sábado, 22 de agosto de 2020

Aisha Tinha Nove Anos?

Alguns apologistas islâmicos, para tornar a sua religião mais palatável as sensibilidades modernas, estão dizendo que Maomé não se casou com Aisha quando ela tinha 6/7 anos, e muito menos teve relações sexuais com ela, três anos mais tarde, aos 9 anos. Dizem que isso é uma lenda, pois ela se casou bem mais tarde, quando já era uma moça. Alguns chegam a dizer que se casaram quando ela tinha já 18 anos de idade. Desde sites, blogs, fóruns e páginas nas redes sociais, já deparei com esses textos negacionistas. Esta é uma preocupação recente na história do islã.

David Wood, Ph.D em Filosofia na Universidade Fordhan, EUA, está mais do que atento a essas inovações.

“Muitos muçulmanos no mundo hoje vivem vidas muito melhores do que seu profeta viveu. Não é de surpreender que alguns deles se horrorizem ao saber que seu maior exemplo moral (Alcorão 33:21) fez sexo com uma menininha. Portanto, está se tornando popular fabricar argumentos fracos, em um esforço para ocultar a idade de Aisha.”

http://www.answeringmuslims.com/2013/03/georgetown-university-islamic-scholar.html

Para o azar desses apologistas, fontes islâmicas, pró-islâmicas e neutras, não aderiram a esse discurso “conciliador”, que tenta passar a imagem de um profeta que não transou com uma criança. Citarei muitas delas.

Jonathan A. C. Brown, contemporâneo estudioso MUÇULMANO e professor de História Islâmica na Universidade de Georgetown, EUA, para o dissabor desses apologistas revisionistas, segue a linha TRADICIONAL de que Maomé manteve relações sexuais com Aisha, quando ela tinha 9 anos de idade. O vídeo abaixo (em inglês) atesta isso:

Temos também o renomado casal de historiadores tão bem quisto pelo mundo islâmico, devido aos seus numerosos elogios e comentários positivos a Maomé e a civilização islâmica, Ariel e Will Durant, que para o desprazer dos “adiadores” do casamento do profeta, afirmaram:

“Retornando a Meca, desposou a viúva Sauda e, aos 50 anos, prometeu casamento a Aixa, a linda e petulante filha de Abu-Béquer, então com sete primaveras [7 anos].” P. 150.

DURANT, Ariel; DURANT, Will. A História da Civilização IV: A Idade da Fé – Livro II – Civilização Islâmica. Rio de Janeiro: Record, 1950.

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Temos também a premiada Karen Armstrong, Historiadora queridíssima dos muçulmanos, pelas obras elogiosas a Maomé e a religião islâmica. Infelizmente, eles não podem contar com ela nessa. 

“Abu Bakr também estava ansioso para forjar um vínculo mais forte com Maomé, a quem ele vinha servindo tão lealmente por todos aqueles anos com grande custo pessoal. Sua pequena filha Aisha tinha SOMENTE SEIS ANOS em 620 e tinha sido prometida em casamento para o filho de Mu’tim, chefe de Nawfal, o novo protetor de Maomé, mas ele estava disposto a desistir do acordo, porque sua esposa temia que o filho se tornasse muçulmano. Assim, Aisha SE TORNOU FORMALMENTE NOIVA de Maomé numa cerimônia em que a MENINA não estava presente. Anos mais tarde, ela recordou que o primeiro sinal que teve de seu novo status foi quando a mãe explicou-lhe que não mais poderia BRINCAR NAS RUAS COMO AS OUTRAS CRIANÇAS, mas convidar as amigas para dentro de casa.” P. 79. (Ênfase acrescentada).

AMSTRONG, Karen. Maomé: Uma Biografia do Profeta. São Paulo: Cia das Letras, 2001. (PDF).

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Mark A. Gabriel, ex-Professor de História Islâmica na Universidade Al-Azhar do Cairo, Egito, o mais prestigiado centro de ensino islâmico do mundo.

"Durante o seu primeiro ano em Medina, Maomé assinou um contrato de casamento com a filha de um dos seus mais leais seguidores, Abu Bakr. Isso nada teria de invulgar se a rapariga não tivesse apenas seis anos de idade.

A história islâmica diz que ele só consumou o casamento com a rapariga, chamada Aisha, quando ela atingiu os nove anos, mas esta disposição era extremamente invulgar, mesmo na sociedade árabe. Permaneceram casados até a morte de Maomé, tinha ela dezoito anos.” P. 58.

GABRIEL, Mark A. Jesus e Maomé: Diferenças Profundas e Semelhanças Surpreendentes.  Editora em Sua Palavra, 2006.

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Malise Ruthven, Ph.D em Ciências Sociais e Políticas pela Universidade de Cambridge, escreveu:

“Muhammad retorna a Medina. Aqui ele adoece e inesperadamente morre nos braços de 'Aisha, de 18 anos. As revelações de Deus cessam.” P. 41.

