Sexo no século XX!
Quanta mudanças ocorreram nesses 100 anos!
Para se ter uma ideia, nos primeiros cinquenta anos, a masturbação era de todas as formas desaconselhada. Era imoral! Era prejudicial a saúde! Se desse vontade de usar a mão, alguns manuais aconselhavam os jovens punheteiros a lerem o sermão da montanha, quem sabe assim, a vontade libidinosa cessaria. Médicos diziam aos nervosos masturbadores que na hora que esses pensamentos perversos povoassem as suas cabecas de vento, pensassem no amor de suas mães, qual pessoa em sã consciência, ousaria tocar em seus órgãos procriativos, com a sua sagrada progenitora em mente? Outra forma adotada era colocar os testículos (us zovus) na água gelada!
Os anos 1920 são bem turbulentos. Lei Seca, ninguem podia mais tomar álcool, sem ser punido pelo governo. Surgem os bares, restaurantes e casas de shows clandestinos, vendendo não apenas bebidas alcoólicas, mas recebendo toda uma classe de pessoas consideradas perversas: gays e lésbicas. Estava aberta a ruptura com a moralidade vitoriana.
Controle de natalidade! Começam a surgir os modernos métodos para evitar um bucho antes do tempo. O diafragma e os preservativos de látex, que dão lugar a antiga camisinha de intestino de ovelhas. Espermicidas entram no mercado para desacelerar os espermatozoides mais empolgados.
A censura no cinema não demora a aparecer. O Código Reis cerceavavárias práticas consideradas obcenas para os filmes. Tudo devia passar por uma triagem moralista, respeitadora dos bons costumes. Cenas de beijos eram muito restritas e vigiadas. Cenas com pessoas dormindo na mesma cama, nem pensar.
Após a Grande Depressão de 1929, a censura torna-se mais severa, na década de 1930. Antes os beijos poderiam durar quatro segundos em uma cena, agora as películas não deveriam exibir beijos com mais de um segundo e meio. Isso mesmo 1/2! Até cenas de vacas ordenhadas não poderiam ser filmadas! Podemos imaginar o porquê, né? Cerca de 28 mil regras foram criadas para conter os "excessos eróticos" dos filmes veiculados nas telonas do cinema.
Havia censura também sobre o número de stripteases que podiam acontecer durante as noitadas nas casas de shows de Nova Iorque!
A censura na literatura era o Index dos livros vistos como imorais, portanto, impróprios! Alguns livros era desencaminhantes. Então, nada de serem lidos.
Mas a impulsividade sexual era maior que as leis que a castravam. Com a popularização dos carros, os jovens tinham um escape para as suas aventuras, longe das abas de seus pais.
Logo após a Segunda Guerra Mundial, os homossexuais, coitados, passaram a ser vistos como comunistas, na paranóia da Guerra Fria. Já não eram bem vistos antes, e agora, vinculados as ideias vermelhas, estavam lascados duas vezes mais. Estavam até indeferidos para os cargos federais. Eram personas non gratas!
Surge o polêmico Relatório Kinsey, os resultados abalaram a sociedade puritana e moralista. Porcentagens significativas da população estavam praticando sexo antes do casório, homens estavam se masturbando cada vez mais, tendo relações homossexuais, e etc.
Com a revolução sexual do anos 1960 a porta estava aberta para a putaria invadir de vez o dia a dia da sociedade. Junte-se a issso, o aparecimento das pílulas anticoncepcionais, que davam autonomia as mulheres, que não precisavam mais da ajuda dos homens, para não ganharem um bucho.
O sexo passou a ser mais livre, porém, um grande inconveniente passa a assustar e a ceifar a vida de milhares a partir dos anos 1980. A AIDS. Era vista em suas primeiras vítimas como um novo tipo de câncer, que levava para o saco o seu portador muito rapidamente. O termo "sexo seguro" agora era presente em todas as conversas sobre sexo.
E finalmente, no final do século XX, a impotência sexual podia ser vencida com o azuzinho milagreiro, o Viagra. Pintos murchos não precisavam ficar assim sempre.
Com um pouquinho de paciência, esperemos chegar 2111 para outro passeio histórico sobre a sexualidade humana.
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