Pompéia, a cidade que foi engolida pelas cinzas causticantes
do Vesúvio, era uma das cidades mais erotizadas de seu tempo. A putaria
grassava em suas ruas, esquinas, tabernas... Uma cidade imersa na prostituição.
Pinturas, esculturas e cerâmicas pornográficas eram algo comum nessa cidade. Era
um mundo que fervilhava em sexo.
Quando foram descobertos os segredos sexuais de Pompéia,
o mundo moderno ficou horrorizado com os bacanais, orgias, safadezas, prostituição
e todo (ou quase todo) tipo de prática sexual, vivenciados pelos seus
habitantes. Era uma cidade que abrigava seis mil pessoas, mas que tinha um
número muito alto de lugares destinados a vender prazer. Arqueólogos
identificaram quarenta e um bordéis, fora os bares, teatros, anfiteatros e
tabernas. Onde pensarmos, tinha um lugarzinho para afogar as mágoas.
“Desde
suas taças, até os postes nas ruas, Pompéia nadava em sexo.”
Mulheres da vida tinham a torto e a direito. Para todos
os gostos e bolsos. Nem o liso com o seu pobre dinheirinho, se furtava a dá uma
sapecada rapidinha a um preço camarada, em pequenos quartos ou becos da cidade.
Para os cafetões da época, era um comércio altamente lucrativo. Pessoas dos
altos escalões da sociedade tinham suas rameiras, para lhes proporcionar
grandes lucros.
As garotas eram as lascadas dessa história, visto que
eram em sua maioria, escravas, sem direito algum. Se a mulher romana
praticamente não desfrutava de direito algum, naquela sociedade patriarcal e
machista, imagine uma prisioneira de guerra. O seu destino era servir de objeto
sexual a homens insaciáveis, que estavam pouco se lixando para elas. Até mulheres
cristãs eram forçadas a se prostituírem, como forma de humilhação e punição a
sua condição religiosa.
“[...] a
maioria das prostitutas em bordéis são escravas roubadas de terras conquistadas
da Europa, do norte da África e da Ásia. Elas são forçadas a fazer tudo que
seus donos ordenam.”
Para entender o porquê da prostituição ser tão
disseminada em Pompéia, o vídeo retrocede algumas décadas até o imperador Otávio
Augustus, que quis moralizar a sociedade romana. Para isso, ele tornava o
adultério um grave delito. Mas daí surgiu um grande problema, os nobres
precisavam saciar suas vontades/desejos, Augustus relutantemente tornava assim,
a prostituição legalizada, com o intuito de que os nobres não transassem com as
mulheres de outros nobres, gerando transtornos incalculáveis. Tudo para
preservar a “boa” moral da aristocracia.
“Ironicamente,
as leis morais de Augustus fizeram o mercado da prostituição crescer. O sexo
pago e o sexo com escravas domésticas, se tornaram alternativas simples e
legais ao adultério.”
O império romano estava envolvido até o pescoço com o
comércio sexual. Calígula, no ano 40, criou um imposto sobre a prostituição,
arrecadando muito dinheiro para os cofres do império e para seu bolso. Ele mesmo
tinha os seus aposentos para as orgias e bebedeiras. Basta lembrarmos do
premiado e polêmico filme Calígula, da década de 1970. Nesse filme, a putaria é
bem explícita e reflete o que eram os bacanais romanos e aventuras sexuais
desse psicopata.
Nero, outro maluco, sucede a Calígula. Foi outro que
organizava bacanais, com muita bebida, danças e sexo.
Como dizem, a prostituição é a profissão mais antiga do mundo, e acrecento:
uma das mais tristes. No brasil, temos as nossas “Pompéias”. Um exemplo é a
cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, que sem dúvidas é uma das cidades
brasileiras mais voltadas para esse ramo. Em 2005, nessa cidade, com 600 mil
habitantes, foram contabilizadas cerca de 400 casas de prostituição. Fora as
garotas de programa de rua. [1]
REFERÊNCIAS
[1] - https://www.youtube.com/watch?v=g1Dt5Z_JYpY
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