Se Maomé passou 9 anos com Aisha depois de consumado o casamento, e ele morreu quando ela tinha 18 anos, segue-se que ele a deflorou quando ela tinha 9 anos de idade.

RUTHVEN, Malise. Islam: A Very Short Introduction. Oxford University Press paperback, 1997.

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David Samuel Margoliouth, Professor de Árabe na Universidade de Oxford, Inglaterra, escreveu:

“Aisha, a esposa-menina do Profeta...” P. 27.

“O fato de ter se casado com Aisha sete meses após sua chegada, e de não ter havido festa de casamento, mostra como o Profeta fora obrigado a ser parcimonioso. Uma vez que o pai dela, Abu Bakr, dera ao noivo o presente indispensável à noiva, talvez essa união desajustada (que é como devemos caracterizar o casamento de um homem de 53 anos com uma criança de nove, arrancada de seu balanço e de seus brinquedos) tenha sido apressada pelo desejo de conseguir algum dinheiro.” P. 209.

MARGOLIOUTH, David Samuel. Maomé e a Ascensão do Islã. 1° Ed. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.

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A revista Superinteressante que costuma fazer comentários elogiosos ao profeta do islã, em uma de suas edições trouxe a matéria “Mulheres que mudaram a história: Aisha, a teóloga do islamismo”, que diz:

“Todos os dias, pela manhã, [Maomé] passava pelo apartamento de cada uma para conversar. Mas, sempre que estava abatido ou tinha alguma decisão difícil para tomar, era para o quarto de Aisha que ele corria.

Do lado de fora, podiam-se ouvir suas risadas soltas. Chegou a BRINCAR DE BONECAS COM A ESPOSA.” (Ênfase acrescentada). 

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/mulheres-que-mudaram-a-historia-aisha-a-teologa-do-islamismo/

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A revista Aventuras na História, na matéria “Como a história das mulheres mudou sob o regime islâmico”, diz:

“Após a morte de Khadija, ele se casou com diversas mulheres, entre viúvas e filhas de amigos. Aisha, a preferida, tinha 9 anos quando disse ‘sim’.”

Este “sim” foi para a primeira relação sexual entre os dois.

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/civilizacoes/como-historia-mulheres-mudou-regime-islamico-678914.phtml

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Juliana Bezerra, Bacharel e Licenciada em História pela PUC-RJ), Mestre em História pela Universidade de Alcalá, Espanha.

“Um dos matrimônios mais controversos, atualmente, foi com a terceira esposa, Aisha, que tinha apenas 6 anos e Maomé 52.”

https://www.todamateria.com.br/maome/

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A Jornalista Karla Lima, outra que não está entre as vozes “hostis” ao Islã, escreve:

“Mas Aisha não era uma viúva. De fato, era uma criança de apenas seis anos quando Abu Bakr Al-Siddik, seu pai, entregou-a em casamento ao profeta. Enquanto para alguns isso faz de Muhammad um pedófilo inescrupuloso, para outros é evidente que existia um acordo com o pai: conjunção carnal, só depois da puberdade.” P. 47.

Esta “conjunção carnal, só depois da puberdade” é que vai contra as evidências históricas que nos são fornecidas pelos hadiths.

LIMA, Karla. Ziguezagueando pelo Islã. 1º Ed. São Paulo: Edição do Autor, 2010.

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Ideli Raimundo Di Tizio, Ph.D em Lingüística pela Universidade de São Paulo, outra que não é "hostil" ao islã.

“Quando Khadidja morreu, Maomé entrou em vários casamentos simultâneos. A mais célebre de suas esposas é Aisha, que tinha 9 anos na ocasião das bodas. Segundo alguns relatos, ela brincava no quintal quando foi chamada para dentro de casa. Lá, encontrou o noivo e foi posta sobre seus joelhos. Os pais da menina se retiraram, e o casamento teria se consumado ali, na casa paterna.”

http://www.ditizio.adv.br/txt/pmi.pdf

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E para fechar com chave de ouro, Martin Lings, muçulmano e foi Professor na Universidade do Cairo.

“O Profeta e suas filhas foram morar com Sawdah na nova casa. Após um mês ou dois, foi decidido que seu casamento com 'À'ishah seria celebrado. Ela tinha então nove anos e, graças à linhagem da qual descendia, sua beleza era excepcional. [...] Os preparativos para o casamento eram tão modestos que a própria ‘À’ishah não se deu conta da magnitude do evento que estava por acontecer. Ela havia saído ao pátio para brincar com uma amiga que por ali passava, quando foram buscá-la para que se arrumasse para a celebração. Anos mais tarde, ela relatou como aconteceu: ‘Eu estava indo brincar no balanço, e minha cabeleira estava toda despenteada. Vieram então à minha procura e me levaram para os preparativos.

[...]

