Primeira Guerra Mundial: O Fim de Uma Era
Depois de assistir tantos documentários sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), assisto ao primeiro vídeo sobre a Primeira Grande Guerra (1914-1918). Excelente documentário que conta em detalhes os motivos, batalhas e carnificinas desse terrível episódio da história humana. Alemães, austro-húngaros e turco-otomanos de um lado, contra os britânicos, franceses, russos, belgas e americanos do lado oposto. É claro que outras nações participaram do embate, aonde o resultado logicamente acabou numa Europa arrasada e entregue a um monte de entulhos e corpos mortos.
“Juntamente com tantos soldados mortos, desapareceram séculos de esperança nas possibilidades da inteligência, gentileza e grandeza humanas. Os alemães, austro-húngaros, otomanos e impérios russos terminaram seus dias no centro da Europa. E o império britânico foi fatalmente ferido. A inocência americana ficara no passado. O que fora perdido em arte, tesouros, saúde, gênio e alegria, jamais seria recuperado. Assim como as lágrimas daqueles que esperaram para sempre pela volta dos 22 milhões que dormem sob um mundo destruído. Essas feridas não têm cura. E 21 anos depois a carnificina começaria novamente”.
As ideias iluministas de progresso humano linear e ininterrupto da razão e progressos humanos começavam a se mostrar concretamente e a olhos nus numa utopia completa. Além dos 22 milhões de mortos, somem-se a isso, os milhões de sobreviventes mutilados física e psicologicamente. Que o futuro não reserve a nossa e as gerações seguintes algo desse tipo.
Uma excelente explicação sobre o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial, feita pelo Dennison de Oliveira, Professor de História da Universidade do Paraná. Neste documentário, ele dá uma excepcional aula sobre os principais fatores que fizeram o então Presidente Getúlio Vargas a apoiar o eixo contra os nazistas.
Baseado em seus dois livros, Os Soldados Alemães de Vargas e Os Soldados Brasileiros de Hitler, ele nos traz curiosos fatos sobre a participação desses soldados nos lados opostos da guerra contra os seus compatriotas.
Alemães morando no Brasil para mostrarem solidariedade ao povo que os acolheu foram forçados a entrar na guerra contra Hitler. E de forma semelhante, brasileiros residentes na Alemanha tiveram que lutar a favor do nazismo.
Ironicamente os grandes heróis das tropas brasileiras na guerra foram os alemães. Os soldados brasileiros sobreviventes que lutaram com Hitler, que conseguiram voltar para o Brasil escondem até hoje a sua condição de “traidores” da pátria, por temerem represálias tanto internas como internacionais.
Em Nome da Raça e da Ciência
A macabra ciência nazista é o tema dessa recente produção sobre mais uma faceta do nazismo alemão. O médico August Hirt solicitou ao campo de concentração de Auschwitz, dezenas de judeus saudáveis para que estes fizessem parte da coleção de corpos da recém-inaugurada Universidade de Estrasburgo.
Hirt pensava que em breve todos os judeus iriam desaparecer da face da terra devido à “solução final” para os judeus estar a pleno vapor a mando de Hitler e seus comparsas. Portanto, em nome da “ciência”, alguns corpos deveriam ser preservados e estudados para que a prova científica e cabal de que os alemães eram a raça superior fosse concretizada.
Logo após o final da guerra, com a Alemanha derrotada, esse médico FDP deu um tiro na sua cabeça. Ele mesmo foi o juiz de seus atos hediondos.
Fazendo as considerações finais do vídeo, Yves Ternon (Ph.D em História na Universidade de Paris IV), diz:
“[...] foi construída na Alemanha a ideologia mais absolutamente maléfica, e a palavra ‘maléfica’ é clara, na história da humanidade. Pode-se se discutir sobre alguns sistemas totalitários, onde há, aparentemente, boas ideias, ideias generosas, mas o nacional-socialismo é absolutamente maléfico, absolutamente destruidor”.
Hirt pensava que em breve todos os judeus iriam desaparecer da face da terra devido à “solução final” para os judeus estar a pleno vapor a mando de Hitler e seus comparsas. Portanto, em nome da “ciência”, alguns corpos deveriam ser preservados e estudados para que a prova científica e cabal de que os alemães eram a raça superior fosse concretizada.
Logo após o final da guerra, com a Alemanha derrotada, esse médico FDP deu um tiro na sua cabeça. Ele mesmo foi o juiz de seus atos hediondos.
Fazendo as considerações finais do vídeo, Yves Ternon (Ph.D em História na Universidade de Paris IV), diz:
“[...] foi construída na Alemanha a ideologia mais absolutamente maléfica, e a palavra ‘maléfica’ é clara, na história da humanidade. Pode-se se discutir sobre alguns sistemas totalitários, onde há, aparentemente, boas ideias, ideias generosas, mas o nacional-socialismo é absolutamente maléfico, absolutamente destruidor”.
Stalin e Hitler: Rivais Idênticos
Assistindo a esse
antigo documentário, fica difícil dizer quem foi o mais cruel e tirânico.
