oferecer a oração) o 'Id-al-Adha ou oração Al-Fitr. Então ele passou pelas mulheres e disse: ‘Ó mulheres! Dêem esmolas, pois eu vi que a maioria das vocês (mulheres) eram habitantes do fogo do Inferno. ‘Elas perguntaram: ‘Por que é assim, ó Apóstolo de Alá?’ Ele respondeu: ‘Você amaldiçoa com frequência e é ingrata a seus maridos. Não vi ninguém mais deficiente em inteligência e religião do que você. Um homem cauteloso e sensato pode ser desencaminhado por alguns de vocês.’ As mulheres perguntaram: ‘Ó Apóstolo de Allah! O que é deficiente em nossa inteligência e religião?’ Ele disse: ‘Não é o depoimento de duas mulheres igual ao testemunho de um homem?’ Eles responderam afirmativamente. Disse: ‘Esta é a deficiência em sua inteligência. Não é verdade que uma mulher não pode orar nem jejuar durante a menstruação?’ As mulheres responderam afirmativamente. Ele disse: ‘Esta é a deficiência da religião dela’.” P. 82

Não há conserto para as mulheres. Al-Bukhari – Volume 7, Livro 62, Número 113:

“Narrava Abu Huraira: O Apóstolo de Alá disse: ‘A mulher é como uma costela; se você tentar endireitá-la, ela quebrará. Então, se você quer tirar proveito dela, faça-o enquanto ela ainda tem alguma perversidade’.” P. 1159.

Maomé tinha uma “incrível” potência sexual. Al-Bukhari – Volume 7, Livro 62, Número 145:

“O Profeta costumava passar por (ter relação sexual com) todas as suas esposas em uma noite, e naquele tempo ele tinha nove esposas.” P. 1168.

Açoitar a esposa. Al-Bukhari – Volume 7, Livro 62, Número 132:

“Narrado 'Abdullah bin Zam'a: O Profeta disse: ‘Nenhum de vocês deve açoitar sua esposa como ele açoita uma escrava e depois ter relações sexuais com ela na última parte do dia’.” P. 1166.

O islã não inventou a circuncisão feminina. Mas olha o que Bukhari Volume 7, Livro 72, Número 132 diz:

“Narrava Abu Huraira: Eu ouvi o Profeta dizendo. “Cinco práticas são características da Fitra [estado de pureza, inocência]: circuncisão, barbear os pelos púbicos, cortando os bigodes curtos, aparando as unhas e depilando os pelos das axilas." P. 1314.

Sahih Bukhari - Translator: M. Muhsin Khan - 1st edition. Edited by: Mika'il al-Almany. Created: 2009-10-02 17:41:54. Last modified: 2009-10-11 23:46:24 Version: 0910112346244624-21.

https://d1.islamhouse.com/data/en/ih_books/single/en_Sahih_Al-Bukhari.pdf

Reliance of the Traveller é um clássico de jurisprudência islâmica do século XIV, que goza de grande prestígio e autoridade no islã, atestado e recomendado por grandes lideranças islâmicas.

Sobre bater na esposa.

m10.12: “Quando um marido nota sinais de rebeldia em sua esposa, quer em palavras como quando ela responde a ele de modo frio, quando o seu costume é de fazê-lo de modo educado; ou ele a chama para a cama mas ela recusa, contrário do seu hábito usual; ou se em atos, como quando ele a acha adversa para ele quando anteriormente ela era gentil e agradável, ele chama a sua atenção em palavras sem deixar de ficar longe dela ou de bater nela, pois pode ser que ela tenha uma desculpa. O aviso poderia ser dizer para ela, ‘Tema Alá com relação aos direitos que você me deve’, ou poderia ser para explicar que rebelião nulifica a sua obrigação para sustentá-la e dar a sua vez dentre as suas outras esposas, ou poderia ser em informa-la ‘A sua obediência para mim é um dever religioso’. Se ela for rebelde, ele pode deixar de dormir com ela (ter sexo) e recusar a falar com ela, e pode bater nela, mas não de modo que a magoe, significando que ele não pode deixar marcas, quebrar ossos, feri-la ou causar derramamento de sangue. É ilegal bater no rosto dela. Ele pode bater nela se ela estiver rebelde apenas uma vez ou mais que uma vez, embora exista uma vertente de opinião mais fraca que diz que ele não pode bater nela a não ser que exista rebeldia repetidamente.” P. 540-541.