Ao longo dos três anos anteriores, nem um só dia se passou sem que uma ou muitas amigas de 'À'ishah viessem brincar com ela no pátio da casa de seu pai. Sua mudança para a casa do Profeta em nada alterou essa rotina. Suas amigas continuaram a visitá-la a cada dia em sua nova morada, fossem as novas amigas de Medina, fossem as antigas de Meca, cujos pais, como os seus, haviam emigrado. ‘Muitas vezes, eu estava entretida com minhas bonecas’, ela contava, 'em companhia de minhas amigas, quando o Profeta entrava. Elas escapuliam para fora de casa, mas ele as reunia novamente e as chamava para que entrassem, alegrando-se com o meu contentamento de tê-las por companhia.’ Outras vezes, ele lhes dizia, antes de terem tempo de escapar. ‘Permanecei onde estais!’ Em muitas ocasiões, ele chegava a participar de seus jogos, pois amava as crianças e costumava brincar com as próprias filhas. As bonecas e fantoches assumiam vários papéis. ‘Um dia", 'À'ishah relata, ‘o Profeta entrou enquanto eu brincava com minhas bonecas e me perguntou: 'Que jogo é este, 'A'ishah?' — 'Estes são os cavalos de Salomão', respondi, e ele se pôs a rir.’ Outras vezes, contudo, ele se cobria com o manto para passar sem ser notado pelas meninas, a fim de não interromper a brincadeira.”. P. 189-190.

Detalhe importante: este livro citado foi premiado e reconhecido pela Universidade de Al-Azhar no Cairo, Egito, a instituição mais respeitada do mundo em ensino islâmico. 

LINGS, Martin. Muhammad: A Vida do Profeta Segundo as Fontes Mais Antigas. São Paulo: Attar Editorial, 2010.

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Eu poderia fornecer vários outros exemplos, mas esses já bastam para sabermos, que dizer que Maomé teve relações com Aisha, quando a pequenininha tinha nove anos, não é conto popular dos inimigos do islã. Se dizemos isso, é porque a tradição islâmica nos legou essa história. Sahih al-Bukhari, a fonte sagrada de hadiths (ditos e feitos de Maomé) mais confiável do islã, que o diga.

A principal defesa negacionista do casamento de Aisha na infância, que encontrei na internet, vem do texto Maomé era Pedófilo? – Expondo um Mito Antigo.

https://iqaraislam.com/maome-era-pedofilo-expondo-um-mito-antigo/

Em refutação a ele, pode-se ler:

Muhammad era um pedófilo?

https://answeringislam.org/Authors/Wood/pedophile.htm

Aisha: a noiva criança de Maomé

https://exmuculmanos.wordpress.com/2015/06/03/aisha-a-noiva-crianca-de-maome/

Aisha era realmente apenas nove?

http://www.answeringmuslims.com/2019/11/was-aisha-really-only-nine.h

domingo, 21 de junho de 2020

O Outro Lado do Islã



SALEEB, Abdul; SPROUL, R. C. O Outro Lado do Islã. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

O Islã é uma religião em expansão, surgida em Meca, na atual Arábia Saudita, fundada por Maomé (570-632), que prega um monoteísmo bem antagônico ao Judaísmo e Cristianismo, que em poucas décadas poderá alcançar o número de cristãos em todo o mundo. De acordo com os dados mais recentes, já são mais de 1,6 bilhão de muçulmanos espalhados pelo planeta, contra 2,3 bilhões de cristãos. Eles se dividem em várias vertentes, sendo as principais, o sunismo e xiismo, que desde tempos remotos, não se dão bem, guerreando entre si, e, claro, tendo alguns momentos de paz e trégua.

A religião de Maomé é um desafio ao Ocidente, por carregar em seu cerne, elementos ainda presentes do século VII, que são incompatíveis com as práticas liberais, racionalistas, iluministas e secularistas, com as quais estamos habituados há muitas e muitas décadas. Ela se retrai diante dos avanços morais, científicos, políticos e sociais, que tanto prezamos, fazendo com que muitos analistas se preocupem com o seu alargamento nos países que tanto estimam uma sociedade laica, com liberdades individuais, que foram conquistadas à custa de tantos sacrifícios.

Como toda religião, o Islã tem os seus apóstatas, os seus renegadores da fé em Alá, que se voltaram para o Cristianismo, pregando e divulgando a sua nova religião aos seguidores de Maomé. Abdul Saleeb é um proeminente ex muçulmano que neste livro em forma de diálogo com o também proeminente Teólogo Robert Sproul, explora as diferenças entre a teologia islâmica e a teologia cristã. Os autores irão contrastar os pontos principais de cada religião, fechando o livro com “o lado sombrio do islamismo”. E é neste último ponto do livro, que quero focar.

O Islamismo é violento em seus ensinos? Os terroristas têm uma base teológica vinda do próprio Alcorão e da Sunna (tradição), que legitima os seus atos assassinos? Maomé foi uma pessoa pacífica? Todas essas perguntas nos vêm à mente, quando vemos as várias notícias que foram veiculadas nos últimos anos, sobre os vários atentados terroristas perpetrados por aqueles que dizem serem muçulmanos e gritam Allahu Akbar (Deus é grande) em suas atitudes de guerra contra os “infiéis”.