Talvez numa análise superficial e ingênua, possa-se concluir que Stalin ainda
foi mais perverso que o líder nazista. Stalin escravizou, torturou e assassinou
o seu próprio povo, algo que Hitler “não fez”. Enquanto Hitler matou apenas um
de seus aliados, Stalin mandou matar centenas dos seus, e ainda, fazia questão de
comparecer aos seus velórios.
De qualquer forma, Stalin ainda hoje é visto por muitos russos como um herói da nação, que tirou o seu país da miséria. Só parecem esquecer dos milhões de camponeses pobres que ele matou. A frase do ditador russo “1 morte é uma tragédia, a morte de 1 milhão é uma estatística”, talvez seja uma verdade para aqueles que o exaltam.
Stalin morreu depois de 12 longas horas de sofrimento causado por um derrame. Dá pra ter pena e compaixão?! Não, não dá.
De qualquer forma, Stalin ainda hoje é visto por muitos russos como um herói da nação, que tirou o seu país da miséria. Só parecem esquecer dos milhões de camponeses pobres que ele matou. A frase do ditador russo “1 morte é uma tragédia, a morte de 1 milhão é uma estatística”, talvez seja uma verdade para aqueles que o exaltam.
Stalin morreu depois de 12 longas horas de sofrimento causado por um derrame. Dá pra ter pena e compaixão?! Não, não dá.
O Mundo Perdido do Comunismo: O Paraíso Socialista
A BBC traz imagens e vídeos inéditos sobre a vida e o cotidiano dos alemães do pós Segunda Guerra Mundial (1939-1945), no lado oriental da Alemanha, controlada pela URSS. Não é nenhuma novidade saber de antemão, que a vida da grande maioria deles era uma grande MERDA. Não havia liberdade de expressão e nem democracia. Se antes a figura sinistra de Adolf Hitler era reverenciada, agora, outra figura do mal, Josef Stalin, era o idolatrado da vez. Não por espontânea vontade, mas simplesmente, por mera conveniência e instinto de sobrevivência.
Muito alemães fugiram para a banda ocidental, controlada pelos “demoníacos” e “opressores” capitalistas. Bom, que este sistema, não raras vezes, oprime e traz grandes desigualdades sociais, é verdade. Mas por que será que os alemães ficaram tão felizes e num baita frisson, quando o Muro de Berlim caiu?
Muitos comunistas/socialistas fanáticos dirão que esse documentário é uma grande farsa, visto que foi produzido pela BBC de Londres. Empresa disposta a falsear a “verdadeira” história, por ser um canal de um país capitalista extremamente associado ao maior dos opressores, os EUA.
Muito alemães fugiram para a banda ocidental, controlada pelos “demoníacos” e “opressores” capitalistas. Bom, que este sistema, não raras vezes, oprime e traz grandes desigualdades sociais, é verdade. Mas por que será que os alemães ficaram tão felizes e num baita frisson, quando o Muro de Berlim caiu?
Muitos comunistas/socialistas fanáticos dirão que esse documentário é uma grande farsa, visto que foi produzido pela BBC de Londres. Empresa disposta a falsear a “verdadeira” história, por ser um canal de um país capitalista extremamente associado ao maior dos opressores, os EUA.
Segunda Guerra Mundial: A Alemanha do Pós-Guerra
Uma Alemanha totalmente em destroços vai aos poucos sendo reerguida pelos seus cidadãos derrotados e humilhados pelos EUA, URSS e aliados. Muita destruição, fome, e quase que total dependência dos países que a derrotaram para que pudesse voltar a ser uma nação soberana novamente.
Uma Alemanha agora dividida, onde o lado soviético é bem mais atrasado na reconstrução de suas casas, prédios e fábricas, devido a um sentimento de compensação que os alemães deviam pagar aos comunistas por terem invadidos suas terras na guerra recém acabada. Toneladas de entulhos foram levados para URSS para reconstruir seus territórios devastados pelos alemães nazistas.
Na parte ocidental, os EUA “ajudou” a Alemanha e a Europa com o “Plano Marshall”, enviando recursos financeiros, alimentos, roupas e o que fosse necessário para que a Europa não fosse um “fardo” para a próspera América do Norte. Muitos veem nessa atitude estadunidense, uma certa forma de bondade e caridade para com os alemães e europeus destruídos. Não vejo assim. Vantagens para EUA adviriam daí. Não obstante, a Europa ocidental se recuperou bem mais rápido que os países “escravizados” pela URSS.
Uma Alemanha agora dividida, onde o lado soviético é bem mais atrasado na reconstrução de suas casas, prédios e fábricas, devido a um sentimento de compensação que os alemães deviam pagar aos comunistas por terem invadidos suas terras na guerra recém acabada. Toneladas de entulhos foram levados para URSS para reconstruir seus territórios devastados pelos alemães nazistas.
Na parte ocidental, os EUA “ajudou” a Alemanha e a Europa com o “Plano Marshall”, enviando recursos financeiros, alimentos, roupas e o que fosse necessário para que a Europa não fosse um “fardo” para a próspera América do Norte. Muitos veem nessa atitude estadunidense, uma certa forma de bondade e caridade para com os alemães e europeus destruídos. Não vejo assim. Vantagens para EUA adviriam daí. Não obstante, a Europa ocidental se recuperou bem mais rápido que os países “escravizados” pela URSS.
Nenhum comentário:
Postar um comentário