O livro prossegue e conclui que bater na esposa é o último recurso para salvar a família:

“[...] é permitido para ele bater nela se ele acredita que bater ela vai trazê-la de volta ao caminho certo, embora se ele não pensa assim, não é permitido. A batida dele ela pode não ser de uma forma que a machuque, e é seu último recurso para salvar a família.” P. 542.

A mulher vale metade de um homem em indenizações:

m04.9: “A indenização pela morte ou lesão de um a mulher é metade da indenização paga por um homem.” P. 590. PS: Judeus e cristãos também.

Reliance of the Traveller: The Classic Manual of Islamic Sacred Law 'Umdat al-Salik. By Ahmad ibn Naqib al-Misri (d. 769/1368) in Arabic with Facing English Text, Commentary, and Appendices. Edited and Translated by Nuh Ha Mim Keller. Amana publications Beltsville, Maryland U.S.A.

Salim Almahdy, Pesquisador do Islamismo e autor da série Uma Olhada Por Trás do Véu, cita algumas obras autoritativas islâmicas, que deixa claro o papel subalterno das mulheres no islã.

“[...] a mulher sofre uma série de enfrentamentos com o ato matrimonial. Em seu livro, As mulheres no islamismo, Rafiqul Haqq resumiu a importância do contrato de casamento de acordo por meio de três diferentes escolas islâmicas. Citando o livro Al-Fiqh ala al-Mazahib al-Arba'a, de Abd Ar Rahman Al Gaziri, ele diz: ‘O entendimento aceito nas diferentes escolas de jurisprudência islâmica é que aquilo que foi contratado no casamento é para o benefício que o homem possa ter da mulher e não o contrário’. A mesma obra mostra que os seguidores de Imã Malik, autoridade religiosa islâmica, declararam que o contrato de casamento é um contrato de propriedade do benefício do órgão sexual da mulher e do resto do seu corpo. O mesmo livro ainda declara que os seguidores de outro Imã, Shaffi, disseram: ‘A visão mais aceita é que o que foi contratado é a mulher, isto é, o benefício derivado do seu órgão sexual’. Outros afirmam: ‘O que foi contratado é tanto o homem quanto a mulher’.”

Os apologistas muçulmanos têm um trabalho ingrato, para convencerem as pessoas, de que o islã dá dignidade as mulheres. Relativizar todas essas fontes e textos, não é fácil. Rejeitar essas literaturas autoritativas de sua religião, é se colocar numa posição minoritária, que rompe drasticamente com todo um corpo de conhecimento e teologia forjados ao longo de séculos. É estar a margem da tradição islâmica. Em termos comparativos, eles são como os cristãos progressistas que insistem em dizer que a Bíblia não desaprova as relações homossexuais, recorrendo a todos os subterfúgios possíveis para encontrar alguma dignidade as relações homoafetivas nas escrituras, ignorando toda a hermenêutica responsável na análise do texto. De modo muito semelhante, assim são os muçulmanos progressistas.    

Abdullahi Ahmed An-Na'im, Charles Howard Candler, Professor de Direito na Emory University, escreve:

“Alguns muçulmanos modernos, como a organização Irmãs no Islã na Malásia, estão exercendo a ijtihad [interpretação] hoje para promover os direitos humanos das mulheres de uma perspectiva islâmica. Para aqueles, então, que aceitam a interpretação das Irmãs, as mulheres têm direitos iguais de acordo com a Sharia.

Mas as irmãs e outras como elas estão em minoria.”

Boa sorte pra elas.  

Primeira parte do texto:

http://sheol-livros.blogspot.com/2020/08/o-papel-subalterno-das-mulheres-no-isla.html

Segunda parte do texto:

http://sheol-livros.blogspot.com/2020/08/o-papel-subalterno-das-mulheres-no-isla_26.html

Continua na quarta parte.