Este livro foi escrito em 2004, três anos após a tragédia que acometeu a cidade de Nova Iorque, matando quase 3 mil pessoas. Portanto, ele não falará do atual Estado Islâmico (ISIS) e seu califado surgido em 2014, na Síria e Iraque, que tanto nos assustou com seus vídeos de decapitações. E muito menos falará do Boko Haram, grupo terrorista da Nigéria, que tem assassinado milhares de cristãos e escravizado sexualmente as mulheres daquele país.

O título do livro no original em inglês é O Lado Negro do Islamismo. Entretanto, não sei por qual motivo, a editora CPAD resolveu colocar um nome mais suave.



Abdul Saleeb de cara já começa dizendo:

“Também é importante não estereotipar o islamismo como uma religião que promove a violência. Este, absolutamente não é o caso. Na verdade, o islamismo tem uma rica tradição em sua história, o mundo muçulmano produziu muitos filósofos e cientistas. Devemos levar o islamismo a sério como uma religião coerente e sistemática que apresenta fortes desafios a fé cristã.” P. 08.  

Nossa! Para quem pensaria que ele iria se juntar aos que condenam o Islã no limbo da intolerância e violência, a sua fala parece claramente ir ao contrário disto. Esse parágrafo citado encontra-se no primeiro capítulo. Mas na última parte do livro, ele vai esclarecer essa fala inicial.

No capítulo “O Lado Sombrio do Islamismo”, ele diz:

“Mas quando os muçulmanos praticam a violência, em forma de crimes e outros atos de terrorismo, eles podem legitimamente reivindicar que estão seguindo os mandamentos de Alá, conforme ensina o Alcorão e o profeta Maomé. Essa é a grande diferença entre o cristianismo e islamismo.” P. 72.

Um dos pontos mais difíceis de engolir no Islã, é a pena de morte por apostasia (abandono da religião). Saleeb aborda essa questão.

“Um outro exemplo de violência e agressão islâmica é a lei blasfema do Paquistão, que pune com a morte qualquer pessoa que insultar o profeta Maomé. As raízes desta lei estão nos ensinos primários do próprio islamismo. A lei islâmica de apostasia declara que qualquer pessoa que se converta do islamismo a uma outra religião – cristianismo, judaísmo ou qualquer outro credo – comete um crime cuja punição deve ser a morte.” P. 72-73.

No Islã, a luta contra os infiéis deve ser contínua.

“‘Lutai pela causa de Alá com aqueles que lutam contra vós [...] e matai-os onde quer que os encontrardes [...] e lutai contra eles até que não haja mais tumulto e opressão; que prevaleça a justiça e a fé em Alá’ (Sura 2.190-193). A ordem é para continuar lutando, continuar assassinando, onde quer que os muçulmanos encontrem supostos inimigos de Alá.” P. 74.

Mas esses versos não eram apenas válidos para aqueles momentos específicos? Saleeb responde:

“Muitas pessoas hoje em dia dizem que esses versículos eram apenas para a época de Maomé, quando os pagãos de Meca estavam atacando, e que não se aplicam à atualidade. De qualquer modo, sequer uma única vez em todo o Alcorão existe uma restrição a esses versículos. A mensagem diz simplesmente que os muçulmanos lutem contra os incrédulos. E esses textos têm sido utilizados ao longo dos 1.400 anos de história islâmica, para fazer exatamente isso. Esses versículos continuam a fornecer justificativa para os assassinatos e os sérios danos físicos infligidos inclusive a outros muçulmanos considerados infiéis, porque a mensagem é considerada universal e aplicável a todos os tempos e lugares pelo islamismo.” P. 76.

A expansão islâmica foi através da espada e da violência.

“O islamismo se expandiu tremendamente no início de sua história através de atos de guerra. Os muçulmanos invadiram a Império Persa, o Norte da África e a Europa. Nenhum dos países dessas regiões atacaram os muçulmanos primeiro; estes certamente não agiram em defesa pessoal. De qualquer forma, o Islã considera como opressor qualquer governo que não permita que os muçulmanos estabeleçam o islamismo como religião oficial. Portanto, lutar contra estes governos é justificado, porque os muçulmanos consideram o islamismo como a religião verdadeira, e lutar contra os incrédulos é equivalente a lutar contra a opressão.” P. 77.

Violência, violência, violência...

“[..] a violência no islamismo se expressa de várias formas, através de perseguição as minorias, a matança de oponentes políticos e religiosos e os atos de terrorismo. E todas essas práticas encontram justificativas no Alcorão e nos ditos de Maomé.” P. 83.

Diante do exposto, como conciliar o que Saleeb diz em sua primeira fala?

“Também é importante não estereotipar o islamismo como uma religião que promove a violência. Este, absolutamente não é o caso.” P. 08.

Parece contraditório mesmo. Porém, vimos parte de sua exposição, mostrando que o islamismo não é de forma alguma pacífico. Em uma entrevista, ele clareia essa questão de que o islamismo não é uma "religião que promove a violência.”

“Simplesmente não é verdade pensar que todos os muçulmanos devotos são, por definição, muçulmanos violentos. [...] Apenas uma pequena fração dos muçulmanos do mundo está por trás do terrorismo. [...] A maioria dos muçulmanos na verdade se concentra apenas nos exemplos positivos da bondade, generosidade e humildade de Muhammad e ignora completamente os episódios mais sombrios de sua vida.”


Ayaan Hirsi Ali, crítica ferrenha do Islã, que o considera intrinsecamente violento, afirma a mesma coisa.

“Ora, quando afirmo que o islamismo não é uma religião pacífica, não estou dizendo que a crença islâmica torna os muçulmanos naturalmente violentos. Isso, manifestamente, não é verdade: há milhões e milhões de muçulmanos pacíficos no mundo. Estou dizendo que a conclamação à violência e a justificação dela estão explicitadas nos textos sagrados do islã”. P. 15.

ALI, Ayaan Hirsi. Herege: Por que o islã precisa de uma reforma imediata. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

Ou seja, o Islã tem ensinamentos violentos, sim. Mas isso não quer dizer que todos os muçulmanos serão violentos. Assim como a maioria dos cristãos não amam a Deus e nem ao próximo como a si mesmos, a despeito de serem os dois maiores mandamentos da Bíblia, ditos pelo próprio Jesus.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Os Evangélicos Norte-Americanos e o Racismo


Na sociedade norte-americana, dentre os grupos religiosos mais racistas, os evangélicos se destacam, mostrando que estão longe de serem a "luz do mundo" dita nos Evangelhos. Li três livros evangélicos que reconhecem a problemática do racismo em seu meio, dos quais destaco O Escândalo do Comportamento Evangélico, de Ronald Sider, evangélico e Ph.D em História na Universidade de Yale.

“Em 1989 George Gallup Jr. e James Castelli publicaram os resultados de uma pesquisa para determinar quais grupos nos Estados Unidos eram mais propensos a rejeitar vizinhos negros – um bom indicador de racismo. Católicos e cristãos não evangélicos foram classificados entre os menos propensos; 11% fizeram objeção ao contato entre negros e brancos. Os protestantes históricos chegaram próximo dos 16%. Com 17% batistas e evangélicos ficaram entre aqueles mais propensos a repudiar a possibilidade de ter vizinhos negros, e 20% dos batistas do sul rejeitaram a ideia de ter vizinhos negros.

[...]

Durante o movimento de direitos civis, quando os protestantes históricos e os judeus se uniram aos afro-americanos em sua luta histórica por liberdade e igualdade, líderes evangélicos foram quase totalmente omissos. Alguns se opuseram ao movimento; outros não se pronunciaram. Quando Frank Gaebelein, então co-editor de Christianity Today, não apenas cobriu a marcha de Martin Luther King sobre Selma, como também endossou o movimento e a ele se juntou, experimentou oposição e hostilidade da parte de outros líderes evangélicos.” P. 25.

“Michael O. Emerson e Christian Smith escreveram um livro crucial [...] explorando as atitudes racistas presentes no mundo evangélico. Concluíram que ‘o evangelicalismo branco provavelmente faz mais para perpetuar a sociedade racista do que para reduzi-lá’. Os protestantes conservadores brancos têm mais que o dobro de propensão que os outros brancos de apontar falta de motivação entre os negros (e não a discriminação) como fator responsável pela desigualdade entre brancos e negros. Os protestantes conservadores são seis vezes mais propensos a citar a falta de motivação que o acesso desigual à educação.” P. 27.

“[...] como é possível que os evangélicos sejam as pessoas mais racistas e preconceituosas de nossa sociedade?” P. 47.
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SIDER, Ronald J. O Escândalo do Comportamento Evangélico. Viçosa, MG: Ultimato, 2006.

O documentário Reavivamento da Rua Azusa: A História Nunca Antes Contada reconhece que apesar do movimento em seu início ter juntado em seus cultos, negros e brancos, a “harmonia” racial não teve repercussão duradoura, sendo apenas em 1994 que houve um pedido de desculpas sobre a tensão racial entre brancos e negros nas fileiras pentecostais.

Entretanto, Billy Graham, o pastor mais conhecido e respeitado do século XX-XXI, posicionou-se eminentemente contra o racismo dos anos 1950-1960, tendo o reconhecimento de Martin Luther King, que disse sobre ele:

"Não fosse pelo ministério do meu amigo Billy Graham, meu trabalho em prol dos direitos civis, não teria alcançado o mesmo sucesso."

Recortei a parte do documentário Billy Graham: O Embaixador de Deus, que fala sobre quais foram as atitudes de Graham frente ao racismo, mostrando o quanto ele foi um homem corajoso que lutou pela igualdade de todos, fato que o próprio King admite, em sua fala já citada, quando muitos pastores e líderes evangélicos empunham as suas Bíblias para dizer que os negros eram inferiores e deviam ser tratados com tal. 

Racismo: A Culpa não é só dos Estados Unidos


O racismo norte-americano é PERVESO, NOCIVO, GROTESCO, NOJENTO, uma VERGONHA para aquele país. Entretanto, nesse macabro time, muitos outros países não escapam de terem em suas fileiras um histórico grotesco de racismo que perdura até hoje.

O Brasil é um exemplo clássico. O documentário da BBC, Racismo: Uma História, chega à seguinte conclusão:

"Os chefes militares brasileiros são completamente brancos. A elite política brasileira foi, até recentemente, completamente branca. [...] o Brasil manteve a democracia racial, significando que o homem branco deita com mulheres negras sem sentir culpado, gerando crianças mestiças de grande beleza. Mas o sistema permanece perversamente desigual. O Brasil é a sociedade mais desigual do mundo ocidental. E os negros estão completamente no fundo da base. É um sistema pernicioso. É um Apartheid, sem as leis do Apartheid. E no topo é absolutamente racista".

Na Rússia, ex país líder da maior experiência comunista já feita, a coisa é muito feia para os negros lá. Theodore Dalrymple, Psiquiatra que tem uma substancial literatura que trata de temas culturais contemporâneos, escreve:

"Os negros não podem andar com segurança pelas ruas de Moscou." P. 16.

"Negros em Moscou correm o risco de sofrer agressão, especialmente se estiverem na companhia de mulheres russas." P. 65.
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DALRYMPLE, Theodore. Em Defesa do Preconceito. São Paulo: É Realizações, 2015. (PDF).

Na África, a vida que os negros levam, de um modo geral, é indiscutivelmente pior que a dos negros nos EUA. Nem preciso citar fonte alguma para tal asserção.  

Num episódio do documentário O Mundo Segundo os Brasileiros: Porto, uma brasileira negra que mora nessa cidade, conta essa história lamentável:

"[A cidade do] Porto não tem tantos negros, tem muito mais em Lisboa, porque é mais miscigenado. Então tem até umas histórias ‘engraçadas’. Um dia eu tava na ribeira com uma amiga, e a gente estava conversando e vieram dois rapazes falar com a gente; e aí um deles ficou conversando comigo, perguntou: ‘De onde você é? O que você faz?”. Aí o assunto acabou, e ele falou assim: ‘Olha, mas você é meio negra, né?’ Aí eu: ‘Não, sou inteira!’ Aí ele: ‘Não, não fica assustada não! Não foi isso que eu quis dizer. Eu só quis dizer que tem piores’. Eu tava ali do lado rio; joguei ele do rio. Mentalmente. Mas eu queria ter jogado. Mas assim, eu levo na boa, não me preocupo muito.”

A experiência pessoal dessa garota, talvez seja um indicativo de uma sociedade que ainda não superou o racismo. Claro que não estou equiparando o racismo norte-americano ao que porventura ocorre em Portugal. Todavia, serve para evidenciar um racismo generalizado, que não está preso apenas na região norte da América, mesmo que seja num grau muito menor.  

O país de Trump é apenas o mais visado nessa cruel realidade, e é até compreensível isso. Mas talvez as palavras de Karnal e cia, sejam uma voz de equilíbrio nessa temática:

"Quando criticamos os EUA como um país que apenas pensa em si e apenas conhece o mundo dentro de suas fronteiras, expressamos um sentimento de pesar por não sermos conhecidos/reconhecidos por eles". P. 11.

"Os EUA não são a única fonte dos problemas do mundo. P. 14.

"Tornou-se hábito reclamar da arrogância do governo de Washington, como se algum governo imperial do passado tivesse sido humilde, filantrópico ou expandido seu poder em busca da melhoria coletiva da humanidade. Para piorar nossa angústia, a alternativa é difícil: os governantes mais antiamericanos na Ásia ou América Latina não parecem garantir a possibilidade de um mundo mais confiável ou justo." P. 233-234.
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FERNANDES; Luiz Estevam; KARNAL, Leandro; MORAIS, Marcus Vinícius; PURDY, Sean. História dos Estados Unidos: Das Origens ao Século XXI. São Paulo: Contexto, 2007. (PDF).

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Através das Lentes da Vida de Maomé



Eis aqui, um documentário que desnuda o tão amado, e porque não dizer tão idolatrado mensageiro/profeta do islã, Maomé. Para quem pensa que ele foi um homem bom, exemplo de conduta, pacífico e misericordioso, este material vem desmentir as supostas virtudes do fundador do islamismo, religião cujo número de adeptos já passa de mais de 1,6 bilhão em todo o mundo.

Para os muçulmanos, Maomé foi um exemplo de pessoa e servo de Allah, que todo fiel deve procurar seguir. Eles têm em mente esta passagem do Alcorão 33.21:

“Com efeito, há, para vós, no Mensageiro de Allah, belo paradigma, para quem espera em Allah, e no Derradeiro Dia, e se lembra amiúde de Allah.” - Tradução do Sentido Nobre do Alcorão. 2ª Edição. Dr. Helmi NASR, Professor de Estudos Árabes e Islâmicos na Universidade de São Paulo.

Atos de Maomé

Maomé começou a pregar de forma pacífica a sua visão religiosa, mas diante da recusa das pessoas em aceitar o que ele dizia, perdeu a paciência e descambou para atos indiscutivelmente violentos. Segundo William Dipuccio, Ph.D em Religião pela Marquette University, EUA:

“A mensagem dele foi proferida de forma pacífica e não violenta no início, mas terminou em violência e conquistas militares, ameaças e assassinatos.”

Um pouco mais a frente, Dipuccio comenta:

“Maomé também assassinou alguns inimigos, sem respeitar idade ou sexo. De acordo com as biografias mais antigas, uma mulher poeta que zombou dele, Azma Bint Marwan foi assassinada em sua cama, enquanto dormia com seus cinco filhos. Ele próprio nunca praticou os assassinatos. Ele simplesmente dizia aos seus homens: ‘Quem vai livrar-me dessa pessoa?’ Havia sempre voluntários que davam um passo à frente.”

Maomé mandou que seus desafetos fossem amputados, executados, crucificados, arrancando os olhos e até “retalhar uma mulher velha em duas partes”. O profeta mandou torturar um judeu, e depois de morto ainda casou com a mulher dele.

A "Bondade" de Maomé

O documentário assim cataloga o que ele fez de bom:

- Teve atos de bondade que causaram a admiração de seus amigos e inimigos;

- Prezava muito pelo bem-estar de seus seguidores;

- Resolveu de maneira pacífica uma grande disputa entre tribos rivais;

- Libertou o escravo da esposa dele;

- Generoso com os pobres e necessitados;

- Acabou com o infanticídio feminino.

- Em Medina garantiu que Árabes pagãos e judeus tivessem seus direitos políticos e religiosos garantidos, pelo menos a princípio;  

- Anistia a muitos de seus inimigos em Meca;

- Uniu as tribos rivais;

- Num massacre perpetrado por um de seus generais, ele compensou as viúvas e os órfãos, reprovando a carnificina feita por ele;

- Criou um tributo para ser doado aos pobres;

- Perto de morrer, incentivou a igualdade e tratamento bondoso as esposas e escravos;

- Ajudava suas esposas nas tarefas domésticas;

- Viveu em modestas circunstâncias, preterindo o luxo;

- Antes de morrer ordenou que 6 moedas de ouro fossem usadas para ajudar os mais necessitados.

Se até os políticos nojentos de nossa época fazem algumas coisas boas, apesar de roubarem muito, porque Maomé não o faria também? Se até Pablo Escobar, o paradigma máximo dos narcotraficantes, teve atos de “bondade” para com os mais pobres da Colômbia, construindo um bairro para eles, sendo admirado e venerado por todos os habitantes de lá, que o tem como um semi-deus, porque então que com Maomé seria diferente? Atitudes "bondosas" podem ser encontradas no piores ditadores e genocidas da história, e isso de maneira alguma atenuará o que eles fizeram de ruim. E isso piora sobremaneira quando se é o fundador de uma religião. 

Maomé e tolerância

A religião de Maomé pouco cresceu pela persuasão, convencer ao outro por meio de argumentos. Ela cresceu pela coerção. Muitas tribos vendo-se derrotadas, “converteram-se” a visão teológica de Maomé. A força beligerante foi a grande causadora da expansão do islã.

Mais uma Dipuccio nos diz:

“Muitas batalhas não foram conduzidas em autodefesa, como alguns apologistas do islã argumentam. Ao contrário, a guerra tornou-se um instrumento para a propagação do islã, entre os idólatras árabes que recusavam o convite de Maomé para converterem-se. Gerações posteriores seguiram muito similar procedimento, resultando na expansão do império islâmico, estendendo-se desde a Europa até a Índia.”

Eu já vi em alguns sites e textos, dizerem que Maomé foi tolerante para com os judeus e cristãos que viviam em Meca. Mas não é bem assim não. Os judeus tinham que pagar uma taxa anual que equivalia a 50% de suas colheitas. E procedimento similar foi feito em toda a expansão do islamismo.

Maomé só foi tolerante no início de suas pregações, o que seria mais do que óbvio, visto que ainda não dispunha de nenhum poderio militar a seu favor. Mas depois de ter todo o poder de guerra em suas mãos, não tolerou os politeístas de Meca, quando a conquistou, dando um prazo de quatro meses para que eles largassem os seus deuses. Caso não obedecessem, seu destino seria a morte por rejeitar a Allah e seu mensageiro. Para com os cristãos e judeus, ambos teriam que pagar uma taxa, e nada de pregarem a sua fé aos outros. Tornaram-se cidadãos de segunda classe.

Dippucio comenta:

“O ‘Povo do Livro’ (cristãos e judeus) eram usualmente tolerados, desde que pagassem a ‘jizya’ e se humilhassem diante de seus conquistadores muçulmanos. Assim mesmo, Maomé, pouco antes de morrer, ainda lamentava de que ambos, cristãos e judeus, rejeitassem seus clamores proféticos e amaldiçoou ambos. De acordo com historiadores muçulmanos, Ibn Sa’ad e Ibn Kathir, ele disse: ‘Ó Senhor, destrua os judeus e os cristãos.’

Num determinado momento, Maomé permitiu que seus seguidores perseguissem e matasse os judeus em toda a região, onde quer que os encontrassem. A tribo Banu Quraiza acusada de traição teve de 700 a 900 homens decapitados, cerca de 1.000 mulheres e crianças escravizadas e vendidas.

Maomé a as Mulheres

Quanto a Maomé e suas esposas, o documentário revela que ele teve 11 esposas, sendo duas como espólio de guerra. Muçulmanos xiitas dizem que ele teve 22. Aos homens, ele permitiu que tivessem até 4 esposas, prometendo-lhes que no paraíso terão várias mulheres ao seu dispor além de escravos. Essas esposas no paraíso sempre terão suas virgindades restauradas, e só terão um marido.

O mensageiro de Allah casou-se com Aísha, quanto esta tinha 6 ou 7 anos, tendo a primeira relação sexual, quando ela tinha 9 ou 10 anos. Ele tinha 49 anos. Eu pergunto: a que chamamos isso? Os muçulmanos devem seguir esse exemplo do profeta?   

Ele também legalizou a prostituição para os seus soldados. 

Mais uma vez Dipuccio nos diz:

“No seu sermão de despedida, aos 62 anos, Maomé prescreve apedrejamento para adultério e punições físicas para disciplinar esposas. Se o isolamento falhar, Maomé disse, espanquem-nas com tiras, mas não severamente.”

“Mulheres também são comparadas a propriedade, cativos e prisioneiros, por Maomé.”

“De acordo com o Corão, o testemunho de uma mulher no tribunal vale a metade do de um homem. Sob a Lei Islâmica tradicional, que é baseada no Corão, uma vítima de estupro, precisa trazer 4 testemunhas homens para obter justiça contra seu estuprador.”

“FGM (Mutilação Genital Feminina) uma certa forma de circuncisão do islã foi praticada, com aprovação de Maomé, de acordo com tradições. De fato, isso é exigido, de acordo com eruditos.”

“Mulheres têm pouco a esperar depois da vida. De acordo com um ‘hadith’ confiável, Maomé teve uma visão do inferno, no qual viu que seus habitantes eram a maioria de mulheres. Foram condenadas por sua falta de gratidão a seus maridos.”

“Certas vez, Maomé falou a um grupo de mulheres, que nunca tinha visto alguém tão deficiente em inteligência e religião como as mulheres. Nem todos os muçulmanos têm essa visão tão ruim das mulheres, é claro, mas esse é o ensinamento do Islã tradicional.”

Islã e Escravidão

A doutrina do islã não condena a escravidão. Pelo contrário: incentiva-a.

Dipuccio mais uma vez:

“[...] O Islã perpetuou e regulamentou sua prática sob a lei da ‘Sharia’ até o século 20. Alguns eruditos muçulmanos ainda advogam a escravidão como uma essencial e integral prática do Islã.”

Na expansão islâmica, a escravidão sempre foi uma constante, estando os números entre 10 a 18 milhões de escravos. Inclusive a escravidão sexual.

Dipuccio:

“Sob a Sharia qualquer número de mulheres capturadas podem ser mantidas como escravas sexuais ou concubinas. Se forem casadas, o casamento delas é anulado. Maomé tinha duas de suas esposas, que foram capturadas em guerras, e tinha pelo menos duas concubinas, em adição a vários homens escravos. Embora encorajasse um tratamento bondoso dos escravos e do não abuso dos escravos, não existe punição sob a lei da Sharia para o proprietário que estupra ou mata seus escravos. Tais leis não são sempre aplicadas integralmente, permitindo aos escravos serem melhor tratados em alguns lugares que em outros.”

Conclusão

O documentário termina dizendo que ele foi uma figura enigmática, que tem sido usada tanto para promover a paz, como a guerra terrorista.

De minha parte, achei um ótimo documentário, bastante informativo. Como é apenas um documentário de pouco mais de 40 minutos, nada nele é aprofundado. Claro que muitas coisas negativas ditas nele sobre Maomé podem ser atenuadas, apelando para o contexto histórico, político e social, de cada um desses eventos narrados. Entretanto, o contrário também é verdadeiro. E creio que cada questão dessa se for melhor escrutinada, pouco sobrará de positivo no profeta do Islã. Um estudo mais aprofundado, afundará ainda mais a visão de um homem bom e virtuoso, que deve ser o “belo paradigma” de conduta, conforme diz o Alcorão 33.21.